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Entendam, por favor: a mulher nunca trai por falta de caráter

2020.12.02 22:34 RenataMaldonado Entendam, por favor: a mulher nunca trai por falta de caráter

Verdades a serem ditas:
-> O homem sempre trai consciente, ele já sabe quais as consequências que aquele ato trará para o seu relacionamento. Não pensa em lealdade, fidelidade, caráter, apenas em seu prazer. É de uma insensbilidade inacreditável. Quando o homem trai, questionar sua idoneidade é sempre válido, pois o homem consegue trair sem sentir culpa.
-> A mulher quando trai é sempre uma vítima de um relacionamento cuja falta de atenção impera. Falta contato, falta reciprocidade. A mulher não consegue trair sem culpa, ela tenta encontrar o amor do amado nos braços de outro homem, mas falha e põe-se a chorar. Por isso eu acho que toda traição feminina deve ser perdoada, porque, quando a mulher trai, é sinônimo que o homem falhou.
-> Mas o sexismo estrutural é tanto que a mulher que trai é sempre humilhada, enquando o homem trair é um considerado normal. Eu acho que séculos dessa percepção arcaica merecem uma reparação. Não aponto o dedo para nenhuma mulher que trai, eu a acolho e presto toda a minha sororidade, pois certamente aquela mulher sofreu muito em seu relacionamento.
Edit: Fui mal interpretada, mas o que me espanta é o quanto a traição masculina é normalizada e a feminina é condenada. As mulheres são convencidas de que "falharam" como mulheres quando os seus companheiros as traem, mas a traição do homem é sempre justificada pelos instintos. Fico triste de que a mentalidade machista esteja tão enraizadas em nossa cultura.
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2020.11.30 17:11 BlindEyeBill724 Lendo Rosenberg, Part II de XI, tradução do Prof.Edward Feser

Lendo Rosenberg, Part II de XI, tradução do Prof.Edward Feser


Este post é a continuação das traduções dos artigos que o Prof.Edward Feser escreveu a respeito do livro “The Atheist’s Guide to Reality” (o outro já traduzido se encontra aqui https://www.reddit.com/ApologeticaCrista/comments/jxtr9g/lendo_rosenberg_part_i_de_xi_tradu%C3%A7%C3%A3o_do/ )
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Vimos na parte I desta série que o novo livro de Alex Rosenberg, "The Atheist’s Guide to Reality", é menos sobre ateísmo do que sobre cientificismo, a visão de que somente a ciência nos dá conhecimento da realidade. Isso ocorre em dois aspectos. Em primeiro lugar, o ateísmo de Rosenberg é apenas uma implicação entre outras de seu cientificismo, e o objetivo do livro é esclarecer o que mais se segue do cientificismo, em vez de dizer muito em defesa do ateísmo. Em segundo lugar, que se segue de seu cientificismo é, portanto, o único argumento que Rosenberg realmente dá para o ateísmo. Portanto, muito do que ele tem a dizer, em última análise, repousa sobre seu cientificismo. Se ele não tem bons argumentos para o cientificismo, então ele não tem bons argumentos para o ateísmo ou para a maioria das outras conclusões mais bizarras que ele defende no livro.
Então, Rosenberg tem bons argumentos para o cientificismo? Não. Na verdade, ele tem apenas um argumento a favor, e é terrível.
O que é cientificismo?
Antes de olharmos para o argumento, vamos considerar como Rosenberg caracteriza o cientificismo:
“Cientificismo”… é a convicção de que os métodos da ciência são a única maneira confiável ​​de garantir o conhecimento de qualquer coisa; que a descrição do mundo pela ciência está correta em seus fundamentos; e que, quando “completo”, o que a ciência nos diz não será surpreendentemente diferente do que nos diz hoje. (pp. 6-7)

Como já observei em outro lugar, o problema com a afirmação de que a ciência é a única fonte confiável de conhecimento é que ela é autodestrutiva ou trivial - autodestrutiva se interpretarmos de forma restrita o que conta como "ciência" (uma vez que o cientificismo é em si uma teoria metafísica e epistemológica e não uma visão que a física, a química ou qualquer outra ciência em particular tenha estabelecido) e trivial se interpretarmos "ciência" de forma ampla (já que, nesse caso, a filosofia, e em a metafísica e a epistemologia particulares contam como “ciências” não menos do que a física, a química e outras). Rosenberg certamente evita o segundo chifre desse dilema. Pois sua interpretação do que conta como "ciência" é muito estreita, de fato:
Se quisermos ser científicos, temos que atingir nossa visão da realidade a partir do que a física nos diz sobre ela. Na verdade, teremos que fazer mais do que isso: teremos que abraçar a física como toda a verdade sobre a realidade. (p. 20)
Certamente, ele não nega que a química, a biologia e a neurociência também nos fornecem conhecimento. Mas isso é apenas porque ele pensa que eles são redutíveis à física: “Os fatos físicos fixam todos os fatos. [Isso] significa que os fatos físicos constituem, determinam ou provocam todos os demais fatos. ” (p. 26)
Agora, alguns naturalistas contestarão neste ponto, preferindo um "fisicalismo não reducionista", ou um "emergentismo" ou alguma outra doutrina diferente do reducionismo radical de Rosenberg. Como vários químicos e filósofos da química têm argumentado nos últimos anos, é no mínimo discutível se mesmo a química é realmente redutível à física. (Para uma visão geral útil da literatura, consulte o capítulo 5 do livro Philosophy of Chemistry de J. van Brakel. Também é útil o artigo da Enciclopédia de Filosofia de Stanford sobre a filosofia da química.) O reducionismo em biologia está ainda mais obviamente aberto a desafios. E, claro, se a consciência e o pensamento e ação humanos podem ser explicados em termos fisicalistas é notoriamente controverso mesmo entre os próprios naturalistas - Fodor, McGinn, Searle, Nagel, Levine, Strawson e Chalmers são apenas alguns dos filósofos naturalistas proeminentes da mente que têm criticado as tentativas existentes de seus companheiros naturalistas de explicar a mente em termos puramente materialistas.
Agora, eu simpatizo com esses argumentos, mas não acho que eles estabelecem uma forma alternativa de naturalismo. Pois o que eles mostram, eu argumentaria, é que as características de nível superior da realidade material não são menos reais do que as características de nível inferior, que as características de nível inferior não são de alguma forma ontologicamente privilegiadas. E, dessa forma, eles mostram (mesmo que apenas incipientemente, e mesmo que seus proponentes muitas vezes não percebam) que algo como uma concepção holística e aristotélica das substâncias materiais está correta, afinal. Falar de "emergência", "fisicalismo não redutivo" e coisas do gênero falsifica isso, porque insinua que as características de nível inferior descritas pela física ainda são de alguma forma mais fundamentais do que as de nível superior, mesmo que as de nível superior são consideradas irredutíveis. Este último, está implícito, de alguma forma tem que “emergir” do primeiro. Tais visões tendem a soar obscurantistas precisamente porque equivalem a uma posição intermediária instável entre o naturalismo reducionista da variedade de Rosenberg e o anti-reducionismo aristotélico tradicional.

Eu diria, então, que é preciso ir até o fundo do poço pelo reducionismo ao estilo de Rosenberg ou jogar fora toda a estrutura naturalista (junto com a "emergência" e outras meias-medidas) e retornar a uma metafísica aristotélica desenvolvida de substâncias materiais. Nessa medida, acho que Rosenberg está certo em sustentar que se alguém está comprometido com o cientificismo, então ele deveria sustentar que "os fatos físicos fixam todos os fatos". (Obviamente, alguns vão contestar esta condição, mas uma vez que constitui um ponto de acordo entre Rosenberg e eu, não vou prosseguir com isso aqui.)

Se Rosenberg evita um dos chifres do dilema, entretanto, ele se joga de cabeça no outro. Pois como exatamente o cientificismo foi estabelecido pela física, química, biologia ou mesmo neurociência (se permitirmos, por uma questão de argumento, que a neurociência é redutível à física)? O cientificismo faz previsões que foram rigorosamente confirmadas? Existe algo como um experimento de Michelson-Morley em que o cientificismo prova seu sentido de uma maneira como nenhuma teoria rival faz? Fazer tais perguntas é respondê-las. O fato é que a neurociência não chegou nem perto de descobrir exatamente o que acontece no cérebro quando os cientistas formam hipóteses, constroem teorias, fazem inferências preditivas, desenvolvem testes experimentais, escrevem seus resultados, submetem-nos à revisão por pares, etc. Quer dizer, a neurociência nem mesmo explicou a prática da própria ciência em categorias puramente neurocientíficas, muito menos mostrou que nenhuma outra prática pode produzir conhecimento genuíno. O cientificismo permanece o que sempre foi - uma especulação puramente metafísica e não uma teoria empírica, muito menos uma teoria empírica confirmada.
Sem dúvida, seremos tratados neste ponto com alguns acenos de mão no sentido de que mesmo que a neurociência “ainda” não tenha explicado totalmente a prática científica, também não revelou qualquer evidência de que existem outras fontes de conhecimento além da ciência. Mas se a neurociência é a única fonte genuína de conhecimento sobre como chegamos a ter conhecimento, isso é parte do que está em jogo na disputa entre o cientificismo e seus críticos. Portanto, argumentar “Não temos evidências neurocientíficas de que exista qualquer fonte genuína de conhecimento além da ciência, portanto, não há motivos para acreditar que existam tais fontes alternativas” seria simplesmente realizar uma petição de princípio.
A joia de Rosenberg
Tudo isso poderia parecer discutível se Rosenberg tivesse um argumento realmente poderoso a favor do cientificismo. Mas ele não tem. David Stove certa vez deu o rótulo irônico de “a Joia” a um argumento de Berkeley a favor do idealismo que ele considerava especialmente ruim. O argumento de Rosenberg para o cientificismo deixa Berkeley no chinelo, pois é uma verdadeira joia. Ele afirma isso várias vezes no livro:
O sucesso tecnológico da física é por si só suficiente para convencer qualquer pessoa com ansiedade sobre o cientificismo de que, se a física não estiver "acabada", certamente tem os contornos gerais da realidade bem compreendidos. (p. 23)
E não é apenas a exatidão das previsões e a confiabilidade da tecnologia que exige que coloquemos nossa confiança na descrição da realidade pela física. Como as previsões da física são tão precisas, os métodos que produziram a descrição devem ser igualmente confiáveis. Caso contrário, nossos poderes tecnológicos seriam um milagre. Temos as melhores razões para acreditar que os métodos da física - combinando experimento controlado e observação cuidadosa com requisitos principalmente matemáticos sobre a forma que as teorias podem assumir - são os adequados para adquirir todo o conhecimento. Identificar alguma área de “investigação” ou “crença” como isenta de exploração pelos métodos da física é um special pleading ou autoengano. (p. 24)
A precisão fenomenal de sua previsão, o poder inimaginável de sua aplicação tecnológica e a extensão e os detalhes de tirar o fôlego de suas explicações são razões poderosas para acreditar que a física é toda a verdade sobre a realidade. (p. 25)
O argumento de Rosenberg, então, é essencialmente estes:
  1. O poder preditivo e as aplicações tecnológicas da física não têm paralelo com os de qualquer outra fonte de conhecimento.
  2. Portanto, o que a física nos revela é tudo o que é real.
Quão ruim é esse argumento? Quase tão ruim quanto este:
  1. Os detectores de metal tiveram muito mais sucesso em encontrar moedas e outros objetos metálicos em mais lugares do que qualquer outro método.
  2. Portanto, o que os detectores de metal nos revelam (moedas e outros objetos metálicos) é tudo o que é real.
Os detectores de metal estão ligados aos aspectos do mundo natural suscetíveis de detecção por meios eletromagnéticos (ou qualquer outro). Mas por melhor que executem essa tarefa - na verdade, mesmo se tivessem sucesso em todas as ocasiões em que foram implantados - simplesmente não aconteceria por um momento que não há aspectos do mundo natural além daqueles aos quais são sensíveis . Da mesma forma, o que a física faz - e não há dúvida de que o faz de maneira brilhante - é capturar aqueles aspectos do mundo natural suscetíveis de modelagem matemática que torna possível a previsão precisa e a aplicação tecnológica. Mas aqui também, simplesmente não segue por um momento que não há outros aspectos do mundo natural.
Aqueles que rejeitam o cientificismo de Rosenberg, então, não são culpados de "special pleading ou autoengano", apesar da fanfarronice condescendente de Rosenberg. Em vez disso, eles são (ao contrário de Rosenberg) simplesmente capazes de reconhecer um non sequitur descarado quando o veem. Infelizmente, fanfarronice condescendente é tudo o que Rosenberg sempre oferece, além de seu non sequitur favorito. Aqui está um pouco mais:
"Cientificismo" é o rótulo pejorativo dado à nossa visão positiva por aqueles que realmente querem ter seu bolo teísta e jantar à mesa das generosidades da ciência também. Os oponentes do cientificismo nunca acusariam seus cardiologistas, mecânicos de automóveis ou engenheiros de software de “cientificismo” quando sua saúde, planos de viagem ou navegação na Web estivessem em perigo. Mas tente submeter seus costumes e normas não científicas, sua música ou metafísica, suas teorias literárias ou política ao escrutínio científico. A resposta imediata das cartas humanitárias indignadas é "cientificismo". (p. 6)
De acordo com Rosenberg, então, a menos que você concorde que a ciência é a única fonte genuína de conhecimento, você não pode consistentemente acreditar que ela nos dá algum conhecimento genuíno. Isso é tão plausível quanto dizer que, a menos que você pense que os detectores de metal por si só podem detectar objetos físicos, então você não pode consistentemente acreditar que eles detectam quaisquer objetos físicos. Talvez alguém que pensa que os detectores de metal nos dão um conhecimento exaustivo do mundo poderia escrever um "Guia para a realidade do Metalicista" e "argumentar" da seguinte forma:

“Metalicismo” é o rótulo pejorativo dado à nossa visão positiva por aqueles que realmente querem ter sua pedra, água, madeira e bolos de plástico e jantar na mesa de generosidades metálicas também. Os oponentes do metalicismo nunca acusariam seus amigos donos de detectores de metal de “metalicismo” quando eles precisassem de ajuda para encontrar as chaves do carro ou moedas perdidas no sofá. Mas tente submeter seus costumes e normas não metálicas, sua música ou metafísica, suas teorias literárias ou políticas ao escrutínio metalúrgico. A resposta imediata de cartas humanitárias indignadas é "metalicismo".
Claro, “metalicismo” é absurdo. Mas também é o cientificismo de Rosenberg.
Aqueles que estão em dívida com o cientificismo estão fadados a protestar que a analogia não é boa, com base no fato de que os detectores de metal detectam apenas parte da realidade, enquanto a física detecta a totalidade. Mas tal resposta seria simplesmente uma petição de princípio, pois se a física realmente descreve toda a realidade é precisamente o que está em questão.
Estou sendo duro com Rosenberg, e ele merece por apresentar argumentos tão transparentemente ruins e com tanta arrogância. Mas é justo notar que ele não está sozinho na ilusão de que sua Joia é uma espécie de argumento arrasador para o cientificismo. Ouve-se esse estúpido non sequitur repetidamente quando discutimos com os novos tipos ateus. Está implícito toda vez que algum "Internet Infidel" pergunta triunfantemente: "Onde estão os sucessos preditivos e as aplicações tecnológicas da filosofia ou da teologia?" Isso é tão impressionante quanto nosso ficcional “metálico” presunçosamente exigente: “Onde estão os sucessos de detecção de metais de jardinagem, culinária e pintura?” - e então cumprimentando seus colegas metalicistas quando não podemos oferecer nenhum exemplo, pensando que ele estabeleceu que plantas, alimentos, obras de arte e, na verdade, qualquer coisa não metálica são inexistentes. Pois por que deveríamos acreditar que somente métodos capazes de detectar metais nos dão acesso genuíno à realidade? E por que deveríamos acreditar que, se algo é real, então deve ser suscetível à predição matematicamente precisa e à aplicação tecnológica característica da física? Eu suponho que não há resposta para esta pergunta que não implemente a pergunta.

Como sempre, as gerações anteriores de céticos foram mais sábias do que a geração intelectualmente atrasada de Dawkins. Por exemplo, Bertrand Russell estava bem ciente de que, longe de nos dar uma imagem exaustiva da realidade, a física na verdade nos dá é quase o oposto e é ininteligível, a menos que haja mais na realidade do que aquilo que ela nos revela:
Nem sempre se percebe o quão excessivamente abstrata é a informação que a física teórica tem a oferecer. Ele estabelece certas equações fundamentais que permitem lidar com a estrutura lógica dos eventos, deixando-o completamente desconhecido qual é o caráter intrínseco dos eventos que a possuem. Só conhecemos o caráter intrínseco dos eventos quando eles acontecem conosco. Nada na física teórica nos permite dizer algo sobre o caráter intrínseco dos eventos em outros lugares. Eles podem ser exatamente como os eventos que acontecem conosco ou podem ser totalmente diferentes de maneiras estritamente inimagináveis. Tudo o que a física nos dá são certas equações que fornecem propriedades abstratas de suas mudanças. Mas quanto ao que muda, e do que muda de e para - quanto a isso, a física silencia. (Meu Desenvolvimento Filosófico, p. 13)
Além disso, o tremendo sucesso da física na previsão e na aplicação tecnológica é precisamente o resultado de sua negligência deliberada de qualquer aspecto da realidade que não se encaixe em seus métodos orientados matematicamente. Os primeiros pensadores modernos, como Bacon e Descartes, procuraram reorientar a ciência em uma direção prática e tecnológica deste mundo. A matemática facilitou isso; aspectos do mundo que não podiam ser modelados matematicamente eram uma distração. Consequentemente, eles foram relegados ao status de meras “qualidades secundárias” ou tratados como características que são o estudo apropriado da metafísica ao invés da física. Essa foi menos uma descoberta metafísica, porém, do que uma estipulação metodológica. Se você se propõe a estudar apenas os aspectos da realidade que podem ser rigorosamente previsíveis e controláveis, você certamente descobrirá que esses são os únicos que descobrirá. Mas é absurdo fingir que você mostrou assim que não há outros aspectos da realidade, assim como seria absurdo para o "metalicista" fingir que seu foco exclusivo sobre os objetos que podem ser detectados eletromagneticamente mostra que não há não metais. (Veja A Última Superstição para uma discussão mais detalhada deste tema.)
O que Rosenberg e outros em dívida com o cientificismo fizeram, então, foi simplesmente confundir método com metafísica (um risco ocupacional da ciência pós-galileana e da filosofia pós-cartesiana, como advertiu EA Burtt em seu livro clássico The Metaphysical Foundations of Modern Physical Science) . A confusão falaciosa da epistemologia e da metafísica é, obviamente, também uma característica de muitos argumentos idealistas, razão pela qual Stove pensava que eles mereciam nosso desprezo. Ainda mais apropriadamente, então, podemos rotular o argumento de Rosenberg como uma "Joia".
Cientificismo versus teleologia
Entre as características do mundo que a física ignora deliberadamente para seus propósitos, estão aquelas que envolvem causalidade final. Como Rosenberg escreve:
Desde que a física atingiu seu passo com Newton, ela excluiu propósitos, objetivos, fins ou projetos na natureza. Ele proíbe firmemente todas as explicações que são teleológicas ... (p. 40)
Como as palavras “exclusão” e “proibição” indicam, porém, isso é, mais uma vez, apenas uma estipulação metodológica. Por si só, não nos diz absolutamente nada sobre se a teleologia é real. Novamente, se o projetista de um detector de metal disser "Para fins de detecção de metal, vamos ignorar todas as características dos objetos que buscamos, exceto suas propriedades eletromagnéticas", então ele naturalmente não prestará atenção se este ou aquele objeto é uma moeda, ou uma chave, ou uma tachinha, ou mesmo se ela é feita de ferro em vez de níquel. Mas, obviamente, isso não significa que as únicas propriedades reais dos objetos que o detector de metais encontra são suas propriedades eletromagnéticas, e que devemos ser eliminitivistas sobre moedas, chaves, tachinhas, ferro e níquel. Da mesma forma, uma vez que as características teleológicas não podem ser modeladas matematicamente, os primeiros modernos - pensadores que, seguindo Bacon e Descartes, queriam transformar a ciência em uma direção prática e mundana e, portanto, em um foco na previsão e controle - decidiram ignorá-los. Mas (como não pode ser repetido com muita frequência), isso simplesmente não significa que tais recursos não existam.
Rosenberg, sem dúvida, acha que um apelo à navalha de Ockham justifica tal inferência. Ele escreve:
Desde Newton, há 350 anos, [a física] sempre teve sucesso em fornecer uma teoria não teleológica para lidar com cada um dos novos desafios explicativos e experimentais que enfrentou. Esse histórico é uma evidência tremendamente forte para concluir que seus problemas ainda não resolvidos se submeterão a teorias não teleológicas. (p. 40)
A implicação é que, uma vez que a física nunca precisou postular as causas finais, podemos inferir com confiança que não será necessário fazê-lo no futuro; e se não for necessário, o princípio da parcimônia deve nos levar a concluir que as causas finais não existem.
Mas existem vários problemas com esse argumento. Por um lado, a principal razão de Rosenberg para negar a existência de teleologia, planos, propósitos, designs, intencionalidade e semelhantes no nível biológico e até mesmo no nível da mente humana, é que a física excluiu a teleologia e as noções cognatas de ciência completamente. Mas, nesse caso, um apelo à navalha de Ockham do tipo que acabamos de considerar levaria Rosenberg a uma falácia "No True Scotsman". Ele estará dizendo, com efeito: a física pode explicar tudo o que existe sem apelar para a teleologia. Então, pela navalha de Ockham, a teleologia não deve ser uma característica real do mundo. É claro que as funções biológicas, o pensamento e a ação humana e semelhantes não podem ser entendidos, exceto em termos teleológicos. Mas isso apenas mostra que eles não devem realmente existir, porque a teleologia não existe, porque a física pode explicar tudo o que existe sem ela!
Outro problema é que algo como teleologia é necessário para explicar os fatos que a física descreve, pelo menos se considerarmos qualquer um deles como incorporando relações causais genuínas. Essa é, em qualquer caso, a visão de uma série de filósofos da ciência e metafísicos contemporâneos - George Molnar, CB Martin, John Heil e outros escritores "novos essencialistas" - que não têm machado teológico para moer, mas que consideram as disposições como "direcionado para" suas manifestações e, portanto, exibindo o que Molnar chama de um tipo de "intencionalidade física". Isso é (como o historiador da filosofia Walter Ott observou) essencialmente um retorno a uma compreensão aristotélica-escolástica da causalidade final como uma pré-condição da inteligibilidade da causalidade eficiente. A menos que suponhamos que uma causa eficiente A inerentemente "aponta" além de si mesma para seu efeito típico (ou gama de efeitos) B em direção a um fim ou objetivo, não temos como entender por que A de fato gera de forma confiável B em vez de C, D ou nenhum efeito.
Rosenberg não vê a possibilidade de tal visão porque ele tem apenas a concepção mais crua de teleologia - ele evidentemente pensa que uma explicação teleológica é aquela que simplesmente postula que "Deus a projetou dessa maneira." Ninguém familiarizado com as tradições aristotélicas e escolásticas cometeria tal erro, embora seja provável que alguém que supõe que a teleologia e a teologia natural resistam ou caiam com os “argumentos de design” do estilo Paley o fariam. (Como observei antes, o conhecimento de Rosenberg sobre teologia natural parece derivar principalmente do que quer que estivesse na antologia que seu professor de graduação estava usando.)
Rosenberg também supõe que a segunda lei da termodinâmica é incompatível com a existência da teleologia. Pois “a segunda lei nos diz que o universo está caminhando para a desordem completa” (em particular, morte por calor) e “nenhum propósito ou objetivo pode ser garantido permanentemente sob tais circunstâncias” (p. 41). Mas a existência da teleologia não requer que um fim ou objetivo seja realizado permanentemente. E na medida em que a segunda lei da termodinâmica descreve regularidades causais - e em particular uma tendência para a desordem - ela própria seria uma instância de teleologia, não um contra-exemplo a ela.
(O assunto da teleologia é aquele ao qual dediquei muita atenção em outro lugar, por exemplo, no capítulo 6 de A Última Superstição, capítulo 2 de Tomás de Aquino, e em muitos posts de blog sobre a disputa entre a filosofia aristotélica-tomista e a teoria do “Design Inteligente” . Não vou me repetir aqui - os leitores interessados ​​são direcionados a essas fontes.)
Portanto, Rosenberg não tem bons argumentos para o cientificismo e, portanto, não tem bons argumentos para o ateísmo ou para as outras conclusões mais bizarras que ele deriva do cientificismo. Como veremos nas demais postagens desta série, algumas dessas conclusões são, de qualquer modo, incoerentes e, portanto, constituem um reductio ad absurdum das premissas que levam a elas.
Antes de voltar a essas conclusões, no entanto, valerá a pena examinar a breve tentativa de Rosenberg de se opor aos argumentos do estilo Kalam para Deus como a causa do Big Bang, com algumas especulações cosmológicas alternativas de sua autoria. Faremos isso na próxima postagem desta série.
[Adendo: Um leitor chama a atenção para esta crítica de Rosenberg por Timothy Williamson, que se encaixa com alguns dos pontos apresentados acima. Uma linha chave: "Aqueles que mais confiam em não serem dogmáticos e possuir o espírito científico podem, assim, tornar-se menos capazes de detectar dogmatismo e falhas do espírito científico em si mesmos."
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2020.11.13 21:05 AdsonLeo [Encontro Miojo] Trabalhando Como um Condenado (3º level, D&D 5e)

Mais um encontro para utilizarem e se inspirarem. Como sempre, está também no blog.
Sexta-feira 13, Encontro Miojo de número 13. Nem se fosse combinado poderia dar tão certo!
Hoje é dia de preparar os perigos que aventureiros enfrentarão neste final de semana. Apesar da data o encontro não é de terror. Se estiver de olho num desses recomendo No Escuro a Dor Tem Mais Sabor, encontro que com certeza deixará todos de cabelo em pé, ou o monstro Inquisidor Cata-Alma, que pode inspirar sinistras aventuras.
Para este teremos duergar! Caminhando numa linha tênue entre aliado e inimigo, essas criaturas conscientes e organizadas servem propósitos maravilhosos em nossas campanhas.
Suas culturas distintas da norma estabelecida na maioria dos cenários, e também da nossa própria, nos dão a oportunidade de explorar zonas interpretativas curiosas e desafiadoras. Aproveite esse tipo de encontro para fazer com que jogadores e personagens questionem seu próprio comportamento e a fonte deles. Afinal, o que fazemos e pensamos é fruto da nossa cultura, independente de termos ou não consciência disso.
Este encontro é um desafio considerável para um grupo de 4 personagens no level 3. Nomes em negrito se referem a criaturas encontradas em material de D&D 5ª edição e serão seguidos por uma notação entre parênteses com o nome do livro e página em que se encontram.

Ganchos de História

Algumas sugestões que alteram pontos chave do texto mas podem ser interessantes para você:

Resumo

Os personagens se encontram com um grupo de duergar no meio de uma sessão de tortura. Acompanhados por um duergar hammerer, sinistra máquina de minerar, eles se divertem com o sofrimento da criatura aprisionada dentro dela.
Descobre-se que a caravana é composta de mercadores e que, apesar de justificada, a punição aplicada é justiça feita pelas próprias mãos. A dupla de anões está disposta e conversar, mas possuem seus próprios limites.

Os Envolvidos

📷 Dois duergar (Monster Manual, 122), acompanhados de três male steeder (Mordenkainen's Tome of Foes, 238) que eles usam para transportar mercadoria, observam com contentamento a máquina a frente deles. Esta, uma duergar hammerer (MTF, 188), se movimenta para lá e para cá, quebrando pedras e as levantando e depositando novamente no chão. Este trabalho não serve função alguma, a não ser causar dor na criatura aprisionada dentro do construto e satisfazer os demais.
Todos presentes, incluindo o prisioneiro, formavam uma caravana mercante. Eles viajavam pelas cavernas do Underdark trocando, comprando e vendendo toda sorte de coisa. A última carga envolvia o duergar hammerer citado. O torturado teve a brilhante ideia de tentar roubar para si o construto e vender depois, dinheiro que valeria seu emprego de entregador.
Os torturadores o pegaram no ato e agora mostram um pouco da disciplina duergar para ele. Se aproveitando do propósito macabro da máquina - tirar energia da dor e sofrimento do aprisionado - decidiram dar uma lição ali e agora.

Desenvolvimento

Se perceberem a aproximação de estranhos os dois duergar fora do hammerer ficam em alerta mas não hostis inicialmente. Como viajantes mercadores ele estão acostumados com compradores esporádicos das estradas, mas também com bandidos. Eles estão dispostos a negociar qualquer tipo de mercadoria que pareça valiosa, e também possuem algumas coisas que possam interessar ao grupo (a seu critério os tipos de itens e seus valores).
Em conversa sobre o que ocorre ali eles contam tranquilamente o que aconteceu - o transporte do hammerer e a tentativa de roubo. Apesar de tortura desse tipo ser prevista em leis e etiquetas duergar, esta é aplicada por conta própria pelos mercadores e pode ser questionada. Ele são firmes em se achar no direito de aplicá-la, e não aceitam serem contrariados mais vezes, ainda mais por forasteiros e seres da superfície.
Uma das poucas formas de fazê-los parar é o argumento de que o hammerer pode ficar danificado e diminuir o valor de venda. Sob este argumento eles pensam melhor o quanto vale a pena continuar com aquilo ou não. Se achar necessário peça por um teste de Carisma (persuasão) de CD 10.
\Caso esteja usando a sugestão para* OotA, argumentar que estão ali pela Ylsa é um bom ponto a favor dos personagens, mas a dupla duergar não gosta de dedo duros\*
Eles, se continuarem desimpedidos, levam a seção de disciplina por mais alguns minutos mas não vão até o fim. Fazem a máquina parar antes do prisioneiro morrer, o algemam e amarram em um dos steeders para que seja levado de volta à cidade pra ter mais um julgamento, dessa vez dentro das leis de fato.
Se forem interrompidos de forma mais incisiva e violenta os duergar, male steeders e o duergar hammerer, comandado pelos mercadores, lutam contra o grupo ao máximo de suas capacidades, mas não até a morte. A dupla não quer perder suas vidas ou a dos steeders e nenhuma mercadoria valiosa como o hammerer. Eles interrompem a batalha se o hammerer estiver próximo de ser destruído ou qualquer uma das criaturas da caravana morrer ou for usada como refém. Nesse caso, vencidos pela força bruta, eles soltam o prisioneiro ou cumprem outras exigências do grupo de bandidos que os vandalizou.
📷

Qual Sua Defesa?

Entrando em contato com o prisioneiro, seja por telepatia, após ele ser liberto do construto ou de outra forma disponível ao grupo, é possível verificar que a história é verdadeira. Sua mente não esconde e ele não tenta se defender, preferindo ficar em silêncio e encontrar aberturas para fugir, se possível.
Se decidirem ajudar o prisioneiro ele fica estoicamente grato. Odiando profundamente os antigos colegas de trabalho, quer matá-los se estes já não estiverem mortos. Ele ainda planeja pegar o hammerer para si, talvez um steeder também, e nunca mais entrar em contato com seus antigos contratantes. Porém não se opõe se os personagens, mais bem equipados e em maior número, tiverem outros objetivos para os duergar, steeders e hammerer.

O Que Vem Depois?

  1. [OotA] Ylsa Henstak agradece o grupo que foi atrás de seus empregados e oferece moedas, ais trabalho ou companhia para a próxima cidade destino.
  2. Tudo termina bem entre o grupo e caravana. A dupla de duergar torturadores pode guiar o grupo até o próximo objetivo ou passar mais informações, tanto sobre os anões das profundezas quanto o Underdark, que possam ser úteis em interações futuras.
  3. Os personagens agrediram uma caravana mercante. As notícias se espalham rápido e sua caras ficam conhecidas. A já famosa hospitalidade duergar fica ainda melhor.
  4. Em posse de um hammerer o grupo agora precisa encontrar um jeito de transportá-lo, além de lidar com toda a atenção que este item atrai. A quem ele pertencia anteriormente?
  5. O prisioneiro, se vendo livre, persegue o grupo em busca da oportunidade perfeita para roubá-los.
  6. Um dos itens comercializados pelos anões é muito curioso, talvez até familiar para um dos personagens.
  7. Três steeders são demais para apenas dois duergar e eles não se importam em vender um. Agora o grupo tem um animal de carga, ou até uma montaria, digna do Underdark!
Gostou da aventura? Tem alguma crítica, elogio ou sugestão? Deixe um comentário! Se tiver usado alguma ideia apresentada no texto comente aí como foi, adorarei ler como tudo se deu na sua mesa. Até a próxima.
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2020.11.13 19:29 VinAbqrq Campeã dos Deuses - Parte I: Segredos de Murmúrios

O desvio dos Murmúrios serve como um microcosmo do arco da Brienne em FESTIM. Para quem não gosta dos capítulos da Brienne, é mais um capítulo em uma jornada aparentemente sem sentido, que não leva à lugar nenhum além de um beco sem saída, avançando o plot em nenhuma direção, nem para ela nem para nenhum outro personagem. Para o resto de nós, o desvio dos Murmúrios tem tudo que torna o arco da Brienne significativo. O Ponto de Vista da Brienne descreve a jornada física e a consequência emocional de uma pessoa honrada em uma missão impossível em nome da inocência, em uma corrida contra o resto do mundo e o próprio tempo, não apenas para falhar mas para encontrar um fim trágico e injusto no final. Tudo isso ocorre nos Murmúrios.
Seguindo a trilha de um bobo que poderia ser Sor Dontos, Brienne e seu companheiro improvável de jornada Lesto Dick trilham em direção ao antigo castelo Murmúrios, nome dado devido aos estranhos sons de sussurros que populam a região. O castelo, agora uma ruína, pertenceu a uma família cujas raízes ainda produzem galhos. Inclusive o próprio Lesto Dick, cujo nome verdadeiro é Dick Crabb. E ter um Crabb ao lado da nossa protagonista é interessante porque ele nos conta o folclore por trás dos barulhos de sussurros.
"Nos Murmúrios. Conhece Clarence Crabb, claro.
[...]
Aquilo pareceu surpreendê-lo. “Estou falando de Sor Clarence Crabb. Tenho o sangue dele em mim. Tinha dois metros e quarenta e era tão forte que arrancava pinheiros com uma mão só e atirava-os a meia milha. Não havia cavalo que lhe aguentasse o peso, de modo que montava um auroque.
[...]
A mulher era uma bruxa da floresta. Sempre que Sor Clarence matava um homem, trazia sua cabeça para casa, e a mulher beijava-a na boca e a trazia de volta à vida. Eram senhores, ah sim, e feiticeiros, e cavaleiros e piratas famosos. Um foi o rei de Valdocaso. Davam ao velho Crabb bons conselhos. Como eram só cabeças, não podiam falar muito alto, mas também nunca se calavam. Quando se é uma cabeça, falar é o único passatempo que se tem. De modo que a fortaleza de Crabb acabou chamada Murmúrios."
FESTIM - BRIENNE III
Mas como a gente vê em seguida, Brienne permanece cética mesmo após escutar os tais murmúrios.
O castelo caiu sobre eles sem avisar. Num momento estavam nas profundezas da floresta, sem nada à vista ao longo de léguas e léguas a não ser pinheiros. Então, deram a volta a um pedregulho, e uma brecha surgiu à frente. Uma milha mais adiante, a floresta terminou abruptamente. Em frente havia céu e mar... e um castelo antigo e arruinado, abandonado e coberto de vegetação na beira de uma falésia.
"Os Murmúrios", Lesto Dick anunciou. "Escutem. Dá para ouvir as cabeças".
A boca de Podrick escancarou-se. "Estou ouvindo."
Brienne também as ouvia. Um murmúrio tênue e suave que parecia vir tanto do chão como do castelo. O som foi ficando mais forte à medida que se aproximavam da falésia. Era o mar, ela percebeu de repente. As ondas tinham roído buracos na falésia, lá embaixo, e ressoavam por grutas e túneis por baixo da terra.
"Não há cabeça nenhuma", disse. **"**O que está ouvindo murmurar são as ondas."
"As ondas não murmuram. São cabeças."
FESTIM - BRIENNE IV
No castelo, Brienne encontra a morte de outras formas. Pela primeira vez, ela mata uma pessoa em batalha. Pela primeira vez, ela perde um aliado em batalha. E quando a luta acaba, Brienne se encontra em luto, e decide colocar Lesto Dick para descansar em paz após pagar pelos seus serviços.
Brienne abaixou a Cumpridora de Promessas. “Cave uma sepultura. Ali, debaixo do represeiro”. Apontou com a lâmina.
[...]
Para que o esforço? Deixe-os para os corvos.
Timeon e Pyg podem alimentar os corvos. Lesto Dick terá uma sepultura. Ele era um Crabb. Este é o lugar dele.
FESTIM - BRIENNE IV

Podrick ajudou Brienne a baixar Lesto Dick para sua cova. Quando terminaram, a lua já subia no céu. Brienne sacudiu a terra das mãos e atirou dois dragões para a sepultura.
"Por que fez isso, senhora? Sor?", Pod quis saber.
"Era a recompensa que lhe prometi para que encontrasse o bobo."
FESTIM - BRIENNE IV
Brienne não se culpa pelo que aconteceu. A maior parte estava fora do seu controle. Mas ela entende que ela tem alguma responsabilidade pela tragédia, uma vez que ela trouxe Lesto Dick ali, e por conta disso ela segue o resto do capítulo com introspecção. Mar o Martin termina o capítulo completamente fora desta introspecção.
Juntos empurraram a terra para cima de Lesto Dick, enquanto a lua se erguia no céu, e debaixo da terra as cabeças de reis esquecidos murmuravam segredos.
FESTIM - BRIENNE IV
Pera. Quê?
A segunda metade da frase apresenta uma quebra de narrativa raramente vista nas Crônicas de Gelo e Fogo. Neste ponto, Martin sai da limitação do Ponto de Vista da protagonista e descreve, poeticamente, o mundo ao seu redor além da sua perspectiva. E é algo que a gente sabe que não estaria na mente da Brienne: afinal de tudo, como visto antes, Lesto Dick poderia ter acreditado que os murmúrios vêm das cabeças enterradas, mas Brienne acredita ser o som das ondas.
Ao apresentar uma interpretação de um evento que está em contraste direto com o que a nossa protagonista acredita, esta frase se exclui do território de "narrador não-confiável". Afinal, espera-se que uma descrição que é significativa o suficiente para ser incluída, ou será sobre algo que está de fato acontecendo ou de algo que pelo menos o personagem acha que está acontecendo. Não tem motivo falar para o leitor de algo que não está acontecendo e não está sendo interpretado pelo personagem.
Ou seja. Debaixo da terra. Cabeças. De Reis Esquecidos. Murmuravam Segredos.
Muitos reclamam que o arco da Brienne parece uma história separada, com pouca influência no resto dos livros. Mas aqui a gente olha de relance o fio que tem se desenrolado no plano de fundo da história, uma dica de como os mecanismos mágicos operam pelo mundo metafísico. Olhando apenas para FESTIM, não parece ter informação suficiente para fazermos todas as conexões, mas tudo fica mais claro com o PdV de Bran em DANÇA. Em Bran III, nós temos uma indicação do papel do sacrifício na cultura e religião dos Primeiros Homens na era pós-pacto com as Filhos da Floresta.
A árvore estava encolhendo, ficando menor a cada visão, enquanto árvores ainda menores se convertiam em mudas e desapareciam, apenas para serem substituídas por outras árvores que encolhiam e também sumiam. E agora os senhores que Bran vislumbrava eram altos e vigorosos, homens austeros vestidos em peles e cotas de malha. Alguns tinham rostos que lembravam as estátuas da cripta, mas desapareceram antes que Bran pudesse recordar seus nomes.
Então, enquanto ele observava, um homem barbado forçou um prisioneiro a ficar de joelhos diante da árvore-coração. Uma mulher de cabelos brancos caminhou na direção deles, por um monte de folhas vermelho-escuras, com uma foice de bronze na mão.
"Não", disse Bran, não, "não faça isso" mas não podiam ouvi-lo, não mais do que seu pai. A mulher agarrou o prisioneiro pelo cabelo, enganchou a foice em sua garganta e cortou. Através das brumas dos séculos, o garoto quebrado só podia observar, enquanto os pés do homem se debatiam contra a terra... mas, conforme sua vida fluía para fora em uma maré vermelha, Brandon Stark pôde sentir o gosto de sangue.
DANÇA - BRAN III
O Sacrifício dos Primeiros Homens parece ser realizado não tanto como um ritual específico, como seria indicado pela fogueira de Daenerys, mas sim como uma simples oferenda. E no mesmo capítulo, temos uma indicação do que acontece com os Filhos da Floresta quando eles morrem
"Quando morriam [os cantores], entravam na floresta, em uma folha, um galho ou uma raiz, e as árvores se lembravam. Todas as suas canções e feitiços, suas histórias e orações, tudo o que sabiam sobre esse mundo. Os meistres lhe dirão que os represeiros são sagrados para os antigos deuses. Os cantores acreditam que os represeiros são os antigos deuses. Quando os cantores morrem, tornam-se parte desta divindade.
DANÇA - BRAN III
Desta forma, a descrição de que "abaixo da terra, a cabeça de reis esquecidos estão murmurando segredos", indica fazer sentido literal, não apenas pela forma como foi incluído pelo George, mas também porque faz sentido com as aparentes regras desse Universo. Tudo isso indicando que, de fato, tinham cabeças de reis esquecidos abaixo da terra, murmurando segredos.
Mas o que eles estariam murmurando? Obviamente, eles parecem estar murmurando o tempo todo, mas recitar explicitamente para o leitor como feito pelo George parece indicar que tais "segredos" possam ser significantes para a história, correto? No fim, o que faria mais sentido é que seja o que for que a consciência dos Reis Esquecidos aparentemente estão sussurrando, teria relação com o que está acontecendo na narrativa naquele momento. Ou seja, eles estariam observando pelo Represeiro enquanto Brienne enterra Lesto Dick.
Desta forma, teria Brienne, sem intenção, acabado de fazer uma oferta de sangue aos deuses ao enterrar Lesto Dick em frente à uma Árvore Coração? Teriam tais Reis Esquecidos aceito tal oferenda?
Vou deixar para a Parte II (e última, prometo) para descrever como eu acho que seria uma consequência satisfatória para este possível sacrifício não-intencional de sangue, e como ele pode afetar a história da Brienne e Jaime.
Até lá, gostaria de citar uma evidência adicional para a discussão. Há algumas semanas atrás, o usuário u/zionius_ fez um post ressurgindo uma antiga versão dos capítulos da Brienne. Aparentemente, uma edição Russa de FESTIM saiu com versões prévias do arco da Brienne, que juntam os dois últimos capítulos publicados em um único, com acontecimentos diferentes. Essa versão nos deixa observar como George planejava terminar o seu arco em algum ponto do seu processo de edição. De todo o post, gostaria de ressaltar este trecho:
Ela estava cavalgando uma floresta sombria, jogada com cabeça para baixo sobre um cavalo com os seus pulsos e tornozelos amarrados juntos. O ar estava úmido, o chão encoberto em névoa. Sua cabeça socava com cada passo. Ela podia ouvir vozes, mas tudo que ela via era a terra abaixo dos cascos do cavalo. Quando os raios de luz pálida começaram a se esgueirar pelas arvores, umas pessoas a arrastaram para fora do cabalo, a colocaram-na de pé e jogaram uma corda em seu pescoço, arremessando a outra ponta da corda sobre um galho grosso.
FESTIM PARALELO - Versão anterior do último capítulo de Brienne em FESTIM.
(Tradução Livre.)
Nesta versão do arco, após ser capturada pela Irmandade, Brienne não é levada para a caverna, mas sim diretamente para aonde seria enforcada. Ainda atordoada após ser nocauteada pelo Gendry, ela ouve vozes enquanto encara o chão.
Por si, esta frase não significa muita coisa. Estas vozes poderiam vir de qualquer lugar. Entretanto, nota-se que o dia amanhece em seguida, o que indica que como ela estava parada, os seus captores estavam provavelmente em descanso, com talvez um deles de vigia. Não faz muito sentido ela estar escutando estas vozes... A menos que as vozes estejam de fato vindo do próprio chão que ela encara. Isto coloca esta frase como ligação direta ao momento do enterro do Lesto Dick nos Murmúrios, o outro ponto da história da Brienne aonde vozes vinham da terra.
Este tipo de escrita pode sim muito bem ser apenas uma descrição poética, sem nenhum significado narrativo. Este foi um motivo que eu sempre fiquei com o pé atrás de divulgar esta teoria ao longo do último ano. Contudo, esta nova evidência sedimenta para mim que George escreveu o enterro do Lesto Dick de forma consciente, plantando algo que ele pretende usar para o futuro. Afinal, "vozes vindo do chão" não é algo recorrente na história, mas parece ser uma sugestão que George quis reforçar na cabeça do leitor nesta versão não-publicada de FESTIM.
Ao meu ver, parece que os tais dos Antigos Deuses não apenas observaram a Brienne sepultando Nimble Dick, mas continuam a observando ao longo de sua jornada.
EDIT 14/11: o treco citado do FESTIM PARALELO está, em boa parte, na versão final publicada de Festim:
Tinha um cavalo por baixo de si, embora não conseguisse se lembrar de ter montado. Estava deitada de barriga para baixo sobre os quartos traseiros do animal, como se fosse um saco de aveia. Os pulsos e os tornozelos tinham sido firmemente amarrados uns aos outros. O ar estava úmido e o solo encontrava-se encoberto por névoas. A cabeça latejava-lhe a cada passo. Ouvia vozes, mas tudo o que via era a terra sob os cascos do cavalo. Havia coisas quebradas dentro de si. Sentia o rosto inchado, tinha a bochecha pegajosa de sangue, e cada oscilação e sacudidela provocavam-lhe uma punhalada de dor no braço. Ouvia Podrick chamando-a, como que de uma grande distância.
"Sor?", ele não parava de dizer. "Sor? Senhora? Sor? Senhora?", a voz era tênue e difícil de ouvir. Por fim, restou só o silêncio.
FESTIM - BRIENNE VIII
A diferença entre estas descrições é que na versão paralela, há uma impressão maior de que as vozes estariam vindo do chão pelo fato de ocorrer o amanhecer logo em seguida. Na versão publicada, Pod ainda está acompanhando a Brienne, dando assim uma sugestão maior de que as vozes que ela escutava enquanto olhava para o chão seria dele.
Entretanto, por termos essa versão anterior disponível, sabemos que as vozes dessa cena não vêm do Pod. Isso não prova ou desprova que tais vozes estariam vindo do chão, mas achei importante fazer esta correção de que a descrição das vozes não foi retirada na versão final.
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2020.11.07 03:37 AdsonLeo [Encontro Miojo] Aço Frio (3º Level, D&D 5e)

Mais um encontro para vocês. Este bem simples, admito 😅, mas que ainda assim pode gerar interações interessantes e surpreender os jogadores. Como sempre, está no blog!
O encontro de hoje, apesar da sugestão padrão, é interessante ser inserido como consequência da aquisição de um item. Isto gera surpresa e permite ter algo na manga independente de onde estiver o grupo, já que um objeto que carregam consigo será semente de aventura.
Também tento mostrar como é possível capitalizar encima de itens mágicos para a criação de aventuras. Assim como entradas de monstros e backgrounds de personagens, as descrições de cada item devem servir de inspiração para nossas histórias. Não só missões para resgatá-los ou perigos que eles atraem, o próprio item em si pode ser engrenagem de histórias.
Este encontro é balanceado para um grupo de 4 personagens no level 3. Nomes em negrito se referem a criaturas encontradas em material de D&D 5ª edição e serão seguidos por uma notação entre parênteses com o nome do livro e página em que se encontram.

Recebendo a Missão

Para o texto vou usar como padrão o seguinte gancho, genérico o suficiente para encaixar em quase qualquer cenário.
Outras possibilidades são:
Ao usar um desses, ou outro método que envolva encontrar a espada sem conhecimento do citado contratante, a alma assombrando a lâmina se manifesta em algum momento para lutar e compartilhar sua história - quando o grupo encontrar o seu inimigo jurado, durante um acampamento ou as viagens, etc.

Resumo

O grupo é contratado para recuperar uma espada. Para isso é necessária a eliminação do morto-vivo que a assombra. O que pode ser descoberto é que a alma penada não só habita a lâmina, a tornando um item amaldiçoado, como também é uma antiga companheira do contratante. Ela foi traída e morta e o desejo de vingança impede que alcance o descanso eterno.
É possível apenas eliminar o morto-vivo e devolver a espada, concluindo a missão. Mas, quem sabe, os aventureiros não queiram ficar com a arma e lidar com a maldição eles mesmo. Ou, ainda, realizar o desejo do espírito vingativo.

Lâmina Cega

No lugar escolhido os personagens veem que, ao lado dos restos mortais de um corpo, está uma espada longa que bate com a descrição dada pelo contratante. O corpo também possui as características físicas descritas.
Ao se aproximarem da espada um sword wraith warrior (Mordenkainen's Tome of Foes, 241) se projeta dela, como fumaça saindo de um braseiro. Este guerreiro fantasmagórico toma a mesma forma do cadáver no chão e se mantém alerta, protegendo a arma a qualquer custo. Se os aventureiros atacarem, ou tentarem pegar a espada, ele luta.
É possível interagir com este morto-vivo e descobrir que é a alma pertencente ao amigo do contratante. Quando em vida ele foi mandado para cá numa missão suicida. O plano, revela, foi armado pelo contratante para que ele morresse e este roubasse a espada. Pouco depois de ser morto numa armadilha ele viu, já no pós vida, o seu antigo companheiro entrar na sala, contente com o resultado, e se dirigir até a arma.
O ódio tomou conta de si e seu espírito se fez único com a lâmina. Quando o espectro vingativo que era sua alma tomou forma o contratante fugiu, deixando a espada para trás. Desde então tudo o que ele busca é vingança contra aquele que planejou sua morte.
Com detect magic ou efeito similar é possível ver que a espada longa é um item mágico. Ela, após ser possuída pela alma penada, se tornou uma Sword of Vengeance (Dungeon Master Guide, 206). Derrotar o sword wraith warrior não remove a maldição da lâmina. A criatura não retorna se for destruída, ficando presa no metal da arma, nutrindo seu ódio até o momento em que finalmente conseguir sua vingança ou for liberta de alguma forma.

Concluindo a Missão

Caso queiram, os personagens podem ajudar o morto-vivo a cumprir sua vingança. Se assim for acordado ele permite que a espada seja utilizada por um dos personagens para, com ela, assassinar o contratante. Com este resultado a alma finalmente encontra paz e deixa a arma. Neste caso considere que a maldição presente na descrição do item foi removida.
O contratante é um commoner (Monster Manual, 345) e clama por misericórdia, oferecendo o dinheiro e permitindo que mantenham a espada. Questionado sobre a missão armadilha e morte de seu amigo, ele nega tudo mas um teste de Sabedoria (intuição) de CD 10 revela a mentira. Seu objetivo de fato era mandá-lo para a morte e ficar com a espada mágica que o amigo carregava. O retorno da alma vingativa frustrou seus planos, o que o levou a buscar aventureiros para darem cabo de seu amigo pela segunda vez.
Se não foi morto, o sword wraith warrior pode deixar a lâmina e fazer ele mesmo o serviço, mas apenas se nenhum personagem estiver attuned com a arma. Enquanto houver alguém assim com a espada, o espírito é obrigado a ficar confinado na lâmina. Quando é capaz de sair ele não é obrigado a obedecer ninguém e mantém sua consciência e vontade própria.
Matar o morto-vivo e retornar com a espada para o contratante garante aos personagens a recompensa. Ele fica contente e os agradece, mas não faz ideia do fato da arma estar amaldiçoada. Se informado deste fato ele pergunta se os personagens conseguem, ou pelo menos sabem como, remover tal maldição.
Remover a maldição da arma por completo para o contratante o deixa ainda mais satisfeito e um bônus de 300 moedas de ouro é dado para o grupo.

O Que Vem Depois?

Gostou da aventura? Tem alguma crítica, elogio ou sugestão? Deixe um comentário! Se tiver usado alguma ideia apresentada no texto comente aí como foi, adorarei ler como tudo se deu na sua mesa. Até a próxima.
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2020.10.13 00:10 AdsonLeo [Encontro Miojo #06] Uma União Abençoada (2º Level, D&D 5e)

Olá reddit! Mais um encontro aqui para vocês. Como sempre, também está no meu blog.
Para os mais atentos a inspiração para este encontro será óbvia de cara. Ou talvez nem precise estar tão atento - está no nome de uma das personagens. De toda forma, fiquei receoso com ele no início mas cresceu em mim e gostei da forma como tratei os integrantes e situação. Além de ser mais um focado numa aventura específica mas facilmente adaptável para qualquer cenário.
Este encontro é equilibrado para um grupo de 4 personagens no level 2. Nomes em negrito se referem a criaturas encontradas em material de D&D 5ª edição e serão seguidos por uma notação entre parênteses com o nome do livro e página em que se encontram.

Localidade

Uma sala de laboratório que pode estar presente em quase qualquer lugar. A localização imaginada por mim é em uma das muitas cavernas do Underdark e o encontro se passa durante a aventura Out of the Abyss.

Resumo

Durante suas viagens por masmorras e cavernas tão antigas quanto o mundo o grupo se vê no que sobrou de um antigo laboratório. Nele estão presentes duas criaturas - um myconid adulto e o que parece ser um cadáver feminino reanimado. Ambos dançam para uma música inexistente.
Logo é possível descobrir que este cadáver é de uma pesquisadora. Esta morreu envenenada pelo próprio objeto de estudo - o myconid que hoje dança consigo. Em busca das maravilhas mágicas e químicas que os esporos da critura produziam, a pesquisadora não teve tempo ou energia pra cuidar de si e, pouco a pouco, perdeu as forças graças a toxicidade dos produtos que manipulava.
O myconid, platonicamente apaixonado por aquela que o estudou durante meses, utilizou de seus esporos para reanimar o corpo. Ato de amor tão genuíno e ingênuo chamou a atençao de Zuggtmoy, a própria rainha dos fungos, que abençoou a relação e permitiu ao corpo ter consciência e se manter animado por tempo indeterminado.

Uma Dança Alucinante

Ao atravessar uma porta secreta numa masmorra ou virar um curva estreita enquanto seguem para a próxima cidade em busca de refúgio, o grupo se depara com uma passagem. Espiando por ela é possível ver uma sala que servia de laboratório há algum tempo atrás. Existe uma mesa e cadeiras, armários, baús, livros, recipientes de vidro e toda sorte de instrumentos utilizados para pesquisa mágica e química. Fungos diversos cobrem paredes e chão. O lugar é abafado e esporos a milhão flutuam e deixam o ar denso e pesado de respirar.
No centro da sala duas figuras humanoides dançam para uma música que ninguém mais houve. Uma delas, uma drow spore servant (Out of the Abyss, 229) e a outra um myconid sovereign (Monster Manual, 232 com a variação Zuggtomoy's Empowerment presente em OotA, 228).
A spore servant é o cadáver reanimado da pesquisadora Marie Curie. O valor de Inteligência é 10 e ela possui consciência e parte das memória de quando ainda era viva. Uma drow orgulhosa de seu trabalho, ela passava os dias e noites estudando os myconids e vida fungal do Underdark. Nos últimos anos observara toda sorte de efeito produzidos pelos esporos expelidos por essas criaturas. Boa parte dos esporos oferecia baixo risco ou eram danosos o suficiente para ela aprender evitar. Porém, um destes produtos possuía um efeito cumulativo e, virando noites sem descansar para continuar trabalhando, Marie não conseguiu manter seu corpo saudável. Eventualmente ela morreu graças à contaminação.
O myconid é um dos que Marie estudava. Todos os demais foram embora após a morte dela. Este, por sua vez, ao longo dos meses desenvolveu afeto pela pesquisadora e, utilizando de sua habilidade Animating Spores, trouxe o cadáver de volta à vida. Desde então os dois não saíram do antigo laboratório e dão voltas pelo lugar, ensaiando passos de dança tortos.
O corpo animado de Marie deveria deixar este estado após poucas semanas e não possuir consciência alguma, e nenhum dos esporos lançados pelo myconid os faz dançar. Na verdade myconids não sabem nem mesmo o que é dançar ou música. Estes efeitos são causados por Zuggtmoy, rainha dos fungos. Através de sua influência os myconids começam a apresentar comportamentos estranhos, como bailar em sua homenagem para música alguma, ou a produção de esporos mais potentes que podem causar loucura ou mesmo levar a morte através de exaustão.
Uma vez que foi reanimada por esporos, Marie está totalmente à mercê de Zuggtmoy, assim como o myconid. Ela não mais possui interesse na pesquisa e tudo o que quer, como o companheiro, é cultuar eternamente a sua rainha.

O Encontro

Se perceberem os personagens ambos ficam em alerta mas não evitam diálogo. São amigáveis logo de cara e não se opõem caso o grupo queria entrar no lugar. Eles adoram falar sobre o quão bondosa é a rainha, como ela permitiu Marie voltar dos mortos para sempre e que tudo ficará bem assim que todos se entregarem à sua graça. Eles constantemente oferecem ao grupo a chance de receberem a benção da rainha.
[Se algum dos personagens aceitar a bênção, o myconid lança sobre ele esporos especiais. Este personagem recebe o Zuggtmoy's Gift, descrito na página 73 de OotA.]
Marie ou o myconid possuem alguma parte das memória intactas e podem compartilhar detalhes sobre a antiga vida. Eles respondem de forma direta e rápida, como obrigação, preferindo falar sobre a rainha e sua eterna bondade. Se pressionados demais a contar do passado ou se forem contrariados nas suas opiniões sobre a rainha eles começam pouco a pouco se tornar mais hostis. Ficando muito acalorada a discussão um combate pode ser iniciado.
Os dois lutam até a morte. Graças a influência de Zuggtmoy eles entram numa fúria descontrolada se precisarem atacar.
Se forem deixados em paz eles apenas continuam a dançar em louvor. Marie não se importa que os personagens vasculhem suas coisas. É possível encontrar seu diário e notas descrevendo a pesquisa, informações sobre myconids e fungos do Underdark, algumas moedas e até montar o equivalente a um Alchemist's Supplies.
É possível tirá-los do delírio induzido por Zuggtmoy com o uso de magias como Remove Curse ou Greater Restoration. O myconid volta ao normal quando curado. O corpo de Marie tomba no chão e não mais se move. Se isso for feito o myconid entra em estado catatônico e não deixa o lado do corpo. Qualquer tentativa de interação com ele é inútil e não encontra resposta.

O Que Vem Depois?

Gostou da aventura? Tem alguma crítica, elogio ou sugestão? Deixe um comentário! Se tiver usado alguma ideia apresentada no texto comente aí como foi, adorarei ler como tudo se deu na sua mesa. Até a próxima.
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2020.10.12 15:36 gustasilvab Cuca e o estupro de Berna: uma pesquisa sobre o que aconteceu

Com o post sobre o caso gerando uma repercussão aqui no sub, resolvi postar esse texto, fruto de uma pesquisa que fiz ontem para tentar entender melhor o caso. Espero que gostem da pesquisa.
O TÉCNICO CUCA E O ESTUPRO DE BERNA
Com a repercussão negativa da contratação do atacante Robinho, condenado por estupro na Itália, pelo Santos, outro caso de violência sexual envolvendo uma personalidade do futebol brasileiro voltou à tona. Em 1987, durante uma excursão do Grêmio pela Europa, o então meio-campista Cuca, hoje treinador que comandará Robinho no peixe, ficou um mês preso em Berna, na Suíça. Ele foi acusado de estuprar uma garota de 14 anos chamada Sandra Pfaffli junto com outros três colegas de equipe. Cuca acabara de chegar ao time e sequer estreara oficialmente. Os detalhes do caso são nebulosos. Para tentar entender melhor o que aconteceu, procurei relatos no decorrer dos desdobramentos em jornais suíços e brasileiros da época. Eis o resultado dessas buscas.
Os primeiros relatos do escândalo de Berna foram registrados pela imprensa no dia 1º de agosto. O jornal local em língua francesa Le Nouvelist descreveu o incidente primeiramente sem identificar os atletas: “Quatro brasileiros, com idade entre 20 e 24 anos, foram presos ontem sob suspeita de estuprar uma jovem de 14 anos. Segundo seu depoimento, a adolescente foi estuprada na noite de quinta-feira em um hotel da cidade. A investigação imediata resultou na prisão dos quatro brasileiros. A vítima e seus agressores tiveram que ser examinados no Instituto de Medicina Legal da Universidade de Berna”. O nome dos gremistas, contudo, é revelado em outra notícia, ainda nessa mesma edição, em texto sobre a ausência dos quatro jogadores na partida dos gaúchos contra o Neuchâtel Xamax. “A agência Sportinformation revelou que os quatro titulares, Cuca, Eduardo, Henrique e Fernando, foram detidos pela polícia de Berna. No entanto, a agência especificou que ‘estes quatro jogadores eram suspeitos de terem comprado roupa interior feminina para as oferecer a menores que estavam com eles na loja’.” O texto ainda pondera que o motivo é “muito leve para justificar uma custódia policial”. O jornal em alemão Walliser Bote fez apenas uma breve menção ao caso no relato da partida e não se aprofundou no conteúdo das acusações. A imprensa brasileira não tardou a tratar do caso. Edição do Estado de São Paulo, ainda no dia 1º, reportou as prisões e deu os primeiros detalhes: “Segundo o vice-presidente de futebol do Grêmio, Raul Régis de Freitas Lima, que acompanha a delegação, a menina invadiu o quarto dos jogadores no Hotel Metropol pedindo flâmulas e camisetas do clube e, depois de algum tempo, saiu do local, inclusive vestindo uma das camisetas. Horas após, um grupo de policiais foi ao hotel para prender os jogadores, informando que a menina havia registrado queixa de ser vítima e violência sexual”. O jornal aponta que material genético dos cinco envolvidos fora coletado.
No dia seguinte, a Folha de São Paulo informa que o caso havia sido repassado ao Itamaraty pelas autoridades suíças e explica que os jogadores estavam mantidos separados em três prisões: Henrique e Eduardo em Berna, Fernando em Belp e Cuca em Bugdorf. A reportagem ainda traz um relato da mãe de Cuca, dizendo ter sido informada de que apenas Henrique e Eduardo mantiveram relações sexuais com a menor, enquanto acreditava que seu filho havia sido detido apenas para cumprir o papel de testemunha. Cuca e Fernando foram presos 24 horas depois dos outros dois companheiros, conta. A Folha de São Paulo do dia 4 traz relato de um irmão de Henrique, contando que dois jogadores, não identificados, admitiram relações sexuais com a menor, mas de forma consentida, o que fora confirmado pelos exames médicos realizados em Sandra. A suposta confissão foi reafirmada pelo Estadão em texto dia dia seis, mas dessa vez nomeando os envolvidos: Henrique e Eduardo. Segundo Peter Schauff e Andreas Roth, advogados contratados para defender os jogadores, não há dúvida de que existe culpa no caso. Eles, no entanto, alegas que consideram o delito algo banal. O consulado brasileiro já havia entrado em contato com os jogadores a este ponto. Fernando e Cuca seguem negando participação. Reportagens dos dias seguintes, contudo, contradizem Cuca, e apontam que apenas Fernando não esteve ativamente envolvido com a menina. Os advogados argumentam que a relação foi consentida e que eles acreditavam que ela já era maior de idade. A agência de notícias Ansa, replicada pela Folha, relatou que os jogadores se sentiram provocados quando Sandra trocou de camiseta na frente deles. O juiz Jurg Blazer, indicado para instruir o inquérito, resolve colher um segundo depoimento de todos os envolvidos.
A descrição mais forte da acusação foi publicada no dia 14 pela Folha de São Paulo. O jornal repercutiu uma entrevista de Sandra para o jornal Blick, em que ela narra como foi seviciada após ter ido ao hotel junto com amigos, que foram expulsos pelos jogadores. Apenas ela foi mantida no local. “Afirmou que foi imobilizada por Fernando, Eduardo e Cuca, enquanto Henrique a violentava. Um outro jogador teria mantido relações sexuais com ela, mas Sandra disse não saber quem é”. Não encontrei a publicação original com a entrevista completa.
No dia 20, nota do Estadão noticia que o Grêmio voltou ao Brasil sem a presença dos quatro acusados, ainda encarcerados na Suíça. No dia 29, os jogadores foram liberados e embarcaram de volta o Brasil, informa a Folha de São Paulo. O juiz Jurg Blazer concluiu que não houve violência na relação sexual entre os acusados e a adolescente. Segundo o Consulado do Brasil em Genebra, o juiz asseverou que, como não foi comprovada prática violenta, os jogadores não se caracterizavam como pessoas perigosas à sociedade. “Sendo assim, a pena máxima para os atletas seria a condenação com sursis (suspensão condicional da pena)”, explica o texto. O último relato que localizei na mídia suíça se deu na edição de 31 de agosto do jornal Neue Zürcher Nachrichten, apenas com a descrição da chegada dos jogadores em solo brasileiro.
Apesar de a diplomacia brasileira argumentar à Folha que o caso se encerraria com essa decisão, a acusação seguiu para julgamento, conforme acompanhou o jornal em 28 de outubro de 1988, na ocasião em que o Grêmio avisou os atletas que os custos processuais, a partir de então, seriam de responsabilidade deles. A última menção ao caso na Folha foi em 16 de agosto de 1989, onde informa que no dia anterior, Cuca e Henrique foram condenados a 15 meses de prisão, podendo cumprir pena em liberdade. O periódico não informou qual a tipificação penal da condenação. Àquela altura, Fernando e Eduardo também já haviam sido condenados. Desde a chegada dos quatro ao Brasil, o Estado de São Paulo só mencionara a acusação mais uma vez, após partida em que Cuca fez quatro gols, mas sem trazer nenhuma nova informação. Não consegui encontrar um acervo com ferramentas de pesquisas para consultar os jornais locais do Rio Grande do Sul.
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2020.10.08 01:46 CasaGolden A escolha do favor de Sansa: O caso de Sir Byron, o Bonito (Parte 2)

A seleção de Byron também apresenta uma oportunidade para Martin explorar os paralelos muito convincentes com o Torneio da Mão quando Baelish apostou contra um cavaleiro que havia recebido o "favor" de Sansa. A confiança de LF em suas conspirações é uma reminiscência de sua certeza no Torneio da Mão sobre a razão pela qual o Cão perderia para Jaime, contada através do ponto de vista de Ned:
– Cem dragões de ouro pelo Regicida – Mindinho anunciou sonoramente quando Jaime Lannister entrou na arena, montando um elegante cavalo de batalha baio puro-sangue, que trazia uma cobertura de cota de malha dourada, e Jaime cintilava da cabeça aos pés. Até a lança tinha sido feita com a madeira dourada das Ilhas do Verão.
– Está apostado – gritou de volta Lorde Renly. – Cão de Caça traz hoje um ar faminto.
Mesmo os cães famintos sabem que não é boa ideia morder a mão que os alimenta – Mindinho gritou secamente. (AGOT, Eddard VII)
Mindinho ficou mais sábio desde então? A raiva mal contida de Sor Lyn Corbray argumentaria que não; ele se esqueceu de que cães famintos podem de fato morder ou mesmo ferir seus donos. Sua conversa com Alayne após a partida do trio no AFFC fornece evidências adicionais de que ele manteve a mesma mentalidade equivocada o que pode ter garantido involuntariamente sua própria queda:
– Cavaleiros andantes? – Alayne perguntou, quando a porta foi fechada.
Cavaleiros famintos. Achei melhor termos mais algumas espadas à nossa volta. Os tempos tornam-se cada vez mais interessantes, minha querida, e quando os tempos assim são, nunca se pode ter espadas demais. O Rei Bacalhau regressou a Vila Gaivota, e o velho Oswell tinha algumas histórias para contar. (AFFC, Alayne II)
Durante o Torneio da Mão, vimos Sansa através do ponto de vista de seu pai apoiando silenciosamente o Cão de Caça durante sua partida com Jaime. Ela assiste a justa "com os olhos úmidos e ansiosos", de acordo com Ned, e depois declara "Eu sabia que o Cão iria vencer". Antes desse evento, Sandor tem a tarefa de acompanhar Sansa de volta a seus aposentos e no caminho eles desenvolvem uma conversa profunda que marca uma nova fase no relacionamento dos dois. Há todos os motivos para acreditar que o apoio de Sansa a ele durante essa justa foi por ela saber a verdade de como ele foi ferido por Gregor e a afinidade que surge entre os dois é resultante dessa revelação. Sansa até previu que ele seria o campeão quando ele salvou Loras Tyrell da ira de Gregor. Para reiterar, Mindinho perde sua aposta para Sansa no Torneio da Mão, pois ele acha que o Cão de Caça será muito cauteloso para derrotar seus senhores Lannisters. Isso fornece um paralelo esclarecedor ao que podemos ver acontecer durante o torneio dos Cavaleiros Alados, onde temos Harry, o Herdeiro, como o cavaleiro em que Mindinho fez suas apostas, confiante de que ele conseguiu obter a cumplicidade de Alayne na trama, e provavelmente mais alguns truques na manga para garantir que Harry ganhe um lugar entre os cavaleiros alados. Harry, portanto, assume o papel de Jaime Lannister nesta comparação. Como terminou a justa de Sandor Clegane e Jaime? Bem, aqui está a passagem:
Cão de Caça conseguiu manter-se sobre a sela. Fez seu cavalo dar meia-volta com dureza e regressou à arena para a segunda passagem. Jaime Lannister atirou ao chão a lança quebrada e apanhou uma nova, brincando com o escudeiro. Cão de Caça esporeou o cavalo para um galope duro. Lannister avançou para enfrentá-lo. Dessa vez, quando Jaime Lannister mudou de posição, Sandor Clegane mudou com ele. Ambas as lanças explodiram, e quando os estilhaços assentaram, um baio puro-sangue sem cavaleiro trotava para longe em busca de grama, enquanto Sor Jaime Lannister rolava na terra, dourado e amassado.
Jaime Lannister estava de novo em pé, mas seu ornamentado elmo de leão tinha sido torcido e amassado na queda, e agora não conseguia tirá-lo. A plebe gritava e apontava, os senhores e as senhoras tentavam abafar o riso, sem conseguir, e, sobre toda aquela algazarra, Ned ouvia o Rei Robert às gargalhadas, mais alto que todos os demais. Por fim, tiveram de levar o Leão de Lannister a um ferreiro, cego e aos tropeções. (AGOT, Ned VII)
Agora considere como isso se encaixa com o que Sansa deseja para Harry depois que ele foi rude com ela durante a conversa inicial quando ele chegou aos Portões:
A armadura de uma senhora é a sua cortesia. Alayne podia sentir o sangue correndo em direção a seu rosto. Sem lágrimas, ela rezou. Por favor, por favor, eu não posso chorar. “Como desejar , sor. E agora, se me dão licença, a bastarda de Mindinho deve encontrar o senhor seu pai e informá-lo de sua chegada , para que possamos começar o torneio pela manhã.” E que seu cavalo tropece, Harry, o Herdeiro, para que caia com essa cabeça idiota no chão na primeira justa. Ela mostrou aos Waynwoods um rosto de pedra, enquanto eles proferiam desculpas desajeitadas por seu companheiro. Quando eles terminaram, ela se virou e saiu. (TWOW, Alayne I)
Sansa essencialmente deseja que aconteça a Harry a mesma coisa que vimos acontecer com Jaime quando ele cai e não consegue tirar o capacete de sua cabeça. Será que vamos ver uma cena semelhante em que Harry realmente acaba machucado na terra, humilhado no torneio pelo campeão de sua noiva? O fato de ele agora estar associado a dois Lannisters certamente não inspira confiança de que veremos um casamento ocorrendo entre ele e Sansa como Baelish está apostando.
Em última análise, o que Mindinho parece fundamentalmente incapaz de compreender é que as pessoas são motivadas por outras coisas além do dinheiro. Mesmo alguém tão insensível e frio como Sor Lyn quer uma senhoria e não simplesmente meninos para saciar seu desejo. O que homens e mulheres honrados querem? Aqueles que se lembram dos laços de lealdade, honra familiar e possuem valores que não podem ser comprados ou negociados? Homens como Bronze Yohn e aqueles que estão se arrastando pela neve para resgatar a "garota de Ned" em Winterfell? Ao contrário de LF, é Sansa que vimos empregando suas habilidades empáticas para determinar os verdadeiros desejos das pessoas e inspirá-las para fins melhores.
Como um intrigante aparte, seria negligente não mencionar a teoria de Ragnarok, um dos colaboradores do Pawn to Player, onde ele compara a contratação de LF de três cavaleiros errantes aos três Kettleblacks que estavam protegidos em Porto Real para espionar Cersei e Tyrion e reportar a Mindinho em segredo. Na citação acima sobre "cavaleiros famintos", vimos que Oswell tem "algumas histórias para contar", já que o Rei Bacalhau voltou para Vila Gaivota, provavelmente devido ao conflito que se desenrolava entre Cersei e a Fé em Porto Real e como seus filhos foram implicados . Ragnorak analisa em uma discussão de nossa teoria sobre Morgarth:
Mindinho está espelhando Cersei com ela contratando os três Kettleblacks e seu plano para esconder Tommen. Eu vinculo isso à sua traição a Ned, onde outro Lorde Protetor se viu sem um exército em meio a intrigas políticas. Pode muito bem haver o tema aqui de que as “fraquezas” das façanhas de Mindinho são mais inerentes às necessidades de um Senhor com bens para defender do que algo nascido da tolice. É um jogo diferente quando você tem algo a perder, propriedades para proteger e está no radar de todos os outros. Voltando ao nosso maluco atual, se os paralelos Cersei são intencionais, então ver esses três cavaleiros como figuras pseudo-Kettleblack pode ser útil, especialmente porque nos foi dado o suficiente para saber que pelo menos um tem motivos ocultos.
Com grande poder vem grande responsabilidade e o aspecto mais notável do capítulo pode ser o quão ausente LF está do início ao fim. Apesar de ele claramente ainda estar no comando como o Lorde Protetor, é Alayne que vemos com a considerável liberdade de movimento, notando a queda da lealdade de Sor Lyn ao pai, e ter uma primeira impressão muito angustiante do rapaz com quem ela deve se casar ansiosamente. Indiscutivelmente, são as palavras bruscas de apoio de Lothor Brune - "Ele é apenas um escudeiro arrogante" - que lhe dão mais conforto do que a lisonja ameaçadora de LF. A maior fraqueza de Baelish no Torneio da Mão é sua obsessão por Catelyn Stark que ele transferiu para sua filha. Ninguém está em posição de explorar essa fraqueza melhor do que Sansa, e escolher um cavaleiro para usar seu favor pode ser o primeiro passo crucial para obter o controle de sua própria rede de aliados que se reuniram nos Portões.
Mindinho não tem motivos para suspeitar do belo cavaleiro andante Sor Byron - na verdade, pelo que parece, Sansa está seguindo seu conselho à risca, escolhendo “algum outro galante” para mostrar favor em vez de dar a seu prometido a honra esperada. Além disso, como estabelecemos, ele pensa que "cães famintos sabem que não é boa ideia morder a mão que os alimenta" e, em sua avaliação, Byron é seu cavaleiro faminto, cujas necessidades básicas podem ser satisfeitas com moedas, alojamento e comida, como ele serve para proteger o domínio de LF no Vale de quaisquer ameaças externas. No entanto, essas ameaças externas conseguiram entrar, apesar do alardeado isolamento e segurança da região, e Byron pode vir a ser uma figura-chave nesta oposição, juntamente com Sor Morgarth e o Rato Louco.
Mindinho ignorou a relutância de Sansa em se casar novamente; sua relutância em aceitar seus beijos e toques “paternais”; seu completo desinteresse pelo tipo de pretendente que Harry, o Herdeiro, representa. Apesar de todo o seu jogo astuto, ele pode ser deliberadamente cego quando se trata de questões do coração, levando-o a uma autodestrutividade que ficou evidente em seu desafio quase fatal com Brandon Stark pela mão de Cat. Suas maquinações no torneio representariam a terceira vez que ele perdeu, no sentido de que o objeto de sua afeição escolheria outra pessoa para usar o favor. Seria um desenvolvimento tematicamente adequado se, assim como foi um dos três Kettleblacks que ele contratou - Osney, no caso - que levou à prisão de Cersei pela Fé, a queda do próprio Mindinho fosse provocada por um dos três famintos cavaleiros que ele também contratou.
Em conclusão, apesar de decorrer da fugaz questão sobre a verdadeira identidade de Byron, esta teoria não propõe uma resposta, mas sim atesta o papel que ele pode desempenhar no arco de Sansa como um aliado dela junto com Sor Morgarth e Sor Shadrich. Em última análise, seja ou não Morgarth realmente o Irmão Mais Velho ou Shadrich seja Howland Reed, há evidências suficientes no texto que sugerem que esses homens contribuirão para desfazer os planos cuidadosamente traçados de Mindinho. Vimos Shadrich emergir de um segundo plano para envolver Alayne em uma conversa, e todos os três fazem questão de dançar com ela no banquete. O pouco que sabemos sobre Byron o estabelece como a escolha natural a ser selecionado por sua aparência e provável habilidade como um jovem cavaleiro em seu auge. Não tendemos a pensar nos favores femininos como armas de Tchekhov* em potencial, mas Martin forneceu provas abundantes de torneios anteriores que esses eventos podem ter centelhas de intrigas e desenvolvimentos inesperados. Byron, o Bonito, poderia ser o tipo certo de combinação.

* "Anton Tchekhov (1860-1904) foi um médico, dramaturgo e escritor russo que estabeleceu uma regra utilitarista sobre todas as coisas mostradas em uma obra de entretenimento: um objeto apresentado ao público deve ser utilizado em algum momento da trama, caso contrário, ele deve ser removido para não causar distrações. Claro, se o objeto foi introduzido como uma manobra de diversão, não há problema. Tchekhov utilizou o exemplo da arma que deve ser disparada, mas poderia ser qualquer outro objeto, pessoa, magia, sonho, contexto e etc. " https://atitudereflexiva.wordpress.com/2019/06/05/a-arma-de-tchekhov/
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2020.09.30 21:06 pla-to Escritor a beira do colapso

Olá, Brasil
hoje venho lhes apresentar meu dilema. Gostaria de saber se os senhores podem me auxiliar, pedindo desculpas antes mesmo de começar a me explicar, tendo em vista o tamanho do post que abaixo segue. Para quem possuir a paciência e a resignação de ler até o final, só me faz possível agradecer e lhe estender um virtual e fraternal abraço.
tl;dr>! sou bipolar e gosto de escrever, não tenho um puto no bolso pq anos de estudos de filosofia e literatura me tornaram incapaz de conviver de maneira adequada nessa sociedade doente, peço que avaliem meu trabalho para que eu saiba se há futuro para mim na escrita e, também, que me ajudem com conselhos profissionais, doações ou de qualquer outra forma para que eu possa sair da cidade em que resido e busque um lar em São Paulo.!<
Vamos lá:
Me chamo Dillon Hagar (meu pseudônimo literário) e tenho ~30 anos. Sou formado em direito e administração com pós em direito penal e processual penal, não que isso me seja muito relevante sobre quem sou, acredito estar mais relacionado com minha história.
Venho de uma família brasileira típica: meu pai e minha mãe são pessoas honestas que sempre trabalharam (muito) para buscar oferecer o melhor para meu irmão e eu. Apesar da extrema formalidade que compele o viver dos dois, sei por fato e história o quanto eles nos amam. Meu pai sempre foi um cara absurdamente estourado e - até recentemente - acreditei que isso era apenas seu jeito de ser, afinal o cara já engoliu alguns sapos da vida (principalmente de sua falecida mãe).
Talvez pelo fato de ser tão estourado, permiti por muito tempo que minhas escolhas fossem feitas por mim, afrontar seus nervosismos só me gerava ainda mais ansiedade. Sempre me foi difícil o necessário pisar em ovos com ele, já que somos pessoas absolutamente distintas. Seu ideal de justiça é através da imposição da violência enquanto sou apenas um advogado que valoriza o debate, defende as garantias e direitos individuais e conhece um pouco das mazelas do nosso maravilhoso Brasil.
Fiz uma faculdade (duas, se prezar pela especificidade) que me habilitaram em uma profissão que não tinha e nem tenho a menor intenção de exercer. Sou advogado inscrito na OAB/SP, porém tudo que gostaria de fazer é rasgar minha carteira e escrever... Mas tudo bem, quem não é advogado hoje, não é mesmo?! Está ai a primeira vaidade formal que meus pais têm sobre mim que não faço questão.
Tenho um irmão mais velho (programador) que, com muito trabalho e talento, conquistou seu lugar ao sol nesse caótico mundo e foi morar em outro país, longe do julgamento dos velhos.
Para o caçula, restou apenas buscar se adequar a sociedade de uma cidade do interior paulista (~180k habitantes, ~450km da capital) e tentar ganhar algum dinheiro, porém, como fazemos isso quando não há oportunidades e se é um desarticulado?
Aos melhores empregos, não possuo a experiência. Para os demais, sou mais qualificado do que deveria. Sou um monstro em pele de homem, vagando por uma cidade que não parece ter o interesse de recepcionar o diferente.
Veja bem, estimado leitor. Sei o que sou e, acredito que aqui, seja o momento ideal para dizer o bestial ser que lhes redige este biográfico texto. Minha sinceridade é inata, não posso me mostrar por menos, não me sentiria bem comigo mesmo se não soubessem quem realmente é aquele que lhes pede algo.
Há alguns anos - graças a uma maravilhosa ex-namorada psicóloga - contrariado pelos meus pais que sempre viram saúde mental como tabu, decidi buscar ajuda profissional para tratar o vazio existencial que existe/ia dentro de meu peito. Após 6~8 anos de terapia e pelo menos outros 6 de clínica psiquiátrica, me deparei com o diagnóstico de um distúrbio de personalidade, "Transtorno de bipolaridade tipo 2", dizem os médicos. Como gosto de informalidades, prefiro chamar apenas de "meus demônios".
"Meus demônios" por muito tempo foram seres antagônicos dentro de mim, me aterrorizavam madrugadas a dentro, cochichando terríveis segredos em meus ouvidos. "Nunca serás o suficiente", "aqueles que dizem te amar riem de ti", "se tens medo de monstros olhe bem para dentro de si: tu és o monstro de quem teme". Nada legal, não?!
Medicação e terapia me tornaram inteiros, ao menos o suficiente para que tomasse as forças necessárias para meu "salto de fé", me fazendo no começo do ano finalmente deixar o ninho e buscar continuar somente com a força de minhas próprias pernas. A felicidade e a esperança, como bem sabem do ano de 2020, talvez tenham sido mal colocadas.
Surpreendentemente, mesmo com as coisas nesse plano de existência estarem indo em vertiginoso declínio, me encontro de certa forma bem e feliz comigo mesmo. "Meus demônios" agora são seres integrados em minha convivência e, com a força do estudo da filosofia (valeu Platão, estoicos, Nietzsche e demais) e outros literatos, descobri que não deveria mais temer minha patologia. Aprendi que ela sou eu e eu sou ela, essa "bipolaridade" que me faz navegar tão rapidamente entre humores é tão somente parte de quem sou. Se antes terapia e remédios eram minha cura, hoje digo com propriedade que aprendi ser minha própria mirtazapina. Se antes chorar de manhã e sorrir de tarde eram um problema, hoje aprecio o fato de lacrimejar enquanto escuto Avril Lavigne (que mulher!), mais tarde me abraçar ao som de Dream Theater e me odiar durante as madrugadas com Witchcraft ou Void King. Música, filmes e livros: ai está minha eterna companhia.
Pois bem, caríssimos estranhos. Sou o que sou e não lhes nego! Talvez esse seja o maior trunfo do anonimato: a possibilidade de ser quem quiser ser sem o prejuízo de julgamentos. Espero que minha sinceridade não lhes seja ofensiva ao decoro, para os que até aqui chegarem agradeço de coração sua insistência.
Ok, ok, divago! Vamos voltar ao ponto central e motivo desse texto: Não tenho amigos e não tenho emprego. O primeiro se deve ao fato de que sou quem sou: aprendi a duras verdades que em uma cidade deste tamanho existem mais pessoas dispostas a lhe julgar do que entender. Geralmente fogem quando confesso ser bipolar ou quando descobrem que não tenho medo de estar em contato com meus sentimentos. Que coisa não?! Em pensar que o que todos buscavam era verdadeira conexão e honestidade nas relações. Mas tudo bem, quem lhes redige sabe que sua intensidade pode ser exigente demais da disponibilidade dos outros, procuro não julgar os que me negam.
Já para falta de emprego talvez seja uma consequência lógica do primeiro: Em entrevistas de emprego costumo ser brutalmente honesto com meu empregador (afinal não é o que pedem?), ainda há pouco me perguntaram qual o meu salário ideal, quando respondi minha quantia, balançaram a cabeça em sinal negativo e disseram que era incompatível. Quem sabe não tenha sido o mais inteligente de minha parte dizer que "talvez o senhor não devesse fazer perguntas que não lhe agradam a resposta, achei que me perguntavas o que eu queria, não que buscasse adivinhações". Sim, sou este tipo de ser. Novamente perdão se lhes ofendo, reafirmo não ser minha intenção. Convido-lhes para uma reflexão, amado desconhecido: poderia eu, sendo quem sou, responder diferentemente?
Pois bem, venho fazendo o que todo jovem advogado têm feito: ofereço serviços jurídicos a preços módicos (que costumeiramente adapto aos meus clientes como forma de lhes ajudar). Sou criminalista mas somente atendo um seleto tipo de criminosos: àqueles a quem se não oferecido um serviço jurídico, muito provavelmente seriam engolidos pela máquina punitiva do Estado e integrados ainda mais a criminalidade. Não advogo para partidos criminosos e muito menos para criminosos de carreira, minha intenção é ajudar e não livrar-lhes de culpa. Talvez percebam aqui os motivos de porque não me restar dinheiro...
A fim de dedicar ainda mais honestidade à este texto, digo-lhes que tenho sim uma amiga. Uma sócia-comparsa, somos advogados e trabalhamos juntos coletando moedas enquanto tentamos ajudar, um pássaro de asa quebrada por vez.
Novamente divago, perdão. Ao ponto então: bem, como já devem tê-lo percebido, meu negócio é a escrita. Amo escrever, estudo latim por hobby, leio dostoievisk por esporte. Escrevo poemas, poesias, cartas, o que quiser. Dedico aos meus amigos e conhecidos aquilo que posso oferecer: no meu caso é o que coletei em meus 30 anos de existência. Você tem um problema amoroso? Ótimo! Sou teu brother e lhe farei uma carta ou um poema para que sares o coração, ó jovem apaixonado! Lhe incomoda a ansiedade saber que em breve terá que defender seu TCC? Maneiro, meu parceiro! Dedicarei à ti minha próxima carta sobre como deve se lembrar que em outra época, também já se apavoraste com o vestibular mas, ainda assim sobreviveste. Aproveito para lhes endereçar esta pergunta: Como se sentiriam se alguém lhes dedicasse uma carta sobre um problema que você confessou ter? Enfim, acho que pegaram o fio da meada.
Atendendo ao meu cósmico chamado, neste mês de setembro (setembro amarelo, lembro), silenciei meus demônios e passei a publicar alguns de meus textos, cartas e poemas em meu facebook particular. Alguns receberam mais likes que outros, alguns nenhum. Devo dizer que me dói saber que minha escrita às vezes não é apreciada.
Ao verem uma suculenta oportunidade, meus "dêmos" foram atiçados e voltaram a sussurrar. A minha vantagem é que neste momento, estando um bocado mais forte que antes, pensei que talvez não devesse eu ceder a régua que me mede à mão de pessoas que porventura não são verdadeiramente amigas. Improvável mas possível...
Sem dinheiro, sem perspectiva e sem companheiros, resto sozinho vivendo em um apartamento quase de favor com um conhecido. Gostaria de me mudar para São Paulo e conhecer todas aquelas pessoas estimulantes que pertencem àquele maravilhoso lugar, porém, como, se não disponho de condições nem para minha terapia e psiquiatra? Às vezes sinto que minto para as duas quando digo que estou bem, em ordem de fazer diminuir o número de sessões e medicamentos que preciso despender. Mando meu amor para as duas: não fosse por elas e os descontos absurdos que me proporcionam (na terapia, pago menos da metade; na psiquiatra, 1/3), talvez eu não estivesse me sentindo tão radiante. Não é lindo quando profissionais se despem de sua autoridade e tocam outro humano apenas como um humano?
Pois bem, venho até este maravilhoso sitio eletrônico e lhes peço: sejam meus juízes! Convido-lhes ao meu julgamento e de meu trabalho. Serei eu um bom escritor? Existe um ofício por trás destra escrita? Poderia eu tudo abandonar e - quem sabe finalmente - me encontrar alinhado e instrumentalizado pelo senhor universo através da bela e indescritível energia cósmica enquanto escrevo? Acredito que o tempo e os senhores podem me dizer...
Encaminho o link de meu tumblr (tumblr pra escritor br, ok, isso é ainda de se analisar), nele encontrarão algumas de minhas escritas publicadas nesse mês de setembro. Caso a paciência e a boa vontade acompanhem os senhores e senhoras, peço gentilmente que leiam, avaliem e sentenciem neste post o que considerarem pertinente. Caso estejam cansados de minha presença e queiram buscar apenas o poema mais lido, acredito que tenha sido este.
Para aqueles que realmente creem no valor de meu trabalho, também anexo um link para doação em paypal, onde aceito qualquer valor que puderem me ceder. Por ora, fica desabilitado a possibilidade de subscreverem em assinatura as doações, antes avaliarei se há futuro para mim nesse negócio de escrita.
E para você, que precisa de alguém que lhe escreva uma carta, um poema, uma poesia, ou que tenha, sabia ou queira um empregado escritoredatofaz tudo, sabia que recebo pedidos por email ( DillonHagarF ARROBA gmail PONTO com ) ou até mesmo através desse post ou direct.
Há aqueles que me chamarão de tolo por acreditar na bondade de estranhos na internet, devo lhes dizer que não me importo. Somente atendo minha própria natureza assim como acredito que cada um deve atender a própria. Estejam todos abençoados e em paz: aos que me ajudarem, mais, aos que me ignorarem, em igual proporção.
Por fim, agradeço todos que chegaram até aqui. Vocês são seres maravilhosos e o dom de sua curiosidade proporcionou a um desconhecido na internet um momento de felicidade. Um profundo e sincero obrigado! Sintam-se amados até mesmo por quem lhes desconhece!
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2020.09.27 19:12 leodellapasqua Luz em Kiev

Gente preciso de ajuda, eu tenho salvo essa história de Kiev mas não encontro ela em nenhum lugar, eu gostaria de encontrar o criador dessa história se puderem me ajudar segue a baixo a história
Luz em Kiev
sec 2002 meu nome não importa estou aqui pra contar uma história da minha familia tenho descendência alemã e meu falecido avô lutou na guerra ele voltou meio pirado, sabe? é comprovado que alguns soldados voltam com trauma da guerra mas ele foi diferente ele nunca mais falou e nunca mais piscava o olho os olhos sempre pareciam que procuravam alguma coisa e ele nunca andou sem a Lüger dele eu nunca vi ele sem aquela pistola voltando a historia é da familia, mas quem contou a primeira vez foi um amigo dele, que lutou junto só eles dois sobraram o amigo dele também tava abalado se matou alguns meses depois de voltar pra casa mas vamos começar tudo começou na invasão da Rússia meu avô era parte de um pelotão condecorado, eles tinham lutado na Polônia e na França e quase ninguém tinha morrido eles eram respeitados por todo mundo, até os soldados de elite viam eles como iguais por causa dessa fama, os planos mais difíceis ficavam com o pelotão do vovô mas até aí tudo bem a invasão começou eles estavam destroçando os russos e já estavam lutando a algumas semanas um dia contataram o comandante do pelotão tinha um floresta em um pântano soviético perto de Kiev todo mundo que entrava lá não voltava então ne lá foram eles falaram que quando chegaram lá na frente todo mundo se arrepiou não passava nenhuma luz na floresta o ar parecia mais pesado um barulho pior que o outro mas o pior, pelo que disseram era que, ocasionalmente eles ouviam gente gritar até às vezes vinham uns tiros antes e o pelotão do vovô nunca soube de onde vinha ou quem eram mas, missão era missão começaram com o básico o pelotão tinha um panzer(tanque) de estimação o nome dele era "Alt Frau" significa Velha Senhora aquele panzer e a tripulação eram vividos o tanque era cheio de furo, arranhão mas a marca dele eram as esposas de cada tripulante pintados na frente do tanque estimulava os pilotos, sabe? se acertasse o tanque, acertaria as mulheres isso motivava os caras mas voltando mandaram o tanque primeiro ficaram esperando na frente da floresta, e deixaram o tanque rodar um pouco vocês devem estar pensando "mas um tanque não atola no pântano?" eu também perguntei isso mas como eu já disse a tripulação era vivida só atolariam se errasem e eles nunca erravam o tanque começou a rodar de noite o pelotão fez um acampamento na beira e esperou só ouviam o barulho do motor a floresta não fazia som nenhum passou algumas horas, e só o som do motor os soldados ja tinham até acostumado por isso estranharam quando tudo ficou quieto o tanque parou e o motor foi desligado todo mundo se entreolhou a Velha Senhora achou alguma coisa e ficou muito tempo assim os homens ficaram nervosos ansiosos a floresta continuava quieta apenas o estalar da fogueira quebrava o silêncio então o grave som de uma explosão o tanque disparou eles ouviam a MG34 do tanque disparando e não parava olharam pra floresta, e viam alguns clarões dos tiros e ouviam o comandante gritando se eram ordens ou não, ninguém sabia mais um tiro do canhão a MG não parava de atirar e então silêncio os clarões pararam a MG parou o canhão não disparou mais o motor não ligou silêncio o mais puro e tortuoso silêncio os soldados estavam nervosos uns suavam, outros seguravam a arma com força alguns ja tinham comecado a orar, baixinho e um grito ecoa pela floresta um grito de dor, sofrimento passou cortando por nós dentro da gente despertando medo agonia terror. um grito de desespero. quase animalesco o canhão dispara mais uma vez para nao mais aquela noite. os homens esperavam a ordem era o panzer voltar ao amanhecer nenhum de nós teve a coragem de dormir seja por medo ou respeito ao tanque ninguém dormiu . . . meio dia. o tanque não voltou o clima entre o pelotão tava ruim quase ninguém falava se falassem era um cochicho muito baixo e continuou assim até o anoitecer quando chegaram novas ordens agora a infantaria ia la dentro todos se olharam mas ordem é ordem prepararam as coisas e foram 50 soldados entraram na floresta e foram avançando estranhamente, os passos não faziam barulho não havia o farfalhar das folhas os galhos quebrando não havia som algum. só pararam de andar quando ficou escuro mas tão escuro, que não dava pra ver a própria arma ninguém tinha se atrevido a acender um sinalizador >para conseguir enxergar então meu avô falou, pela primeira vez desde que os soldados entraram ele apenas chamou os homens pra perto e quem tivesse acendesse um sinalizador ouviram o raspar do pavio do sinalizador três vezes a luz vermelha ia ficando mais forte e foram chegando perto uma da outra os soldados que seguravam a luz sentaram e esperaram os outros chegar também meu avô chegou sentou mais alguns chegaram e ninguém falou nada a luz estava estranha ela estava muito forte mas não iluminava eles conseguiam enxergar só os companheiros e vagamente, ainda os sinalizadores estavam apagando e só tinham 6 soldados eles nem se perguntaram nem se tocaram so formaram um círculo e acenderam mais um sinalizador não falaram nada então uma risada bem longe nada grotesco, ou histérico uma risada comum aquela risada, de quando contam algo engraçado pra você bem calma, a risada ia chegando perto os homens prepararam as armas não dava pra saber de onde vinha só que chegava perto até que o dono da risada apareceu atrás do vovô era um soldado russo todo maltrapilho roupa rasgada todo sujo e ria olhando pra luz sem tirar os olhos dela ria, igual criança quando ganha presente mas seus olhos não sabiam dizer se era felicidade ou loucura mas ele chorava ria e chorava a boca ria, expressava felicidade mas os olhos você via apenas loucura então ele parou de rir mas manteve o sorriso no rosto e disse algo em russo bem baixinho e passou a mao na cabeça do vovô igual quando você faz carinho em uma criança que está triste bem calmo, bem leve ele andou um pouco para trás com o sorriso no rosto puxou uma pistola do coldre e apontou pra própria cabeça e repetiu as palavras de antes então puxou o gatilho. ele não fez barulho quando caiu no chão. os soldados se olharam levantaram a risada do russo presa a cabeça deles o sorriso gravado na mente mas só o meu avô estava com medo ele era o único que falava russo e foi o único que entendeu "Luz. É bonita. Pena que acenderam" e eles continuaram a andar. . . . horas se passaram andando às cegas sem ver onde pisavam quando meu avô bateu em alguma coisa e caiu no chão deu um grito pra avisar que achou alguma coisa mas não pediu pra acender a luz. foi apalpando a coisa era de metal e grande sentiu uns arranhões era a Velha Senhora. não aguentou mandou acender um sinalizador talvez essa seja a coisa que ele mais se arrependa >em toda a guerra. alguém do lado dele acendeu e ele pode ver o gigante de ferro cheio de corpos em cima. um ja estava caído no chao os outros pareciam que estavam querendo fugir estavam mutilados destroçados e havia pânico nos seus rostos. subiram no panzer foram ver la dentro e, quando o vô abriu a escotilha alguém gritou. o piloto ainda estava la dentro com a perna mutilada e uma pistola na mão seus olhos expressavam loucura. ele não falava. o soldado do sinalizador chegou mais perto pra ver e inclinou o sinalizador pra ver lá dentro o piloto se apavorou começou a gritar pra apagar, enquanto se contorcia >pra tirar o sinalizador da mão dele o soldado se afastou, meio assustado enquanto o piloto ficava cada vez mais apavorado pedindo para apagar meu avô tentava acalmar o piloto mas ele se debatia, gritava, xingava então ele pegou a arma e atirou no soldado. meu avô gritou e apontou a própria arma pro piloto enquanto o corpo do outro soldado caía do tanque o piloto parou de gritar só chorava e no meio do pranto, perguntou, bem baixinho "por quê vocês acenderam?" e ficou chorando e repetindo até que alguma coisa balançou o tanque todo mundo se calou os soldados que restavam, prepararam as armas em volta do tanque silêncio ouviram uma respiração pesada de dentro do tanque ouviam um suave farfalhar como se alguma coisa estivesse se arrastando o piloto olhou para cima para meu avô só havia tristeza em seus olhos "corra. Por favor." e ficou repetindo meu avô estava paralisado o piloto é puxado para o fundo do tanque para a escuridão ele começou a gritar, enquanto disparava com a pistola meu avô pulou do tanque e começou a correr os outros seguiam ele correndo e, no meio da correria o piloto parou de gritar. parou de atirar. e o sinalizador no chão ao lado do corpo do soldado. . . . correram por muito tempo só pararam quando não aguentaram mais correr tentaram se encontrar na escuridão quando finalmente encontrou alguém acenderam um sinalizador o coração do meu avô parou só pensava no que o russo e o piloto disseram olhou em volta só tinham mais dois além dele se perderam dos outros? sentaram no chão meu avô tirou a ração de combate da mochila e começou a comer não porque queria ele estava sem fome nenhuma mas ele precisava os outros fizeram o mesmo. comiam, olhando pra luz em silêncio. . . . ouviram gritos e tiros parecia um outro grupo levantaram correndo e foram na direção dos tiros o tiroteio continuava mas quanto mais perto eles chegavam mais raros ficavam os sons quando chegaram lá ja não tinha mais nada. de repente um pouco a frente deles um soldado alemão acendeu um sinalizador estava sangrando, mancando com a arma na mão jogou o sinalizador no chão seus companheiros estavam no chão mortos. dilacerados. olhava em volta aflito meu avô e o grupo dele olhavam de longe o soldado continuava procurando alguma coisa deu uma rajada na floresta e, em um piscar de olhos alguma coisa grande pulou da floresta antes que ele se virasse ja tinha sido levado à escuridão não teve tempo nem de gritar. agora havia apenas um sinalizador e corpos no chão. silêncio. . . . meu avô apoia no ombro do seu amigo e o sinaliza para ir eles se viram dão de frente com o outro soldado ele continua olhando pra frente os olhos arregalados nem se mexe meu avô o chama ele nao se mexe chamou novamente sem resposta meu avô puxa ele ele cai no chão suas costas estão abertas atrás dele alguma coisa grande essa parte ninguém sabe sempre que tentavam falar meu avô chorava e o amigo dele travava eles nunca conseguiram falar disso. pelo que sabíamos, por alguns desenhos era gigante tinha pelos escuros mas era esquelética não tinha olhos e dentes do tamanho de uma mão. ao vê-lo eles travaram ninguém se mexia o medo os impedia de mexer qualquer músculo a coisa chegou perto do vovô e se inclinou chegou perto do rosto dele muito perto aquilo não fazia som nenhum só estava ali parado o sinalizador começou a apagar e nenhum dos três se mexia até ficar a escuridão total e a coisa a centímetros do rosto do vô ficaram ali sem se mexer no silêncio. . . . não sabem quanto tempo passou mas uma hora ouviram vozes distantes mas vozes e uma luz vermelha ao longe fraca mas o suficiente para ver a silhueta daquilo ainda parada ali então, ela se virou e foi na direção da luz. lentamente até sumir entre as árvores. e eles continuaram ali parados. só acordaram com os gritos e os tiros vindos da direção da luz começaram a correr inconcientemente, só corriam meu avô parou quando uma luz o cegou e sons muitos esperou os olhos acostumarem e olhou em volta saiu da floresta. alguns instantes depois, seu amigo mas o vô não riu nem chorou nem falou nada ele não expressava nada estava sério com os olhos levemente arregalados e ficou assim até o último dia de sua vida preso naquele momento naquele infernal momento que ele nunca mais esqueceu
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2020.09.10 15:58 henrylore Najiyu Ep 5 - Escrituras de uma antiga pirâmide de espelhos...

NAJIYU EP 5 Escrituras de uma antiga pirâmide de espelhos...
Ne: *para o cavalo perto de uma das árvores
{cenário: é um bosque bem bonito com árvores de acácia, apesar de ser um deserto é tão hidratado que nem parece ser um}
H: isso aqui é mesmo um deserto?
Ne: sim, expedições trouxeram um pessoal que controlava água pra cá pra eles hidratarem o lugar
isso aqui é quase que um oasis gigante
L: Hmmmm... me parece legal
H: é maneiro
L e H: *avistam de longe uma enorme estrutura de arenito, em formato triangular, uma pirâmide no horizonte
L: aquilo lá é...
H: uma puta duma pirâmide.
L: meu deus...
L e H: *abaixam um pouco o olhar e observam a vila
{vila: é bem simples n tem mt oq falar, tem várias pessoas vestindo verde, tem vários barris empilhados do lado das casas que são bem simples e bem arejadas, cheias de janelas}
Ne: aqui é a vila de samag
talvez vocês não conheçam, é por que ela é bem pouco conhecida mesmo
L: nao conheço mesmo não
Ne: eles gostam assim, eles dizem que são menos nocivos a tudo e por isso talvez seriam o foco do reino ou sei lá
coisa de gente humilde, eu nunca entendi
H: meh faz sentido
Vi¹: EI! (uma voz um pouco anasalada)
BOM DIA! Vocês são os caras que investigam né?
Ne: *com a mão em cima da cara tapando o sol q tá bem forte
a gente é mesmo
Vi¹: ah que bom que vocês vieram investigar.... eu não entendi nada, o farao nunca mais saiu e ficou aquele grandalhão lá bloqueando a passagem
H: grandalhao?
Ne: o golem de areia?
Vi¹: exatamente, ele não deixa mais ninguém entrar sei lá oq houve, tá tudo zoado naquela pirâmide
eu que não vou ver.
Ne: hmph, folgado
venham meninos
**eles passam por toda essa vila, que é bem amigável e feliz, por mais que estejam no meio do nada
**eles passam após serem abordados por 3 mil vendedores de biscoito e água com gás
Ne: finalmente chegamos
*para na frente de uma enorme parede em uma abertura que era pra ser a porta da pirâmide
*tira mochila e coloca no chão
eu acho que ainda tenho o código
hmm.... vamos ver....
*puxa um caderno preto e quando ela abre da pra ver uns desenhos de flocos, de lanças e outras armas, e também da menina da foto e o que parecem ser os companheiros dela
*no meio disso tudo ela acha escrito #34718 escrito
aqui
*levanta
*estica o braço e faz a lança dnv
*começa a cortar quadradinhos no chão
H: isso me lembra muito chocolate e me deixou com fome
Ne: *corta 10 quadradinhos e depois vai pisando neles em ordem
3, 4, 7, 1 e 8
**abre um buraquinho no canto
L: ah legal vamos ter que nos esgueirar pra entrar aí
Ne: faz um tempo q eu não faço isso
*fecha os olhos
L e H: *percebem a Nevaska diminuindo de tamanho e ficando pequetitica
H: meu deus ela vai virar um anão
Ne: *vira uma literal raposa
*entra no buraco
L: o que cáceres foi isso
H: nao me pergunta
**parede cai
H: woooow
Ne: *volta a ser oq era antes
caminho aberto, não?
L: caraaaaca aí você manda das paradas hein?
Ne: isso não é nada
L: aí mané, você tem essa habilidade?
H: Não.
**entram em um lugar bem escuro, mas é um corredor com poucas luzes no fundo
Ne: aqui a gente provavelmente vai encontrar
**ouvem passos muito fortes que tremem o chão
Ne: ele.
H: ele?
L: ah ferrou, ele não
H: quem é ele???
L: EU SEI LA DEVE SER O ELVIS PRESLEY
**surge um golem de 4 metros de altura feito de areia você consegue perceber ele "pingando" areia pra todo lugar que ele anda
Ne: ...
oi?
Golem: OOOOOOOOOO
H: maluco virou um berrante
L: EITA.
Go: *da um socão neles
Ne: *levanta parede de gelo e defende
Go: *quebra a parede de gelo
OOOO
Ne: *aproveita a surpresa pra cortar ele no meio com a lança
TOMA ESSA BANHEIRO DE GATO
Go: UUUUUUUU *desintegra em areia
H: era isso?
Ne: não abaixem a guarda, quando a pirâmide ver que a gnt tá passando deles muito fácil, ela vai summonar uma porrada
L: HÃ?
**spawna um golem atrás do Lusk
Go: *junta as duas mãos e bate no Lusk de cima
Ne: LUUUUUUSK
H: meu deus ele foi enterrado
L: *aparece segurando a mão do bicho
mão... pesada... do... cacete....
Ne: ah é, ele é maromba
H: *puxa a espada e corta a mão do Golem q o lusk tava segurando
WOAH isso foi legal.
Go: *mao desintegra e cai em cima do lusk em formato de areia
L: QUAL FOI MANÉ AGORA EU VOU CHEIRAR A CACTOS
Go: *tenta dar um soco com a outra mão no Henry
Ne: *enfia a lança entre os dedos do Golem
..oi
*começa a girar e corta ela de dentro pra fora
Go: UUUUUUUUUU
H: mas que barulho irritante esse bicho faz
Ne: agora ele não tem mais mãos.
sem diversão pra ele.
L: ...
H: ....
**spawna um golem atras do Henry e levanta e segura ele
H: OH NOUS
Ne: CAFAJESTE
*corre na direção do Golem²
L: EI ME AJUDA AQUI
Go: *se joga no Lusk e prende ele
L: AAAAAAAAAAAAAAAAA
Ne: *corta mão que tava segurando o Henry do golem²
H: *cai no chão
Go²: OOOOOOO *vai socar o Henry
H: *puxa a espada e CORTA PERFEITAMENTE
*corta a cabeça e o braço com um corte só
Go²: UUOOOOOOO *desintegra
Ne: boa 👍
L: AAAAAAAA
Ne: *olha pro golem e ve o lusk sendo sufocado pelo bicho
AI MEU DEUS
*faz um mini tornado na mão
*joga no bicho
TORNADO NEVASCA
*tornado entra no bicho e explode ele
L: AAA
Ne: que foi tá tudo bem? você se machucou muito?
L: ENTROU AREIA NO MEU OLHO SEUS CAPACETES AAAAA
Ne: a caraca
H: eu achando que era algo sério
Ne: *faz uma pedrinha de gelo na mão, aperta ela e derrete ela com o calor humano
*passa no olho do lusk
tá melhor agora?
L: valeu
**sentem um vento muito forte
*ouvem de longe: UUUUUUUUUUUUUU
H: agora tá vindo o trem da alegria
**aparece um GOLEM GIGANTESCO ENORME
HGo: OOOOOOOOOOOOOOOOOO
Ne: agora eu vou precisar de vocês mais do que nunca
L: pode apostar
H: eu to aqui
Ne: *tem uns flashback meio estranho
todo mundo morreu naquela época mas eu espero fazer diferente agora...
HGo: *dá um ultra socão com a mão dele que é do tamanho de uma árvore
Ne: *aperta o olhar e enfia com TUDO a lança no meio dos dedos do golem
DAQUI VOCE NAO PASSA VIDRO FRIO
L: EEEEEEITA CAÇAMBA
H: AHAUSHSHSNSJENE
hGo: *desintegra um pouco da mão mas nada muito grande
OOOOOOOOO
H: *puxa a espada e pula em cima da mão do golem
CHEGA AI MANEZAO
*enfia a espada e corta um pouco do braço
hGo(é pq hiper golem): *joga o Henry pra fora
H: *cai mas é segurado pela Nevaska pra não se estabacar no chão
hGo: *da outro socão no Lusk
L: *segura sendo arrastado
GRRRR AÍ SEU AEROFÓLIO
SEGURA ESSA
*soca várias vezes o punho do Golem
hGo: *começa a soltar areia pelo braço inteiro
H: *sai correndo e corta 4 dedos do golem
hGo: UUUUUUUUUU
*vem com a outra mão dar um socão neles
Ne: *vai pra frente e faz uma algema de gelo prendendo o golem
hGo: *tenta chegar com os dedos pra perto da nevaska
H: *corta 3 dedos e deixa só o mindinho e o polegar
acho que esses aí pode ficar
Ne: LUSK AGORA
L: *puxa o arco horizontal
*aponta na cara do Golem
*faz uma corrente de ar em volta da flecha e atira
*flecha entra dentro do olho do golem e explode a cabeça dele
**cai areia pra todo lado
H: AEEEEE
Ne: isso foi incrível.
L: QUE MANEIRO EU NUNCA PENSEI EM SOCAR UM CARA GIGSNTE!
Ne: aí... vocês dois....
eu acho que depois dessa cooperação de agora
a gente já é considerado um grupo ne?
H: sim
L: Exatamente.
Ne: então observem, tem uma coisa que nós, da resistência fazemos
ou fazíamos, no meu caso
*coloca a mão no meio
agora vocês colocam a mão de vocês em cima
H: *coloca a mão em cima
L: *coloca a mão em cima da do Henry
Ne: pela ordem.
H: pela ordem.
L: pela ordem.
**levantam as mãos
Ne: vocês aprendem rápido
??: quem são vocês?
e o que estão fazendo aqui?
Ne: *olha pro lado e vê
*uma pessoa de olhos pretos, marcas roxas no rosto, e uma expressão não muito legal
Ne: ah eai, também veio ver o que tá rolando na pirâmide?
??: *estende a mão e lança uma rajada de energia em cima deles
Ne: *se segura
o que é isso
H e L: *saem voando um pouco
OOOOOOAAAAH
H: caraca quem invocou Katrina?
Ne: QUEM É VOCÊ
??: *vai pra cima da nevaska e da um SOCÃO na cara dela que joga ela pra trás
Ne: *cai no chão
ai essa pessoa é diferente das outras
{a quantidade de poder obscuro que essa pessoa emana é tanta que é difícil ver a aparência dela}
L: *consegue levantar
eita...
*olha pro lado
HÃ?
H: *olhando pra pessoa meio assustado
AAAAAA
*coloca a mão do lado direito da testa, onde tem aquela espiral (q eu mencionei no 1 ep)
Ghhhhh
L: HENRY O QUE FOI MANE
Ne: Henry?
H: *sangrando um pouquinho pela boca
Ne: o que cacetes tá acontecendo, QUEM É VOCÊ
??: ÷ ¢¶÷
Ne: ?????? QUE
L: isso só pode ser um pesadelo
H: *sente uma dor indescritível na espiral que parece algo saindo
*sente algo puxando ele...
*abre os olhos e ele nao tá mais na pirâmide...
{henry se vê no quintal da casa do doke}
H: ...
*entra na casa e procura o livro das raposas
*olha no vidro do relógio de pêndulo do Doke
...
*vê ele mesmo com marcas vermelhas escuro descendo da espiral e o olho direito da cor vermelha
...
Do: *entra em casa
°[•π?
H: o que cáceres tu tá falando
Do: *olha pro Henry
H: *ve o doke com um cordão estranho
*arranca o cordão dele
....
*sente ser teleportado
*volta pro mundo normal
OOOOO
*ve uma ventania gigante vindo na direção dele
o que tá acontecendo
L: *na frente dele
TU APAGOU TA ACHANDO QUE TA NA HORA DE DORMIR???
H: ... *se olha no reflexo da espada e vê as marcas vermelhas voltando pra dentro da espiral
tá.
NEVA
Ne: OOOOOI
H: *ve o cordão naquela pessoa
O CORDÃO
Ne: *percebe
*faz uma parede de gelo pra parar a ventania de empurrar ela mesma
??: *vai pra cima da nevaska e da um socão na parede de gelo quebrando ela inteira
Ne: *vai pra cima da pessoa com a lança
??: *defende a lança e joga a lança pro lado
Ne e ??: *caem no soco e golpes
??: *consegue ganhar e chuta Nevaska pra longe
L: merda
*levanta e sai correndo pra socar a pessoa
L e ??: *caem na porrada também mas
Ne: *entra junto contra a pessoa mas os dois perdem
H: *joga a espada atrás da pessoa e troca de lugar com a espada
*segura a pessoa por trás
VAI LOGO CACETE ARRANCA O CORDÃO
??: *tentando se soltar a todo custo
££££££££
Ne: *arranca cordão
H e ??: *caem no chão
**todo o poder obscuro dela sai do lugar e eles sentem um alívio gigantesco
...
Ne: Uuuufa
que alívio
L: *senta no chão
AAAA agora eu sinto que poderia cagar caso isso fosse uma privada.
H: *levanta e coloca a pessoa do lado
tá tudo bem?
*vê as marcas roxas e pretas indo pro cordão
Ne: olha essa merda
*coloca no chão e enfia a lança no meio do pingente do cordão
tem algo aí
??: *acorda
a oi bom dia meu deus o que rolou?
H: você foi consumido por alguma coisa
??: old
*levanta
{agora sim da pra ver quem é. uma pessoa de orelhas altas e amarelas, um cabelo metade preto metade laranja, um nariz bem fofinho e roupas comuns)
Ne: um feneco?
??: sim, essa sou eu
*pega um óculos redondo do bolso e bota
agora sim eu enxergo, oi! bom dia
L: qual o seu nome, lady
P: meu nome é ponce, mas você pode me chamar também de toggi
H: aí ó
Ne: pô, legal oq um feneco faz nas pirâmides?
P: eu vim investigar o que tá rolando aqui e apaguei
H: oh nous
Ne: então você também é da ordem?
P: entrei ante ontem mas não tenho um grupo ainda...
Ne: ...
H: ...
L: ...
H: ........hmmmm
Nevaska?
Ne: .......
P: o q foi?
L: ...
*cutuca a Nevaska
fala alguma coisa cárceres
Ne: ... beh vc quer entrar pro nosso grupo da ordem?
P: vocês também são da ordem né? que estranho
H: pq estranho?
P: meh, nada
eu aceito, se eu não for encher o saco
Ne: tá
P: ai
L: mas que legal
H: alias oq rolou com a pirâmide
P: *aponta pro fundo da pirâmide
a porta que dá pro faraó e as múmias tá bloqueada por uns tentáculos roxos
H: ...
L: teremos que ir lá
P: primeiro, qual o nome de vocês
Ne: Nevaska
P: você, moço da voz bonita
L: EU? eu sei que minha voz é elegante e gostosa, mas não precisa fala-
H: meu nome é Henry
L: *olha e vê que a ponce tá apontando pro Henry
ah
P: e tu?
L: eu sou o Lusk. um cara que-
**sentem outra onda de energia obscura vindo do fundo da pirâmide
Ne: *olha lá no fundo e vê algo vindo na direção deles
**passa um cara voando e bate na parede
??: aii...
**e todo mundo reconhece na hora. é o faraó
Ne: FARAÓ?????
Fa: ai... {uma voz grossa} tem algo de errado aqui.
*cai no chão apagado
Ne: puts
L: o cara morreu.
P: ...gente
Ne: oq?
H: o que fo-
**olham lá pro fundo e veem uma silhueta, que os únicos resquícios de luz do fundo mostravam, um ser branco, enrolado, com alguma coisa, e os seus olhos aparentes, andando, cambaleando, e mostrando dominancia.
**exatamente, todos reconhecem, de uma vez só. uma das múmias da pirâmide, a mais antiga, a protagonista de todas as lendas preescritas naa paredes. ela voltou a vida, e com muito ódio, uma energia obscura emana dela, seus olhos vermelhos agora emanam força e poder.
*todos se vêem de frente a algo muito maior que pode estar acontecendo em Naji *a múmia olha pra eles, diretamente, levanta a mão direita, aponta pra eles, e diversas faíscas levantam do chão, iluminando toda a escuridão do lugar, mostrando que agora a batalha é em outro patamar
Ne: gente... se preparem
**o primeiro passo...?
só no próximo episódio :D
NO PRÓXIMO EPISODIO DE NAJIYU
Ep 6 - A grande lenda ressurge, um perigo muito maior pra todos nós!
°
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2020.09.07 10:30 OutsiderofDarkLand Zé Luís quer "convencer" Sérgio Conceição

https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/porto/noticias/ze-luis-nao-a-arabia-dois-pretendentes-e-um-objetivo-claro-no-fc-porto-12698139.html
Avançado já treina hoje no Olival, depois de ter estado em isolamento profilático devido a um contacto de alto risco com um infetado com covid-19, e nem quer ouvir falar em propostas.
Dois dias depois de o FC Porto ter vendido Fábio Silva ao Wolverhampton, Zé Luís apresenta-se no Olival para iniciar os trabalhos de pré-época apostado a reconquistar Sérgio Conceição, depois de uma etapa final de temporada fora das opções.
Por isso, o avançado nem sequer quer ouvir falar do mercado. O interesse do Celta de Vigo e do Besiktas não é mera especulação, contudo a prioridade do cabo-verdiano é o FC Porto, garantiu a O JOGO fonte próxima do atleta. Zé Luís falhou as duas primeiras semanas de preparação, por estar em isolamento profilático devido a um contacto de alto risco com um infetado com covid-19, e agora vai ter de correr atrás do "prejuízo", uma vez que está atrasado em relação aos companheiros, apesar de não ter estado parado - treinou em casa como tinha feito antes - neste seu período de confinamento.
Zé Luís fez vários testes à covid-19 - o último dos quais na sexta-feira - e todos deram negativo, mas só agora, cumprida a quarentena obrigatória para estes casos, é que a Direção Geral de Saúde o autorizou a apresentar-se ao serviço. Segundo O JOGO apurou, Zé Luís regressa ao Olival muito motivado e disposto a agarrar uma oportunidade. O avançado quer ganhar novamente o seu espaço no FC Porto e, nesta fase, não está disposto a ouvir propostas, tendo inclusive declinado já uma de emblema árabe.
A SAD azul e branca não fecha as portas à sua saída, mas só mediante uma boa oferta que ajude a recuperar parte significativa dos 12,2 milhões de euros investidos há um ano. O que não será fácil, atendendo até que Zé Luís está a caminho dos 30 anos e que Celta de Vigo e Besiktas, os clubes que lhe têm sido apontados, não terão grande capacidade financeira.
Para já, certo é que Zé Luís vai começar a trabalhar no Olival, onde já não estará Fábio Silva, mas onde vai encontrar um novo concorrente de peso: Taremi, o mais recente reforço dos dragões e que na época passada fez 21 golos pelo Rio Ave.
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2020.08.21 22:15 angry_shoebill A Estrela - Arthur C. Clarke

A Estrela (Arthur Charles Clarke)
Estamos a 3.000 anos-luz do Vaticano. Um dia, acreditei que o espaço não tinha poderes sobre a fé, assim como acreditava que os céus proclamariam a glória da obra de Deus. Agora, já vi essa obra e minha fé se encontra seriamente abalada. Olho para o crucifixo, suspenso na parede da cabine, acima do computador Mark VI, e pela primeira vez em minha vida me pergunto se não será um símbolo vazio.
Ainda não contei a ninguém, mas a verdade não pode ser escondida. Os fatos estão lá para todos lerem, registrados em quilômetros sem conta de fita magnética e nos milhares de fotografias que transportamos de volta à Terra. Outros cientistas poderão interpretá-las tão facilmente quanto eu, e não serei eu quem vai compactuar em ocultar a verdade, fato quase sempre responsável pela má fama da nossa ordem nos velhos dias.
A tripulação já se encontra suficientemente deprimida e não sei como eles aceitarão esta ironia final. Poucos dentre eles possuem qualquer tipo de fé religiosa e, no entanto, não encontrarão prazer em usar essa arma final em sua campanha contra mim. Aquela guerrinha particular, bem-humorada, mas de fundamental importância, que transcorreu durante todo o caminho desde a Terra. Eles achavam divertido ter um jesuíta como astrofísico-chefe: o Dr. Chandler, por exemplo, nunca se acostumou com isso (por que será que os médicos são tão ateus?). Algumas vezes ele me encontrava no convés de observação, onde as luzes eram sempre reduzidas, de modo a que as estrelas pudessem brilhar em toda a sua glória. Ficava ao meu lado na penumbra, olhando através da grande janela oval para os céus que se moviam lentamente à nossa volta, enquanto a nave girava, com a rotação residual, que nunca nos incomodaríamos em corrigir.
– Bem, padre – dizia ele, afinal -, parece prolongar-se para sempre, não? Talvez alguma coisa o tenha criado. Mas como pode acreditar que essa alguma coisa tenha um interesse especial por nós e nosso mundinho miserável, nunca poderei entender.
E a discussão começava enquanto, lá fora, estrelas e nebulosas giravam em seus arcos eternos e silenciosos, além do plástico claro e sem falhas da vigia de observação.
Acredito que, em grande parte, era a aparente incongruência de minha posição que fazia a tripulação achar a coisa tão divertida. Seria inútil eu chamar a atenção para os meus três artigos publicados no jornal de Astrofísica ou os cinco no Noticias Mensais da Real Sociedade Astronômica. Lembrava-lhes que a minha ordem era famosa há muito tempo por seus trabalhos científicos. Nós podemos ser poucos agora, mas desde o século XVIII temos feito contribuições à astronomia e à geografia que parecem fora de proporção com o número de nossos quadros. Será que meu relatório sobre a nebulosa Fênix vai pôr fim a nossos mil anos de história? Porá fim, receio, a muito mais que isso.
Não sei quem deu esse nome à nebulosa, que me parece muito inadequado. Se contém alguma profecia, é coisa que não será verificada durante vários bilhões de anos. Mesmo a palavra nebulosa é um engano: trata-se de um objeto muito menor do que aquelas estupendas nuvens de poeira – a matéria-prima das estrelas ainda por nascer – que se espalham ao longo da Via-Láctea. Na escala cósmica, de fato, a nebulosa Fênix é algo pequeno – uma tênue concha de gás envolvendo uma única estrela…
Ou o que sobrou de uma estrela …
O retrato de Loyola feito por Rubens parece zombar de mim, suspenso ali, acima dos registros do espectrofotômetro. O que tu terias feito, padre, com este conhecimento que veio às minhas mãos, tão longe do pequeno mundo que foi todo o universo que conheceste? Teria tua fé se erguido ante o desafio onde a minha falhou? Teu olhar se perde na distância, padre, mas eu viajei por uma distância além de qualquer uma que pudeste ter imaginado ao fundar a nossa ordem, há mil anos. Nenhuma outra nave de pesquisa esteve tão longe da Terra. Encontramo-nos nas fronteiras do universo explorado. Partimos para encontrar a nebulosa Fênix, tivemos sucesso e agora voltamos com o peso de nossos conhecimentos. Quisera eu poder erguer esse peso dos meus ombros, mas é em vão que te chamo através dos séculos e anos-luz que nos separam.
No livro que seguras, as palavras são nítidas:
AD MAIOREM DEI GLORIAM, diz a mensagem, mas é uma mensagem em que não mais posso crer. Poderias ainda acreditar nela se pudesses ver o que encontramos?
Nós sabíamos, é claro, o que era a nebulosa Fênix. Apenas em nossa galáxia, a cada ano, mais de 100 estrelas explodem, queimando durante algumas horas ou dias com milhares de vezes o seu brilho normal antes de mergulharem na morte e na obscuridade. Essas são as novas normais, desastres comuns no universo. Já gravei espectrogramas e curvas de luminosidade de dúzias delas, desde que comecei a trabalhar no observatório lunar.
Mas três ou quatro vezes a cada mil anos ocorre alguma coisa, ao lado da qual até mesmo uma nova empalidece na total insignificância.
Quando uma estrela se torna supernova, ela pode brilhar brevemente mais que todos os sóis reunidos na galáxia. Os astrônomos chineses observaram isso acontecer no ano 1054 d.C. sem conhecerem a razão do que viam. Cinco séculos depois, em 1572, uma super-‘ nova explodiu na constelação de Cassiopéia, tão brilhante que podia ser vista à luz do dia. E houve mais três durante os mil anos que se passaram desde.então.
Nossa missão era visitar o remanescente de semelhante catástrofe, tentando reconstruir os eventos que haviam conduzido a ela para, se possível, aprender sua causa. Entramos lentamente através das conchas concêntricas de gás que haviam sido lançadas para fora há seis mil anos e ainda se expandiam. Ainda estavam imensamente quentes, irradiando mesmo agora numa violenta luz violeta, mas eram demasiado tênues para nos causar qualquer dano. Quando uma estrela explode, suas camadas externas são impulsionadas para fora com tamanha velocidade que escapam completamente ao seu campo gravitacional.
Agora formavam essa concha oca, grande o suficiente para envolver mil sistemas solares. Em seu centro queimava o objeto pequeno e fantástico em que a estrela se tornara. Uma anã branca, menor do que a Terra e no entanto pesando um milhão de vezes mais.
As conchas de gás luminoso nos envolviam banindo a noite normal do espaço ínterestelar. Voávamos para o centro de uma bomba cósmica que detonara há milênios, e cujos fragmentos incandescentes ainda se expandiam. A imensa escala da explosão e o fato de que os resíduos já cobriam um volume de espaço com muitos bilhões de quilômetros de diâmetro roubavam à cena qualquer movimento visível. Levaria décadas para que a visão pudesse discernir qualquer movimento nesses tortuosos filamentos e redemoinhos de gás. E, no entanto, o sentimento de uma expansão turbulenta era irresistível.
Havíamos verificado nossa direção básica horas atrás e agora flutuávamos lentamente rumo à pequenina e fogosa estrela à nossa frente. Ela já fora um sol como o nosso, mas consumira em algumas horas toda a energia que a teria mantido brilhando por um milhão de anos. Agora se tornara avarenta e encolhida, reunindo seus recursos como se tentasse compensar os excessos de uma juventude perdulária.
Ninguém esperava seriamente que pudéssemos encontrar planetas. Se houvesse existido algum antes da explosão, teria sido cozido em sopros de vapor e sua substância dissolvida em meio aos resíduos da estrela. Ainda assim fizemos a busca automática, como sempre fazemos ao nos aproximarmos de um sol desconhecido. Dentro em pouco localizamos um mundo pequeno, circundando a estrela a imensa distância. Ele devia ter sido o Plutão desse desaparecido sistema solar, orbitando nas fronteiras da noite. Demasiado afastado do sol central para jamais ter conhecido a vida, sua distância salvara-o do destino que consumira todos os seus companheiros.
A passagem do fogo queimara suas rochas, dissolvendo o manto de gás congelado que devia cobri-lo nos dias anteriores ao desastre. Nós pousamos e descobrimos a Cripta.
Seus construtores se haviam assegurado de que isso ocorreria. O marco monolítico erguido acima da entrada não passava agora de um toco fundido, mas mesmo nossas fotos de longa distância já nos revelavam existir ali o trabalho de uma inteligência. Pouco depois detectamos o padrão de radioatividade, amplo como um continente, que fora embutido na rocha. Mesmo que o pilar acima da Cripta tivesse sido destruído, essa energia teria permanecido, um eterno e irremovível farol acenando para as estrelas. Nossa nave mergulhou como uma flecha em direção a esse gigantesco alvo.
O pilar devia ter uma altura de I,5 km quando foi construído. Agora parecia uma vela que se derretera até formar um monte de cera. Levamos uma semana para perfurar a rocha fundida, já que não tínhamos ferramentas adequadas para essa tarefa. Éramos astrônomos, não arqueólogos, mas podíamos improvisar. Nosso propósito original fora esquecido: esse monumento solitário, erguido com tamanho esforço à maior distância possível do sol condenado, só poderia ter um significado. Uma civilização que tinha consciência de seu fim próximo fizera ali seu último apelo à imortalidade.
Examinar todos os tesouros depositados na Cripta será trabalho para gerações. Eles tiveram muito tempo para se preparar, já que seu sol deve ter dado os primeiros avisos muitos anos antes da detonação final. Tudo o que desejavam preservar, todos os frutos de seu gênio, eles depositaram ali, naquele mundo distante, dias antes do fim, na esperança de que alguma outra raça os encontrasse, para que não fossem inteiramente esquecidos. Teríamos nos portado desse modo? Ou teríamos nos perdido em nossa própria autocomiseração, incapazes de pensar num futuro que nunca poderíamos ver ou compartilhar?
Se ao menos eles tivessem tido um pouco mais de tempo … Podiam viajar livremente entre os planetas de seu próprio sol, mas ainda não haviam aprendido a cruzar os golfos interestelares, e o sistema solar mais próximo encontrava-se a 100 anos-luz de distância. Mas mesmo que possuíssem o segredo do impulso transfinito, não mais que uns poucos milhões poderiam ter sido salvos. Talvez tenha sido melhor assim.
Mesmo que eles não fossem tão perturbadoramente humanos, como revelam suas esculturas, não poderíamos deixar de admirá-los e lamentar seu destino. Eles deixaram milhares de registros visuais, juntamente com minuciosas máquinas para projetá-los. Havia instruções ‘pictóricas, de modo que não fosse difícil aprender a sua linguagem escrita. Temos examinado muitas dessas gravações, trazendo de volta à vida, pela primeira vez em seis mil anos, todo o calor e a beleza de uma civilização que, em muitos aspectos, deve ter sido bem superior à nossa. Talvez eles tenham deixado apenas seu lado melhor, mas ninguém poderá condená-los por isso. Seus mundos, contudo, eram adoráveis e suas cidades, erguidas com uma graça que iguala qualquer coisa já feita pelo homem. Nós os observamos no trabalho e nas diversões, ouvimos sua linguagem musical soando através dos séculos. E uma cena permanece ante meus olhos. Um grupo de crianças numa praia de estranha areia azul, brincando nas ondas como as crianças brincam na Terra. Há uma fileira de árvores exóticas, que lembram chicotes, ao longo da praia, e algum animal muito grande aparece, atravessando os baixios, sem atrair atenção.
Mergulhando no mar, ainda cálido e generoso, vemos o sol que logo se tornaria traidor, apagando toda essa felicidade inocente.
Talvez se não estivéssemos tão longe de casa, e portanto tão vulneráveis à solidão, não ficássemos tão profundamente comovidos. Muitos de nós já observaram as ruínas de antigas civilizações em outros mundos, mas elas nunca nos afetaram tão profundamente. Essa tragédia era única. Uma coisa é uma raça falhar e morrer, como nações e culturas já o fizeram na Terra. Mas ser destruída tão completamente, em pleno ápice de seu desenvolvimento, sem deixar qualquer sobrevivente – como tal coisa poderia conciliar-se com a misericórdia divina?
Meus colegas já perguntaram isso e eu dei as respostas que pude. Talvez tivesses feito melhor, padre Loyola, mas nada encontrei no Exercitia Spiritualia que me ajudasse nessa tarefa. Eles não eram gente má: não sei que deuses adoravam, se é que adoravam algum. Mas tenho olhado para eles através do abismo dos séculos e vi a beleza que preservaram em seu último esforço sendo de novo trazida à luz de seu sol encolhido. Eles poderiam ter-nos ensinado tanto. Por que foram destruídos?
Conheço as respostas que meus colegas darão quando estiverem de volta à Terra. Dirão que o universo não possui propósito ou plano, e que de vez que 100 sóis explodem, a cada ano, em nossa galáxia, neste exato momento alguma raça está morrendo nas profundezas do espaço. Se essa raça fez o bem ou o mal durante sua existência, não faz qualquer diferença no final. Não há justiça divina porque não existe Deus.
É claro que o que vimos não prova nada disso. Qualquer um que assim afirme está sendo influenciado pela emoção, não pela lógica. Deus não necessita justificar suas ações perante o Homem. Ele, que construiu o universo, pode destruí-lo quando quiser. Constitui arrogância – perigosamente próxima da blasfêmia – pensar que podemos dizer o que Ele pode ou não fazer.
Isso eu teria aceito, não importando quão dolorosa fosse a perspectiva de mundos inteiros, juntamente com seus povos, sendo lançados em fornalhas. Mas chega um ponto em que até mesmo a mais profunda fé pode vacilar, e agora, quando olho para os cálculos colocados diante de mim, percebo que afinal cheguei a esse ponto.
Não podíamos dizer, antes de alcançar a nebulosa, há quanto tempo ocorrera a explosão. Agora, partindo da evidência astronômica e dos registros nas rochas daquele único planeta sobrevivente, fui capaz de datá-la com precisão. E sei em que ano a luz desse incêndio colossal chegou à Terra. Sei o quanto essa supernova, cujo cadáver agora se apaga atrás de nossa nave em aceleração, deve ter brilhado nos céus da Terra. Sei como deve ter fulgurado, baixa sobre o horizonte do leste, antes do nascer do Sol, como um farol na alvorada oriental.
Não pode haver mais dúvida. O mistério ancestral foi finalmente solucionado. E no entanto, ó Deus!, havia tantas estrelas que poderias ter usado. Qual a necessidade de lançar essas pessoas ao fogo para que o símbolo de sua morte pudesse brilhar acima de Belém?
Traduzido por Carlos Cardoso
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2020.08.10 02:17 YatoToshiro Fate/Gensokyo #53.5 Jeanne d'Arc Alter (Fate/Grand Order) Parte 2


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Orleans: The Wicked Dragon Hundred Years 'War
Jeanne Alter é criada por Gilles de Rais (Caster) através do poder do Santo Graal, como uma versão de Jeanne d'Arc distorcida por seu ódio pela França e por Deus. Após sua criação, ela convoca o Chevalier d'Eon, Vlad III, Atalanta, Santa Martha e Carmilla enquanto adiciona o Melhoramento Louco para transformá-los em Servos Furiosos. Ela ordena que destruam a França, declarando que Deus perdoará todas as suas transgressões. Ela também diz que está tudo bem se Deus os punir, pois sua campanha destrutiva é um meio de provar a existência e o amor de Deus. Gilles então traz Pierre Cauchon antes dela. Jeanne Alter furiosamente o lembra do ridículo que ela suportou durante a vida. Ela também zombeteiramente diz a ele para dizer a todos que a malvada Jeanne d'Arc está aqui e rugir como um leão valente. Ela diz que sua fé é frágil e o acusa de ser um herege por implorar a uma bruxa que o poupe, quando ele implora a ela que poupe sua vida. Ela então começa a queimá-lo vivo até que nada mais reste. Ela então ordena que seus servos destruam a França novamente, começando com Orleans. Depois de explicar a seus Servos que agora são Servos Furiosos, Jeanne Alter declara que a humanidade não tem valor, pois falhou em provar seu amor a Deus. Ela decide que a bandeira deles será dragão quando Gilles diz que eles precisam de um símbolo para se reunir, citando sua conexão com dragões. Posteriormente, as forças de Jeanne Alter conquistaram Orleans, matando Carlos VII no processo. Durante o curso de sua campanha, Jeanne Alter e suas forças destroem muitas cidades e matam muitas pessoas. Um dos mais proeminentes é Lyon, onde Jeanne Alter derrotou e amaldiçoou seu protetor, Siegfried.
Jeanne Alter e seus servos eventualmente encontram Ritsuka, Mash Kyrielight e Jeanne quando chegam no recentemente destruído La Charite. Ela zomba de Jeanne e se declara a outra "ela". Ela chama a resposta para a pergunta de Jeanne sobre por que ela destruiu a cidade óbvia, já que ela está destruindo a França. Ela então pergunta que queria salvar a França e seu povo, apesar de saber que eles iriam ridicularizá-la e traí-la. Enquanto Jeanne hesita em responder, Jeanne Alter declara que não será mais enganada ou traída. Ela confessa que não consegue mais ouvir a voz de Deus, e interpreta isso como um sinal de que a França não é mais abençoada por ele. Assim, ela destruirá o país de acordo com Sua dor. Ela declara que salvará a França transformando-a na terra dos mortos. Ela diz a Jeanne que não conseguia entender, acusando-a de ser uma virgem sagrada que finge não ver ódio e alegria e é incapaz de crescimento humano. Ela começa a atear fogo no console do Archaman Romani quando ele diz que o crescimento humano dos Servos seria classificado como Espíritos Heróicos. Jeanne pergunta se ela realmente é "ela", mas Jeanne Alter apenas zomba de suas dúvidas. Ela chama Jeanne de nada mais do que o resíduo que ela jogou fora. Ela então ordena que Vlad e Carmilla a matem. Quando Maria Antonieta intervém, Jeanne Alter pede a D'Eon que confirme sua identidade. Ela diz a Marie que ela é inadequada para participar da batalha porque ela viveu uma vida de luxo, e morre sem saber o que aconteceu. Ela se pergunta se Marie pode entender seu ódio. Depois que o grupo escapa quando Mozart repele Vlad e Carmilla com Requiem for Death, Jeanne Alter ordena que Martha os siga e observe. Ela diz a Vlad que Martha ficará bem sozinha, já que seu Nobre Fantasma pode ser destruído. Mas ela concorda que precisa ser cuidadosa e decide retornar a Orleans para convocar servos adicionais. Ela então ordena que Vlad, Carmilla e D'Eon continuem destruindo a França, e sai dizendo a eles que até mesmo os anti-heróis têm dignidade.
Mais tarde, Jeanne Alter convoca Charles-Henri Sanson e Lancelot quando ela retorna a Orleans. Ela fica sabendo da morte de Martha, perguntando-se se ela cometeu suicídio, e irritada por manter sua sanidade, apesar de seu Melhoramento Maluco. Ela acha mais provável que tenha lutado com todas as suas forças, então eles não podem baixar a guarda. Ela afirma que partirá com "ele" na próxima vez. Ela diz que vai deixar os Servos recentemente convocados, então ordena que Gilles contate Carmilla. Ela então pergunta a ele quem ele pensa ser a verdadeira Jeanne, ela ou Jeanne, ao que ele responde. Depois que Gilles a lembra da traição e do ridículo que ela sofreu na vida, Jeanne Alter declara que tudo foi um erro que deve ser corrigido. Ela concorda com Gilles que sua vingança é justa, dizendo que suas palavras lhe dão força. Ela então ordena que Sanson e Lancelot montem em seus wyverns e partam com ela. Mais tarde, ela confronta o grupo nas ruínas de Lyon, após resgatar Siegfried. Ela então ordena que seu dragão pessoal, Fafnir, os incinere, mas ele bloqueia a Luminosité Eternelle de Jeanne e o Lorde Chaldeas de Mash. Ela é forçada a recuar quando Fafnir é atingido por Balmung. Depois de se retirar para o céu, ela ordena que Sanson e Lancelot matem o grupo, dizendo que Carmilla se juntará mais tarde.
Jeanne Alter posteriormente ataca a cidade protegida por Georgios com Sanson enquanto seus cidadãos ainda estão sendo evacuados. Depois que Marie derrotou Sanson, Jeanne Alter achou engraçado que aqueles com maior potencial foram os primeiros a cair. Ela está irritada por Jeanne já ter escapado com Georgios e acha ridículo que ganhar um Servo deu esperança a Jeanne. Ela então pergunta a Marie por que ela está tentando salvar os cidadãos, embora ela tenha sido decapitada por seus próprios cidadãos. Marie responde que sua morte foi inevitável porque ela não era mais necessária para o povo. Ela então pergunta a Jeanne Alter quem ela é, mas Jeanne Alter também diz a ela para calar a boca. Ela então ativa o Palácio de Cristal e luta contra Jeanne Alter, que ela acaba perdendo.
Voltando para Orleans, Jeanne Alter confirma que Marie morreu e pergunta a Gilles sobre a condição de Sanson. Ele responde que a mente de Sanson pereceu com Marie, dizendo que ele só está apto para ser um soldado de infantaria agora. Jeanne Alter está aborrecida porque Georgios escapou graças ao fato de Marie a estar segurando. Ela começa a pedir para encontrar o grupo quando D'Eon interrompe para relatar que o grupo está indo para Orleans. Jeanne Alter ordena que eles se preparem para a batalha e Gilles para reunir os dragões e servos. Ela declara que o mundo será destruído se eles vencerem, e mesmo se eles perderem, o mundo já se foi. Ela também diz que, mesmo que Caldéia corrija a era, uma jornada sem fim pela frente. Apesar disso, eles e Jeanne ainda têm fé no mundo, para grande aborrecimento de Jeanne Alter. Ela decide destruir o grupo por esse motivo, não querendo que eles restaurem o mundo, dizendo que é o desejo dela e de Gilles.
Jeanne Alter e suas forças confrontam o grupo enquanto eles marcham em direção a Orleans. Ela diz a Jeanne que eles são iguais, mas Jeanne rejeita firmemente essa ideia. Ela então exibe a horda de dragões com ela, declarando que eles devorarão tudo na França. Depois, os dragões lutarão e se devorarão em uma guerra sem fim. Ela fica chocada quando o General Gilles de Rais chega com seu exército e começa a bombardear os dragões com artilharia. Depois que seus servos e Fafnir são mortos na batalha, Jeanne Alter é convencida por Gilles a retornar ao castelo.
Dentro do castelo, Jeanne Alter ordena que Gilles a defenda enquanto convoca um novo Servo. Ela concorda com sua sugestão de convocar o Rei Arthur, embora duvide que um cavaleiro inglês responda a sua convocação. Quando Ritsuka, Mash e Jeanne chegam na sala do trono, ela fica surpresa que eles chegaram mais rápido do que o esperado, então ela não precisa modificar a convocação. Jeanne pergunta se ela se lembra de sua família, mas Jeanne Alter não consegue se lembrar. Descobrindo que não importa se ela se lembra ou não, ela invoca Servos das Sombras e ordena matar o grupo. Depois de destruídos, ela luta contra o grupo pessoalmente. Ela é derrotada, mas se recusa a acreditar que perdeu porque tem o Graal. Quando ela começa a morrer, ela diz a Gilles que ela ainda não destruiu a França. Ela fica consolada quando Gilles diz que destruirá a França em seu lugar. Ela então desaparece, revelando que o Graal era seu centro.
Da Vinci and The Seven Counterfeit Heroic Spirits
Como seu conceito já existia, Jeanne Alter nunca foi verdadeiramente destruída na Singularidade de Orleans. Já que Gilles de Rais, que a desejou, e o Santo Graal, que fez isso acontecer, foram mortos e capturados, as chances de ela ser convocada novamente eram infinitesimais. No entanto, ela foi capaz de invocar-se invertendo o desejo de Jeanne d'Arc de não ter uma versão alterada de si mesma. É uma técnica de quebra de regras que só foi possível graças à popularidade de Jeanne como Espírito Heroico. Insatisfeita por ser uma falsificação, Jeanne Alter procurou superar seu eu original. Usando o Louvre como base e querendo vingança por Orleans, ela cria versões falsificadas de Alexandre, Hector, Siegfried, Arash, Arjuna, Gilles de Rais, Brynhild com o propósito de superar seus originais. Ela também deu a cada um deles histórias de fundo específicas centradas em torno dela por um desejo inerente de ser o protagonista. Continuando com seu plano que começou desde a Singularidade de Orleans, ela além disso melhorou seus valores de Saint Graph por meio do Counterfeits ’Riot, tornando-se publicamente uma Serva. Com relação à convocação dos Espíritos Heróicos Falsificados, em algum momento durante o período do Motim das Falsificações, parece que Jeanne Alter queria esquecer todas as suas existências exceto a dela.
Eventualmente, Jeanne Alter localizou Ritsuka, Mash, Leonardo da Vinci e EMIYA, que procurava impedir sua falsificação. Eles a encontram sendo desconfortavelmente abraçada pela falsificada Brynhild. Ela os elogia por localizá-la, presumindo que eles seguiram os rastros deixados pelas falsificações. Ela chuta Brynhild para longe, apenas para ela rastejar de volta. Ela explica que o comportamento de Brynhild inadvertidamente resultou de seu desejo de que um de seus sete seguidores fosse mulher. Pedindo ao grupo para ignorar Brynhild, ela revela as circunstâncias de seu retorno. Ela aceita que é uma falsificação da Jeanne original, mas ainda quer superá-la, pois Da Vinci especulou com razão. Ela continua que, embora seja uma falsificação, não há regras dizendo que ela não pode fazer nome para si mesma no mundo. Ela continua ainda que as pessoas imaginam que a morte de Jeanne justificaria sua vingança, declarando-se um aspecto de Jeanne. Portanto, como ela nasceu do ódio e da intenção assassina, Jeanne Alter é uma Anti-Herói e uma Serva da classe Vingador. Ela então ordena que Brynhild ataque o grupo. Ela nega a dedução da EMIYA de que a maioria de seus Servos falsificados eram homens pelo desejo inconsciente de ser o protagonista, apontando Brynhild. Mash suspeita que ela queria uma amiga, mas Jeanne Alter nega. Ela afirma que os Servos falsificados eram meramente peões dispensáveis, então luta contra o grupo com Brynhild. Depois que Brynhild é derrotada, Jeanne Alter se culpa por ser incapaz de convocar Brynhild da forma adequada. Ela presume que Brynhild vai culpá-la antes que ela morra, como ela presume que os outros morreram. No entanto, Brynhild diz que ela e as outras falsificações desfrutaram de seu tempo com ela antes de desaparecer. Jeanne Alter afirma que as falsificações foram um peão criado para sua diversão, mas Da Vinci a repreende por não perceber seus verdadeiros sentimentos. Ela explica que as falsificações já ultrapassavam os originais e estavam sinceramente se divertindo, apesar de serem falsas. Ela continua que eles tiveram cuidado e preocupação genuínos por Jeanne Alter. Isso confunde Jeanne Alter, pois ela não consegue entender por que alguém se importaria com uma garota vingativa como ela. Da Vinci diz a ela para abraçar seu desejo de vingança e seu papel como Anti-Herói para se tornar uma Serva completa. Jeanne Alter hesita com a ideia de ser convocada quando Ritsuka diz que eles a aceitariam. Depois de um longo período de reflexão, ela aceita seu complexo de inferioridade para com Jeanne e seu desejo de ser desejada. Ela aceita que seu ódio nunca cessará e ela sempre será uma Vingadora, não importa quantas vidas ela salve. No entanto, apesar de tudo isso, ela diz que responderá à convocação de Ritsuka. No entanto, ela começa a lutar contra o grupo por vingança por eles terem derrotado suas falsificações. Depois de ser derrotada, ela diz que se divertiu. Ela revela que seu eu futuro formará um vínculo com Ritsuka enquanto seu eu atual desaparecerá. Ela assume que seu eu futuro não terá memórias de ser um Espírito Heróico falsificado, então o atual queria criar pelo menos uma memória. Ela diz a Ritsuka para assumir a responsabilidade por seu futuro eu e se despede deles antes de desaparecer.
Salomon: The Grand Time Temple
Jeanne Alter está entre os Servos do "evento especial" ajudando a Caldéia contra os Pilares do Deus Demônio.
Shinjuku: The Malignant Quarantined Demonic Realm
Jeanne Alter estabelece seu próprio território em Shinjuku após sua convocação após formar uma trégua com Artoria Alter para se deixarem em paz. Em algum ponto, ela foi gravemente ferida por Baal disfarçada de James Moriarty, forçando-a a se retirar para o esgoto. Mais tarde, ela tenta incinerar o verdadeiro Moriarty quando ele se intromete em seu território. Ela é mais tarde atacada por EMIYA Alter sob as ordens de Baal, irritada por ele ter transformado uma espada em uma arma moderna. Ela então liberta La Grondement Du Haine em uma tentativa de destruí-lo, mas para sua irritação, ele usou um escudo para bloqueá-lo e escapar. Tendo se esforçado demais com aquele ataque, ela desmaia e espera para desaparecer. Ela se pergunta se alguém vai roubá-la e jogá-la no rio ou contaminá-la enquanto ela desaparece. No entanto, ela é salva pela chegada de Ritsuka, Moriarty e Artoria Alter. Depois de se insultar, Jeanne Alter pergunta por que ela veio, uma vez que eles tinham trégua para se deixarem em paz. Artoria Alter responde que não é mais o caso e se gaba de ter um Mestre, segundo a crença de Jeanne Alter. Ela assume que seu Mestre é totalmente incompetente até que Ritsuka se apresente como dito Mestre. Ela pede a Ritsuka para deixá-la se juntar a eles, alegando que ela é uma Serva melhor do que Artoria Alter ou Moriarty. Ela falha em detalhes de como ela é melhor do que eles quando os inimigos chegam em cena, tendo sido atraída pelo cheiro de seu Nobre Fantasma. Após a batalha, ela pergunta a Mash por que ela não os está ajudando como um Shielder. Mash responde que ela está atualmente em licença de serviçal devido a certas circunstâncias, o que decepciona Jeanne Alter, já que Mash é seu último bastião de defesa. Ela se lembra de Mash se recusando a soltar seu escudo enquanto segurava as lágrimas de medo. Por causa disso, ela assume que Mash é um ser humano melhor do que ela, já que ela realmente sente medo. Artoria Alter a acusa de tentar roubar Mash, explicando que ela é um de seus cavaleiros já que Galahad a está possuindo. Jeanne Alter conta que ela pode fazer o que quiser, já que Mash não é Galahad. Ela então tenta incinerar Moriarty, assumindo que foi ele quem a feriu tão gravemente. Ela pára quando Ritsuka diz que pode confiar em Moriarty, pois foi outro ele quem a atacou. Mas, como os outros, ela não pode confiar nele. Mesmo assim, ela permite que ele os acompanhe quando Da Vinci diz que Moriarty arriscou a vida para proteger Ritsuka. Ela se irrita por Artoria Alter não permitir que ela os acompanhe, dizendo que ela tem os mesmos direitos que Moriarty. Ela então nota as roupas de Artoria Alter e pergunta por que ela as escolheu. Artoria Alter responde que um bom criado sempre se veste de acordo com sua localização. Em resposta, Jeanne Alter revistou as ruínas de uma boutique próxima sob o pretexto de que era suspeita. Ela retorna e cerca os outros e Hessian Lobo com as chamas de seu Nobre Phantasm no sinal de Moriarty para impedir a fuga de Hessian Lobo. No entanto, o grupo não consegue matá-lo e ele escapa. Jeanne Alter e Artoria Alter percebem que Moriarty pretende ter como alvo o Fantasma da Ópera e Christine Daaé em seguida. Eles então se preparam para lutar entre si até que Moriarty convença a atrasar até que Phantom e Christine estejam mortos.
Após o retorno do grupo ao esconderijo de Artoria Alter, Jeanne Alter expressa sua repulsa por ele e por Cavall II. Ela espera que Ritsuka dê sua opinião sobre sua nova roupa, embora esteja desapontada com a resposta. Depois de um telefonema de Edmond Dantès, o grupo descobre que o outro Moriarty é o líder de seu inimigo, a Aliança Fantasma do Demônio. Isso exacerba ainda mais a desconfiança de Jeanne Alter e Artoria Alter em relação a seu próprio Moriarty. Em resposta, Moriarty diz que eles devem derrotar Phantom para que ele possa ganhar sua confiança. Ele avisa que eles seriam mortos se atacassem Phantom diretamente, com o que Jeanne Alter e Artoria Alter concordam. Ele explica que eles seriam severamente superados em número pelos 200 Coloraturas estacionados em Kabukicho se eles atacassem diretamente. Ele, Jeanne Alter e Artoria Alter lembram de ter destruído algumas Coloraturas antes, mas Moriarty revela que eles reabastecem seus números com 36 horas. Moriarty explica que as coloraturas atribuem a patrulha de Kabukicho que também sequestram pessoas regularmente. Jeanne Alter adora que Artoria Alter reconheça que Excalibur Morgan está sendo inútil em destruir Kabukicho quando Moriarty revela que a energia mágica de Shinjuku comparável à Idade dos Deuses a reduziria significativamente. Os dois quase entrando em uma briga quando Artoria Alter zombeteiramente implica que Jeanne Alter não se sairia muito melhor. Moriarty então pede que tragam para ele uma Coloratura, que ele usará para observar Kabukicho. Depois de deixar o esconderijo, Jeanne Alter afirma que se Moriarty os traísse, seria em um momento crucial. O grupo então percebe que Coloratura está sequestrando pessoas, então eles entram para capturar uma. Após capturar uma Coloratura e ajudar a fuga do povo, o grupo retorna ao esconderijo. Lá é revelado que as Coloraturas são construídas a partir de humanos, com sua carne e nervos sendo colocados nas bonecas. Depois de afirmar que os humanos uma vez transformados em Coloraturas não podem ser salvos, Moriarty revela que equipou a Coloratura com uma bomba. O dito Coloratura será devolvido com os outros quando eles retornarem a Kabukicho em seus intervalos regulares, e então sua bomba será acionada. A explosão causará confusão entre as Coloraturas, que o grupo usará como uma oportunidade para matar Phantom e Christine. Jeanne Alter concorda com o plano, pois o Colortura não é mais verdadeiramente humano. Ela até os acha piores do que o espírito maligno e coisas do gênero, já que pelo menos esses têm vestígios de suas personalidades originais, ao contrário dos Coloraturas. Depois que Moriarty termina de manipular a Coloratura, e dá o detonador para Ritsuka, o grupo segue para Kabukicho.
Colocando o Coloratura armado com os outros, Moriarty ordena que Artoria Alter e Jeanne Alter tomem suas posições. Dez minutos depois, a bomba é detonada por Moriarty em vez de Ritsuka após ver sua determinação em fazê-lo. A explosão resultante espalha as Coloraturas, então Artoria Alter e Jeanne Alter se movem para destruí-los. Eles são mais tarde chamados por Mash para ajudar Ritsuka e Moriarty contra EMIYA Alter, mas eles estão ocupados lidando com as Coloraturas ainda ativas. Eles chegam justamente quando EMIYA Alter recua graças à intervenção de Hassan do Braço Amaldiçoado, desapontado por seus ataques mal errados. Jeanne Alter pergunta quem é o Braço Amaldiçoado e se pergunta se ele é um inimigo, mas Mash diz que ele é um aliado. Juntamente com Cursed Arm, o grupo foge de Kabukicho e retorna para o esconderijo.
De volta ao esconderijo, o grupo relaxa após sua missão bem-sucedida. Porém, logo revelou que Hassan é um membro disfarçado da Aliança do Demônio Fantasma, Yan Qing. Ele toma Ritsuka como refém, mas Artoria Alter e Jeanne Alter chegam para detê-lo. Ele se esquiva de seus ataques e foge enquanto Artoria Alter o persegue em sua motocicleta, com Jeanne Alter a seguindo. Infelizmente, eles não são capazes de resgatar devido ao atraso dos soldados Hornet e do Rei Lear convocado por Yan Qing. Jeanne Alter e Artoria Alter mais tarde Moriarty por permitir que Ritsuka fosse sequestrada.
Felizmente, Ritsuka é resgatado da base da Phantom Demon Alliance, Barrel Tower, por Sherlock Holmes. Jeanne Alter e Artoria Alter expressam imediatamente sua preocupação e alívio ao retornarem. Voltando ao esconderijo, Jeanne Alter chama Sherlock de peso morto quando ele se apresenta como um Conjurador impróprio para combate. No entanto, ela o agradece por salvar Ritsuka. Ela diz a ele para ir embora, mas ele diz que não pode. Ela acaba brigando com Artoria Alter novamente quando o primeiro avisa Ritsuka contra ser muito gentil com Moriarty. Depois de saber do Nome Verdadeiro de Moriarty, sua desconfiança dele aumenta ainda mais; Jeanne Alter o compara às raposas que aparecem nos contos de moralidade. Sherlock então explica como o objetivo da Aliança de destruir o planeta é possível sem utilizar forças externas, fazendo o que Thomas Edison e o Rei Leão tentaram fazer. Sem entender o que os outros querem dizer, Jeanne Alter exige saber o que Edison e o Rei Leão tentam fazer. Mash primeiro explica que o Rei Leão tentou usar Rhongomyniad para preservar uma parte da humanidade e destruir o resto enquanto a Incineração da Humanidade estava ocorrendo. Jeanne Alter chama o Rei Leão de idiota pela trama, dizendo que ela deveria ter se permitido morrer com todos os outros. Ela então expressa seu ódio por reis que tentam resolver as coisas por si próprios e reis que simplesmente desistem. Mash então explica que Edison procurou preservar a América separando-a da linha do tempo. Da Vinci percebe e revela que Shinjuku está em uma linha do tempo abatida. Apesar de ser informado de que não terá efeitos adversos na história, Ritsuka decide salvar Shinjuku de qualquer maneira. Sherlock então revela o método pelo qual o maligno Moriarty usará para destruir o planeta. O malvado Moriarty planeja usar os poderes do Fantasma com o qual se fundiu, Der Freischutz, para carregar um meteorito na Torre do Barril e, em seguida, dispará-lo no núcleo do planeta como uma bala mágica para destruir o planeta. Jeanne Alter está aborrecida porque Moriarty acabou de perceber que ele foi fundido com Der Freischutz o fez um Arqueiro e o deixou disparar balas e mísseis de um caixão que ele nunca carregou em vida. Ironicamente, ela acha que o plano da Aliança para destruir o planeta é ainda pior do que quando ela tentou destruir a França. Ela e Artoria Alter concordam com a decisão de Sherlock de eliminar Yan Qing, achando sua habilidade de transformação problemática. O grupo então sai para roubar roupas para o propósito do plano de Sherlock e Moriarty. Depois de derrotar alguns bandidos e suas Coloraturas hackeadas, Ritsuka, Artoria Alter e Jeanne Alter trocam de roupa.
Agora usando vestidos, Ritsuka, Artoria Alter e Jeanne Alter entram em uma festa organizada por Yan Qing. Jeanne Alter, insultada, compara Artoria Alter a uma boneca de cera em seu vestido, enquanto Artoria Alter a compara a uma bruxa de verdade em seu vestido. No entanto, os dois compartilham a alegria de ver Ritsuka claramente desconfortável com seu disfarce. Jeanne Alter os segura enquanto Artoria Alter tira fotos deles com o telefone com câmera que ela tirou de um transeunte e os carrega para o servidor de Chaldea. Ela então se pergunta quando Yan Qing vai aparecer, expressando seu ódio por seu vestido. Depois de ver Artoria Alter dançar com Ritsuka, ela afirma não se importar com a dança e fica irritada que Artoria Alter tenha passado por instinto. Um convidado da festa tenta convidá-la para dançar, mas sua carranca o afasta. Agora que perdeu a paciência, ela agora quer queimar todo o prédio. Yan Qing então aparece diante dos convidados disfarçados de Artoria Alter. Ele eventualmente toma conhecimento dela e ordena que os Hornets ataquem. Juntamente com Moriarty, o grupo derrotou o Hornets seguido por Romeu e Julieta. Mais Hornets então aparecem, com Yan Qing sendo disfarçado como um deles. Ritsuka tira o vestido deles para chocá-lo a se revelar como parte do plano de Moriarty. Yan Qing revela seu verdadeiro nome e luta contra o grupo. Sentindo que vai perder, Yan Qing ativa uma bomba sob o prédio para derrubá-lo, fazendo com que o grupo escape. Depois de matar Yan Qing, Moriarty pondera se o orgulho é necessário para viver. Jeanne Alter responde que o orgulho não tem valor para ela como uma farsa. Ela fica confusa quando Artoria Alter a chama de panda gigante por não se orgulhar. O grupo então se prepara para partir quando são encontrados por Hessian Lobo.
Confrontado por Hessian Lob, o grupo vê que ele foi fundido com outro Fantasma, o Homem Invisível, como indica sua invisibilidade. Sua classe então muda de Cavaleiro para Vingador, e instantaneamente atinge Ritsuka já que eles são os únicos humanos por perto. Incapaz de derrotá-lo, o grupo decide quem ficará para trás para segurar Hessian Lobo enquanto o resto foge. Jeanne Alter assume a tarefa para que os outros possam escapar. Ela diz a eles para usarem esse tempo para encontrar uma maneira de derrotar Hessian Lobo permanentemente. Ela rejeita a sugestão de Artoria Alter de escolher alguém de forma justa. Ela chama Ritsuka de patético por não querer sacrificar seus aliados. Ela nega a suposição de Sherlock de que seu desejo de afastar Hessian Lobo é motivado por sua simpatia por ele como um companheiro Vingador. Ela explica que simplesmente odeia vê-lo correndo como um monstro estúpido, acreditando que deveria pelo menos ter um objetivo. Ela decide que vai dar um objetivo, então ela dá um fim real. Antes que os outros saiam, Sherlock diz a ela para cuidar de seus pés, e Artoria Alter confia nela para segurar Hessian Lobo. Enquanto luta contra Hessian Lobo, Jeanne Alter proclama que sabe como ele pensa, já que eles são iguais. Ela diz que o ódio deles nunca desaparecerá, independentemente de quantas pessoas eles matem até o dia da morte. Ela declara que vai tirar Hessian Lobo de sua miséria, dizendo que os sonhos fugazes que eles veem antes da morte são o único consolo para os Vingadores. Eventualmente, porém, Hessian Lobo a fere fatalmente. Ela está irritada, mas não está gostando de sua vingança, mas percebe que não pode mais. Depois de sofrer outro ferimento, ela solta La Grondement Du Haine em um esforço para segurá-lo. Ela explica que as chamas vêm de seu próprio corpo, duvidoso que possa afastá-las. Ela entende que as chamas não vão matá-lo, mas tem certeza de que vão desacelerá-lo por um tempo. Infelizmente, ela finalmente cai depois que Hessian Lobo se feriu novamente. Ela contempla sua natureza como uma farsa, incapaz de compreender verdadeiramente a dor de ser queimada viva. Ela chama Jeanne de idiota por querer vingança depois de ser queimada na fogueira, acreditando que ela era louca por não ter feito isso. Ela continua que o mundo está irremediavelmente escuro, alegando que o máximo que uma pessoa dita boa pode fazer é fechar os olhos. Ela se lembra de como costumava pensar que nunca ajudaria humanos de boa índole como Jeanne, achando-os patéticos e indefesos. Depois de chamar Jeanne de símbolo da humanidade, ela chama Ritsuka de idiota sem consideração por não tê-la convidado para dançar. Ela então se lembra do conselho de Sherlock antes de cair na inconsciência.
Jeanne Alter é capaz de sobreviver escapando em um buraco de homem no último momento, como Sherlock aconselhou. Ela se encontra com Edmond, e eles resgatam William Shakespeare de seu confinamento na Torre do Barril. Ambos tentam atacar Moriarty, que foi revelado como o verdadeiro cérebro para destruir o planeta, mas ele consegue se esquivar de ambos. Jeanne Alter explica como ela sobreviveu e mostra que trouxe Shakespeare para ajudar. Depois que Shakespeare e Hans Christian Andersen convocam os Grandes Detetives para ajudar Ritsuka, o grupo luta contra Moriarty após ele se fortalecer com o Graal. Depois que Moriarty e os outros desaparecem e o asteróide Bennu é destruído, Jeanne Alter diz a Ritsuka para chorar pelos Servos, já que eles estão destinados a desaparecer. Ela grita com EMIYA Alter para não se intrometer na conversa quando ele concorda. Ela então pergunta a ele o que aconteceu com Artoria Alter, se perguntando se ela foi esmagada por Bennu. EMIYA Alter responde que ela foi visitar algum lugar antes de desaparecer, que Ritsuka e Jeanne Alter percebem ser Cavall II. Depois que EMIYA Alter desaparece, ela de repente corta as comunicações com Chaldea. Ela então coloca seu vestido de festa e exige uma dança de Ritsuka. Depois de dançarem, Jeanne Alter se sente satisfeita e começa a desaparecer. Ela diz a Ritsuka que vai praticar mais da próxima vez, esperando que eles façam o mesmo, antes de finalmente desaparecer.
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2020.08.03 17:31 d_sandstrom PLURALYIAH RPG: #1 Alinhamentos e Tendências explicados pela psicologia?

OLÁ, PLURALYIENSES!
Como alguns desse subreddit devem saber, tenho desenvolvido um sistema e mundo de RPG chamado Pluralyiah, você pode encontrar o esboço da ideia aqui: https://www.reddit.com/rpg_brasil/comments/i0ibpq/pluralyiah_as_15_primeiras_p%C3%A1ginas_do_rpg/
Algumas vezes, tive problemas em mesas anteriores com companheiros de aventuras que se recusavam a aceitar que suas tendências não eram as descritas na própria ficha, PRINCIPALMENTE jogando Tormenta, RPG no qual frequentemente suas tendências e alinhamentos acabam se tornando de fato polarizantes, muito mais do que os outros RPG's que EU joguei as oportunidades em algumas situações.
Visto isso, ao criar Pluralyiah, tentei explicar com a teoria da Gestalt-Terapia e o modelo Topográfico de Freud as tendências e alinhamentos. Ta aí abaixo o resultado:
Tendências
As tendências são alinhamentos que definem o que os demais podem esperar de você dentro de determinadas situações, elas são definidas através de onde você se encaixa no imaginário social. Para que tudo isso fique um pouco menos subjetivo do que parece na maior parte dos sistemas, acabando por entrar em discussões metalógicas, será aqui apresentado o conceito de Id, Ego e Superego na psicologia, misturando conceitos da Gestalt e da Psicanálise.
Goodman denominou de funções de contato. São elas as funções id, função ego e função personalidade. Anteriormente à Goodman, Freud pautou as três estruturas básicas da psiqué humana como Id, Ego e Superego.
· A função personalidade é a representação verbal das do conteúdo da nossa mente.
· O Id Consiste nos desejos, vontades e pulsões primitivas, formado principalmente pelos instintos e desejos orgânicos pelo prazer.
· O Superego é o princípio da “moral social” e atua como “conselheire” para o Ego. Isto porque o alerta sobre o que é ou não moralmente aceito, segundo os princípios que foram absorvidos pela pessoa ao longo de sua vida.
· O Ego é o “princípio da realidade”. Com base no Id (o que eu quero fazer) e no Superego (o que eu devo fazer), o Ego traz o que o indivíduo pode fazer.
· O que você decide fazer segundo seu papel social, é chamado de Função de Personalidade.
Considerando isso, temos os alinhamentos Bom (B), Mau (M) e Neutro (N). Sendo “bom” mais próximo do Superego, “Mau” mais próximo do Id (ainda que o Id seja também responsável por desejos moralmente aceitos), e Neutro sendo o mais próximo do Ego.
Ainda seguindo esses alinhamentos, existe o posicionamento perante às leis, sendo estes o posicionamento Caótico (C), Leal (L), e Neutro (N).
O posicionamento Caótico rejeita leis, o Leal segue as leis, mas pode ser a Lei de um Deus, de uma guilda, ou da própria sociedade na qual nasceu, e o Neutro é o mais próximo da Função de Personalidade, executando majoritariamente o que seu papel social o requisita.
Tendo essas informações, você precisa encaixá-las em seu personagem, e atribuir uma sigla, podendo ela ser:
LEAIS
· Leal e Bom (LB) é a tendência de criaturas que se pode contar para fazer o que é correto como é esperado pela sociedade.
· Leal e Neutro (LN) é a tendência dos indivíduos que agem de acordo com as leis, tradições ou códigos pessoais.
· Leal e Mau (LM): Diante da criança faminta roubando pão, trataria de castigar o pequeno ladrão ali mesmo ou entregá-lo à milícia para receber a punição mais severa.
NEUTROS
· Neutro e Bom (NB) é a tendência do povo que faz o melhor que pode para ajudar outres de acordo com suas necessidades.
· Neutral (N) é a tendência daqueles que preferem manter distância de questões morais e não tomar partido a menos que a situação atinja a si mesme
· Neutro e Mau (NM) São egoístas e mesquinhos, colocando a si mesmos sempre em primeiro lugar. Pegam o que querem, pouco importando quem precisam roubar ou matar. Quando fazem algum tipo de aliança, é apenas para tirar vantagem do parceiro e traí-lo no momento oportuno. Adotam regras para quebrá-las em seu próprio benefício no minuto seguinte.
CAÓTICOS
· Caótico e Bom (CB) é a tendência de criaturas que agem de acordo com sua própria consciência, se importando pouco com as expectativas dos outros e fazendo o que acham correto sem ferir a liberdade de alguém.
· Caótico e Neutro (CN) é a tendência das criaturas que seguem suas vontades, independendo da moral social, mantendo sua liberdade pessoal acima de tudo.
· Caótico e Mau (CM) tiram prazer do sofrimento alheio. É quase impossível que consigam viver em sociedade — você não encontra um destes andando calmamente e sem pretensão com frequência, muito menos em uma guilda. Têm dificuldade em fazer planos e só trabalham em equipe quando obrigados por força, benefício próprio ou intimidação.
Gostaram?
Opinem (:
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2020.07.25 05:31 altovaliriano [Tradução] Os Outros confundiram Waymar Royce com um Stark

Texto original: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/9qvrsy/spoilers_extended_the_killing_of_a_range
Autor: u/JoeMagician
Título original: The Killing of a Ranger
[…] Esta é a versão reescrita da minha teoria de 2015, A Cold Death in the Snow: The Killing of a Ranger, com algumas seções novas e conclusões mais bem explicadas, além de um bom e velho tinfoil. E significativamente menos citações, adequações nos spoilers e menos texto em negrito. Eu queria fazer um vídeo da teoria e não estava satisfeito com a versão original, então aqui está uma versão nova e aprimorada como um bônus.
O vídeo completo está aqui, se você preferir assistir, e a versão em podcast aqui, se você preferir ouvir, bem como pode ser encontrada no Google Play e no iTunes.
Aproveite!

Os Três Patrulheiros

Um dos eventos menos compreendidos em ASOIAF acontece exatamente no capítulo de abertura da saga. Waymar Royce, um fidalgo do Vale, e os dois patrulhieros Will e Gared estão perseguindo selvagens saqueadores na Floresta Assombrada. Antes que possamos nos localizar, Waymar é emboscado pelos demônios de gelo conhecidos como Os Outros. Waymar pronuncia sua famosa e incrivelmente foda frase "Dance comigo, então" e começa o duelo. Waymar segura as pontas até que o Outro acerta um golpe, depois zomba do patrulheiro e, finalmente, a espada de Wamyar se quebra contra a lâmina de gelo. Um fragmento perfura o olho de Waymar e o grupo de Outros que se aproxima, cerca-o e mata-o com golpes coordenados. Para piorar, Waymar é reanimado como uma criatura e massacra seu ex-companheiro Will. O outro irmão deles, Gared, escapa do ataque e foge para o Sul até ser capturado em uma fortaleza perto de Winterfell e executado por Ned Stark em razão de ter desertado da Patrulha.
É um prólogo que deixa o leitor com muitas perguntas não respondidas sobre o que acabou de ler. Por que esses patrulheiros foram atacados e por tantos outros? Onde estavam seus servos mortos-vivos que eles normalmente usam para matar? E por que eles estavam duelando com Waymar Royce em particular, um guarda de nenhuma nota em particular em sua primeira missão? Primeiro, vejamos o histórico de Waymar.
Sor Waymar Royce era o filho mais novo de uma Casa antiga com herdeiros demais. Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca. Montado em seu enorme corcel de batalha negro, o cavaleiro elevava-se bem acima de Will e Gared, montadosem seus garranos de menores dimensões. Trajava botas negras de couro, calças negras de lã, luvas negras de pele de toupeira e uma cintilante cota de malha negra e flexível por cima de várias camadas de lã negra e couro fervido. Sor Waymar era um Irmão Juramentado da Patrulha da Noite havia menos de meio ano, mas ninguém poderia dizer que não se preparara para a sua vocação. Pelo menos no que dizia respeito ao guarda-roupa.
(AGOT, Prólogo)
Segundo as informações que recebemos, Waymar foi o terceiro filho do formidável "Bronze" Yohn Royce, lorde de Pedrarruna e da casa Royce. Ninguém sabe ao certo por que Waymar escolheu se juntar à Patrulha. Sendo filho de um Senhor, ele poderia se casar em uma Casa menor e obter suas próprias propriedades, tornar-se um cavaleiro de torneios, visitar Essos e lutar como um mercenário se quisesse. Poderia fazer quase tudo. Em vez disso, escolheu se juntar à Patrulha da Noite. E Waymar é muito bonito, Sansa Stark se apaixonou por ele à primeira vista:
Foi hóspede em Winterfell quando o filho foi para o Norte vestir o negro – tinha uma tênue lembrança de ter se apaixonado perdidamente por Sor Waymar.
(AFFC, Alayne I)
Gared e Will são um pouco menos ilustres. Will é um caçador furtivo apanhado por Lord Mallister e escolheu a Muralha em vez de perder a mão. Gared ingressou na Patrulha quando menino e é patrulheiro há quarenta anos. Senhor comandante Mormont fala muito bem deles.
Mormont pareceu quase não ouvi-lo. O velho aquecia as mãos no fogo.
Enviei Benjen Stark em busca do filho de Yohn Royce, perdido em sua primeira patrulha. O rapaz Royce estava verde como a grama de verão, mas insistiu na honra de seu próprio comando, dizendo que lhe era devido enquanto cavaleiro. Não desejei ofender o senhor seu pai e cedi. Enviei-o com dois homens que considerava dos melhores que temos na Patrulha. Mas fui tolo.
(AGOT Tyrion III)

A Missão

Agora que estamos mais familiarizados com esses patrulheiros, vamos abordar a explicação mais simples: que foi um encontro acidental entre os Outros e os patrulheiros. Talvez os Outros estivessem viajando pela floresta para se encontrar com Craster e acidentalmente encontraram três patrulheiros. Faz sentido. Os Outros e os patrulheiros são inimigos históricos. No entanto, existem grandes problemas nisso. O primeiro é quando Royce e companhia alcançam suas presas, os saqueadores já foram transformados em criaturas.
Prestou atenção à posição dos corpos?
Will encolheu os ombros.
Um par deles está sentado junto ao rochedo. A maioria está no chão. Parecem caídos.
Ou adormecidos – sugeriu Royce.
Caídos – insistiu Will. – Há uma mulher numa árvore de pau-ferro, meio escondida entre os galhos. Uma olhos-longos – ele abriu um tênue sorriso. – Assegurei-me de que não conseguiria me ver. Quando me aproximei, notei que ela também não se movia – e sacudiu-se por um estremecimento involuntário.
Está com frio? – perguntou Royce.
Um pouco – murmurou Will. – É o vento, senhor.
O jovem cavaleiro virou-se para seu grisalho homem de armas. Folhas pesadas de geada suspiravam ao passar por eles, e o corcel de batalha movia-se de forma inquieta.
Que lhe parece que possa ter matado aqueles homens, Gared? – perguntou Sor Waymar com ar casual, arrumando o longo manto de zibelina.
Foi o frio – disse Gared com uma certeza férrea. – Vi homens congelar no inverno passado e no outro antes desse, quando eu era pequeno.
Waymar, porém, percebe algo errado na avaliação de Gared. Está quente demais para a estação, tanto que o Muralha está derretendo ou "chorando".
Se Gared diz que foi o frio… – começou Will.
Você fez alguma vigia nesta última semana, Will?
Sim, senhor – nunca havia uma semana em que ele não fizesse uma maldita dúzia de vigias.
Aonde o homem queria chegar?
E em que estado encontrou a Muralha?
Úmida – Will respondeu, franzindo a sobrancelha. Agora que o nobre o fizera notar, via os fatos com clareza. – Eles não podem ter congelado. Se a Muralha está úmida, não podem. O frio não é suficiente.
Royce assentiu.
Rapaz esperto. Tivemos alguns frios passageiros na semana passada, e uma rápida nevasca de vez em quando, mas com certeza não houve nenhum frio suficientemente forte para matar oito homens adultos.
Os saqueadores morrem congelados com o tempo quente demais. Como leitores, sabemos que os Outros têm controle sobrenatural sobre o frio, indicando que eles são os assassinos. E então, quando Waymar e Will voltam, descobrem que os corpos desapareceram.
O coração parou em seu peito. Por um momento, não se atreveu a respirar. O luar brilhava acima da clareira, sobre as cinzas no buraco da fogueira, sobre o abrigo coberto de neve, sobre o grande rochedo e sobre o pequeno riacho meio congelado. Tudo estava como estivera algumas horas antes.
Eles não estavam lá. Todos os corpos tinham desaparecido.

A Armadilha

O curioso Waymar morde a isca e a armadilha foi ativada. Will, de seu ponto estratégico em cima de uma árvore, vê seus predadores desconhecidos emergirem da floresta. (AGOT, Prólogo)
Uma sombra emergiu da escuridão da floresta. Parou na frente de Royce. Era alta, descarnada e dura como ossos velhos, com uma carne pálida como leite. Sua armadura parecia mudar de cor quando se movia; aqui era tão branca como neve recém-caída, ali, negra como uma sombra, por todo o lado salpicada com o escuro cinza-esverdeado das árvores. Os padrões corriam como o luar na água a cada passo que dava.
Will ouviu a exalação sair de Sor Waymar Royce num longo silvo. [...]
Emergiram em silêncio, das sombras, gêmeos do primeiro. Três… quatro… cinco… Sor Waymar talvez tivesse sentido o frio que vinha com eles, mas não chegou a vê-los, não chegou a ouvi-los. Will tinha de chamá-lo. Era seu dever. E sua morte, se o fizesse. Estremeceu, abraçou a árvore e manteve o silêncio.
Os Outros armaram uma armadilha para esses patrulheiros e a puseram em ação, não foi um encontro casual. Eles estão apenas tentando matar todos os membros da Patrulha da Noite que puderem? Eu não acredito nisso. Will e Waymar são mortos na Floresta Assombrada, mas o terceiro corvo, Gared, consegue escapar dos Outros. Ele corre para o sul até ser pego pelos Starks e decapitado por Lorde Eddard por deserção.
Há seis Outros não feridos, camuflados e ansiosos para matar ali mesmo com ao menos dez criaturas (incluindo Waymar e Will) e eles deixam de perseguir Gared. Matá-lo seria fácil e rápido, e ainda assim eles não o fazem. Isso não aconteceria se eles estivesse apenas tentando empilhar corpos de patrulheiros.

Claro que Craster está envolvido

A única conclusão que resta é que todo o cenário não era uma armadilha para três homens da Patrulha da Noite, e sim uma armadilha para um patrulheiro em particular: Waymar Royce. Ele é escolhido pelos Outros para um duelo individual por sua vida. Mas por quê? Waymar não é nada de especial na Patrulha. Enquanto isso, Gared e Will são veteranos nas terras além da Muralha. Eles seriam os maiores prêmios, taticamente falando. Como os Outros sequer poderiam saber como procurar por Waymar?
Me perdoará por isso, se tiver lido minhas outras teorias, mas mais uma vez, a resposta é Craster. Waymar, Will e Gared passaram pelo menos uma noite na fortaleza de Craster enquanto rastreavam os selvagens saqueadores.
Lorde Mormont disse:
Ben andava à procura de Sor Waymar Royce, que tinha desaparecido com Gared e o jovem Will.
Sim, desses três me lembro. O fidalgo não era mais velho do que um destes cachorros. Orgulhoso demais para dormir debaixo do meu teto, aquele, com seu manto de zibelina e aço negro. Ainda assim, minhas mulheres ficaram de olho grande – olhou de soslaio a mais próxima das mulheres. – Gared disse que iam caçar salteadores. Eu lhe disse que com um comandante assim tão verde era melhor que não os pegassem. Gared não era mau para um corvo.
(ACOK Jon III)
Observa-se aqui que Craster só fala sobre Gared e Waymar, não sobre Will. E Will é um patrulheiro veterano, alguém que Craster provavelmente já conheceria, mas é deixado de fora. Craster lembra Waymar com riqueza de detalhes, concentrando-se em suas roupas finas e boa aparência. Craster se concentrou muito em Waymar, mas quando perguntado sobre para onde os patrulheiros estavam indo quando partiram, Craster responde (ACOK Jon III):
Quando Sor Waymar partiu, para onde se dirigiu?
Craster encolheu os ombros:
Acontece que tenho mais que fazer do que tratar das idas e vindas dos corvos.
Craster não tem coisas melhores para fazer, seus dias giram em torno de ficar bêbado e ser um humano terrível para com suas "esposas". E ele se contradiz, alegando não ter interesse nos patrulheiros ao mesmo tempo que discorre em detalhes sobre Royce. Dado o relacionamento muito próximo de Craster com os Outros (organizando um acordo em que ele dá seus filhos em troca de proteção), esse encontro casual foi o que deu início à cadeia de eventos que levaram à morte de Waymar. Craster viu algo importante em Waymar Royce, algo em que os Outros prestaram muita atenção e agiram de maneira dramática.

A aparência de um Stark

Vamos analisar rapidamente o que Craster poderia ter aprendido. Com suas próprias palavras, ele percebe que Waymar é de alto nascimento. Não é uma informação particularmente valiosa, existem muitos patrulheiros e membros da Patrulha bem nascidos e os Outros não criaram armadilhas individuais para eles até onde sabemos.
Ele poderia ter ficado sabendo que Waymar era da Casa Royce e do Vale. Não há outros homens dos Royces na Patrulha, mas há outro patrulheiro chamado Tim Stone, do Vale. Tim sobrevive à Grande Patrulha e ainda está vivo no final do Festim dos Corvos, então essa parece uma explicação improvável. Talvez ser Royce tenha feito os Outros ficarem atentos. Os Royces tem sangue de Primeiros Homens, uma casa antiga que remonta às brumas da história. Talvez algum tipo de rancor?
Existe algo em seu comportamento? Waymar é altivo e autoconfiante, repele as pessoas com uma atitude de superioridade. Isso aborreceu Craster, mas duvido que os Outros chegariam em força para acalmar um leve aborrecimento do gerente de fábrica de bebês. O quanto eles demonstram interesse em Waymar implica que o que Craster disse a eles foi uma informação suculenta e importante que o atraiu de forma intensa. O que nos resta é a aparência de Waymar (AGOT, Prólogo):
Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca.
Olhos cinzentos, esbeltos, graciosos. Esta é uma descrição que é usada apenas um capítulo depois com um personagem muito famoso (AGOT, Bran I):
Podia-se ver em seus olhos, Stark – os de Jon eram de um cinza tão escuro que pareciam quase negros, mas pouco havia que não vissem. Tinha a mesma idade que Robb, mas os dois não eram parecidos. Jon era esguio e escuro, enquanto Robb era musculoso e claro; este era gracioso e ligeiro; seu meio-irmão, forte e rápido.
Waymar se parece com Jon Snow. Os outros membros conhecidos da Casa Royce que não ficaram grisalhos (Myranda Royce e seus "espessos cachos cor de avelã" e Albar Royce e seus "ferozes suíças negras") têm cabelo preto ou marrom. É lógico que Waymar tambémteria dada a predominância de cabelos escuros nas famílias. A arte oficial dos fundos dos calendários confirma isso, com GRRM aprovando os cabelos pretos de Waymar. Mas Craster não conhece Jon Snow no momento, então por que a comparação importa? A resposta vem da primeira interação de Craster com Jon Snow (ACOK, Jon III):
Quem é este aí? – Craster perguntou, antes que Jon pudesse se afastar. – Tem o ar dos Stark.
É o meu intendente e escudeiro, Jon Snow.
Quer dizer então que é um bastardo? – Craster olhou Jon de cima a baixo. – Se um homem quer se deitar com uma mulher, parece que a devia tomar como esposa. É o que eu faço – enxotou Jon com um gesto. – Bom, corre a cuidar do seu serviço, bastardo, e vê se esse machado está bom e afiado, que não tenho serventia para aço cego.
Craster de relance reconhece Jon corretamente como tendo a aparência de um Stark. Ele não fala isso de novo com mais ninguém que conhece nos capítulos que aparece, ninguém menciona isso depois, é a única vez que Craster diz que alguém se parece com uma família em particular. Ele sabe que aparência os Starks devem ter, e isso é confirmado por outros personagens. Uma de suas características definidoras, mencionadas muitas vezes, são os olhos cinzentos.
Catelyn lembrando Brandon Stark (AGOT, Catelyn VII):
E seu prometido a olhou com os frios olhos cinzentos de um Stark e lhe prometeu poupar a vida do rapaz que a amava.
Jaime Lannister lembrando Ned Stark na época da rebelião (ASOS, Jaime VI):
Lembrou-se de Eddard Stark, percorrendo a cavalo todo o comprimento da sala do trono de Aerys, envolto em silêncio. Só seus olhos tinham falado; olhos de senhor, frios, cinzentos e cheios de julgamento.
Theon lembrando qual deveria ser a aparência de Arya. (ADWD, Fedor II)
Arya tinha os olhos do pai, os olhos cinzentos dos Stark. Uma garota da idade dela podia deixar o cabelo crescer, adicionar uns centímetros à altura, ver os seios aumentarem, mas não podia mudar a cor dos olhos.
Tyrion Lannister reconhece Jon como tendo a aparência Stark também (AGOT, Tyrion II):
O rapaz absorveu tudo aquilo em silêncio. Possuía o rosto dos Stark, mesmo que não tivesse o nome: comprido, solene, reservado, um rosto que nada revelava.
Pelo reconhecimento correto de Craster e dos monólogos internos de Tyrion e Catelyn, parecer um verdadeiro "Stark" significa que você deve ter olhos cinzentos, cabelos castanhos escuros ou pretos e um rosto longo e solene. Waymar Royce tem três destas quatro características. No entanto ele poderia ter todas, se você considerar o rosto de seu pai um indicativo do aspecto do rosto de Waymar (AFFC, Alayne I):
Os últimos a chegar foram os Royce, Lorde Nestor e Bronze Yohn. O Senhor de Pedrarruna era tão alto quanto Cão de Caça. Embora tivesse cabelos grisalhos e rugas no rosto, Lorde Yohn ainda parecia poder quebrar a maior parte dos homens mais novos como se fossem gravetos nas suas enormes mãos nodosas. Seu rosto vincado e solene trouxe de volta todas as memórias de Sansa do tempo que passara em Winterfell.
O mesmo rosto solene que você procuraria em um Stark. Seu rosto até a lembra de Winterfell e, presumivelmente, de seu pai. Acredito que foi isso que Craster viu em Waymar e que ele alertou os Outros a respeito. Ele tinha visto alguém que se parece muito com um Stark, de alto nascimento e jovem. Isso se encaixa em um perfil importante para os Outros, pois eles entram em ação, preparando sua armadilha para Waymar. Infelizmente, Waymar não é um Stark de verdade, mas ele parece próximo o suficiente para enganar Craster e os Outros.

O Royce na Pele de Lobo

No entanto, Craster não está totalmente errado sobre Waymar ser parecido com um Stark. Os Starks e Royces se casaram recentemente. Beron Stark, tetravô de Jon, casou-se com Lorra Royce. E sua neta, Jocelyn Stark, filha de William Stark e Melantha Blackwood, casou-se com Benedict Royce, dos Royces dos Portões da Lua. Via Catelyn descobrimos onde no Vale seus filhos se casaram:
O pai do seu pai não tinha irmãos, mas o pai dele tinha uma irmã que se casou com um filho mais novo de Lorde Raymar Royce, do ramo menor da casa. Eles tiveram três filhas, todas as quais casaram com fidalgos do Vale. Um Waynwood e um Corbray comc erteza. A mais nova... pode ter sido um Templeton, mas...
(ASOS Catelyn V)
Este é o ramo errado da casa Royce, no entanto, suas filhas todas se casaram com outras famílias nobres, tornando possível que o sangue Stark chegasse, através de casamentos políticos, ao ramo principal da família e Waymar. Sabemos muito pouco sobre a árvore genealógica Royce para além dos membros atuais, nem sabemos o nome ou a casa da esposa de Yohn Royce.
No meu vídeo The Wild Wolves: The Children of Brandon Stark , proponho que Waymar seja realmente um bastardo secreto dos Stark na casa Royce. Há uma quantidade razoável de conexões entre o Lobo Selvagem e Waymar, particularmente sua coragem e sua busca por aventura. Se essa teoria fosse verdadeira, fortaleceria o raciocínio por trás do ataque dos Outros a Waymar, pois ele pode ser um Stark em tudo menos no nome. Você pode imaginar que, enquanto Waymar, Will e Gared estavam andando pela Floresta Assombrada, os Outros seguiam silenciosamente, inspecionando Waymar de longe e ficando excitados por terem encontrado quem procuravam. Talvez eles pudessem sentir o cheiro do sangue do lobo nele.
É minha conclusão que Waymar Royce foi morto pelos Outros por engano, devido às informações incorretas de seu batedor de reconhecimento Stark (Craster). Waymar foi morto por não ser o cara certo. Mas a partir da armadilha e da situação que os Outros criaram, podemos descobrir quem eles esperavam encontrar.

O teste e o ritual

Primeiro, eles montam uma armadilha elaborada usando criaturas para enganar os patrulheiros. A partir disso, podemos concluir que eles esperavam que seu alvo fosse muito cauteloso e inteligente. Caso contrário, eles poderiam simplesmente encontrá-los à noite e se esgueirar para matar. Eles acreditavam que precisavam prender os Stark que estavam caçando.
Segundo, o número de Outros que aparecem. Seis outros aparecem, uma grande quantidade deles para uma disputa que ser espadachins aparentemente experientes. Mais tarde na história, os Outros apenas enviam um para matar pelo menos três membros da Patrulha da Noite, mas Sam o mata com uma adaga de obsidiana. Para Waymar, eles enviam seis. Se você quer alguém para assistir ao duelo, você envia um ou dois extras. Outros cinco implicam que a pessoa que você duelará terá muito sucesso. Você está prevendo que essa pessoa provavelmente matará vários Outros antes que a luta termine. Eles o temem e o respeitam. No entanto, eles descobrem que essas suposições não são verdadeiras. Primeiro, eles verificam a espada de Waymar quando ele a levanta, quase que temendo-a.
Sor Waymar enfrentou o inimigo com bravura.
Neste caso, dance comigo.
Ergueu a espada bem alto, acima da cabeça, desafiador. As mãos tremiam com o peso da arma, ou talvez devido ao frio. Mas naquele momento, pensou Will, Sor Waymar já não era um rapaz, e sim um homem da Patrulha da Noite. O Outro parou. Will viu seus olhos, azuis, mais profundos e mais azuis do que quaisquer olhos humanos, de um azul que queimava como gelo. Will fixou-se na espada que estremecia, erguida, e observou o luar que corria, frio, ao longo do metal. Durante um segundo, atreveu-se a ter esperança.
Quando estão certos de que a espada não está prestes a explodir em chamas como Luminífera, eles seguem em frente e testam suas habilidades com a lâmina.
Então, o golpe de Royce chegou um pouco tarde demais. A espada cristalina trespassou a cota de malha por baixo de seu braço. O jovem senhor gritou de dor. Sangue surgiu por entre os aros, jorrando no ar frio, e as gotas pareciam vermelhas como fogo onde tocavam a neve. Os dedos de Sor Waymar tocaram o flanco. Sua luva de pele de toupeira veio empapada de vermelho.
O Outro disse qualquer coisa numa língua que Will não conhecia; sua voz era como o quebrar do gelo num lago de inverno, e as palavras, escarnecedoras.
(AGOT, Prólogo):
O Outro acerta um golpe, e você quase pode dizer o que ele está dizendo. "Esse cara não deveria ser um lutador incrível?" Então eles executam outro teste
Quando as lâminas se tocaram, o aço despedaçou-se.
Um grito ecoou pela noite da floresta, e a espada quebrou-se numa centena de pedaços, espalhando os estilhaços como uma chuva de agulhas. Royce caiu de joelhos, guinchando, e cobriu os olhos. Sangue jorrou-lhe por entre os dedos.
Os observadores aproximaram-se uns dos outros, como que em resposta a um sinal. Espadas ergueram-se e caíram, tudo num silêncio mortal.
Era um assassinato frio. As lâminas pálidas atravessaram a cota de malha como se fosse seda. Will fechou os olhos. Muito abaixo, ouviu as vozes e os risos, aguçados como pingentes.
(AGOT, Prólogo)
O sinal da morte de Waymar é que sua espada se quebra no frio. Eles esperam que Waymar tenha uma espada que resista a seus ataques frios, pelo menos de aço valiriano. Quando sua espada não o resiste, eles estão convencidos de que Waymar não é quem eles querem e o matam.
Vale a pena prestar muita atenção em quão estranhos esses comportamentos são baseados em como os Outros atacam, como evidenciado mais adiante na história. Em seu ataque ao Punho dos Primeiros Homens, não há Outros à vista, eles usam exclusivamente criaturas. Da mesma forma, eles usam criaturas para expulsar Sam e Gilly do motim na fortaleza de Craster. Quando Sam mata um com sua adaga de obsidiana, apenas um Outro considera uma luta fácil encarar três homens da Patrulha da Noite. Na tentativa de matar Jeor Mormont e Jeremy Rykker, esta missão é dada a duas criaturas sozinhas.
Eles operam como fantasmas, matando nas sombras em sua camuflagem gelada e deixando seus fantoches fazerem seu trabalho sujo. Mas aqui eles abandonam totalmente seu comportamento furtivo. Isso implica que isso foi incrivelmente importante para eles, e a organização parece um ritual ou cerimônia de algum tipo.
Há mais uma coisa em que os Outros têm seus olhos treinados. Depois que Waymar recebe seu ferimento, seu sangue começa a escorrer para a luva e depois sangra abertamente do lado dele. O que está acontecendo até agora pode ser apenas um caso de identificação incorreta de Stark por Craster. Esse detalhe, no entanto, nos dá uma imagem muito diferente. Isso nos diz que eles estão procurando Jon Snow sem saber o nome dele. Deixe-me explicar.
No final de A Dança dos Dragões, Jon é morto por seus irmãos da Patrulha da Noite e sente o frio da morte sobre ele. No programa de TV, Jon é ressuscitado por Melisandre praticamente a mesma pessoa que ele era, com algumas cicatrizes retorcidas. O mesmo vale para Beric Dondarrion, cujos próprios retornos da morte servem como preparação para Jon. Em uma entrevista à Time Magazine, George conta uma história muito diferente sobre como o corpo de Beric funciona.
[…] o pobre Beric Dondarrion, que serviu de prenúncio [foreshadowing] de tudo isso, toda vez que ele é um pouco menos Beric. Suas memórias estão desaparecendo, ele tem todas aquelas cicatrizes, está se tornando cada vez mais hediondo, porque ele não é mais um ser humano vivo. Seu coração não está batendo, seu sangue não está fluindo em suas veias, ele é uma criatura [wight], mas uma criatura animado pelo fogo, e não pelo gelo, e agora estamos voltando a toda essa coisa de fogo e gelo.
Isso é parecido com o que o personagem conhecido como Mãos-Frias diz a Bran, que tem isso a dizer sobre sua própria versão dos mortos-vivos e como seu corpo se saiu.
O cavaleiro olhou as mãos, como se nunca as tivesse notado antes.
Assim que o coração para de bater, o sangue do homem corre para as extremidades, onde engrossa e congela. – Sua voz falhava na garganta, tão fina e fraca como ele. – As mãos e os pés incham e ficam negros como chouriço. O resto dele torna-se branco como leite.
(ADWD, Bran I)
O que estão nos mostrando é que, após a ressurreição, os corpos dessas pessoas estão sendo mantidos em um estado de animação suspensa. Eles não bombeiam mais sangue, raramente precisam de comida ou sono, podem até não envelhecer. Quando o sangue bombeia quente do flanco de Waymar, os Outros podem ver que ele não está morto-vivo, como Jon provavelmente estará nos próximos livros.
Some todos esses indícios. Eles estavam procurando por uma espada que fosse resistente à sua magia, certamente aço valiriano como a espada Garralonga que Jon Snow empunha. Eles querem um jovem de cabelos escuros, longos traços faciais e olhos cinzentos de um Stark. Novamente um sinal fúnebre para Jon Snow. Eles querem alguém cujo sangue não flua mais quente. Isso nos dá um indício de que, no futuro, Jon estará sendo procurado por ele; passada sua morte e ressurreição na Muralha.

Um destino escrito em gelo e fogo

Como poderia ser assim? Como os Outros poderiam saber quem é Jon, como ele é e por que ele é importante para eles? A chave para o mistério é o fato de que os Outros foram feitos pelos Filhos da Floresta, e toda a linguagem simbólica e descritiva ao seu redor indica que eles vêm e extraem poderes dos Bosques. E sabemos o que isso significa: visão verde e sonhos verdes. Ou visão de gelo. Semelhante ao que vemos em personagens como Bran, Jojen, Melisandre, Cara-Malhada e muito mais. Acesso a um mundo de sonhos sem tempo com características altamente simbólicas. Como exemplo, é assim que Jojen interpreta Bran em seus sonhos.
Os olhos de Jojen eram da cor do musgo, e às vezes, quando se fixavam, pareciam estar vendo alguma outra coisa. Como acontecia agora.
Sonhei com um lobo alado preso à terra por correntes de pedra cinza – ele disse. – Era um sonho verde, por isso soube que era verdade. Um corvo estava tentando quebrar suas correntes com bicadas, mas a pedra era dura demais, e seu bico só conseguia arrancar lascas.
(ACOK, Bran IV)
A natureza incerta do mundo dos sonhos verdes torna perfeitamente compreensível como os Outros poderiam confundir Waymar com Jon. Eles podem tê-lo visto apenas em flashes, seu rosto obscurecido, seu nome desconhecido, seu período exato incerto. Lembre-se de quantos problemas os Targaryens, valirians, Melisandre e muitos outros tentaram adivinhar quando o Príncipe prometido chegaria, interpretando a estrela que sangrava e o nascimento em meio a sal e fumaça "criativamente" ao longo de sua história. Os Outros podem estar fazendo a mesma coisa com quem vêem no futuro, e há um sonho em particular que pode aterrorizá-los. O sonho de Jon.
Flechas incendiárias assobiaram para cima, arrastando línguas de fogo. Irmãos espantalhos caíram, seus mantos negros em chamas. Snow, uma águia gritou, enquanto inimigos escalavam o gelo como aranhas. Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
O mundo se dissolveu em uma névoa vermelha. Jon esfaqueava, fatiava e cortava. Atingiu Donal Noye e tirou as vísceras de Dick Surdo Follard. Qhorin Meia-Mão caiu de joelhos, tentando, em vão, estancar o fluxo de sangue do pescoço.
Sou o Senhor de Winterfell – Jon gritou. Robb estava diante dele agora, o cabelo molhado com neve derretida. Garralonga cortou sua cabeça fora.
(ADWD, Jon XII)
Jon vestido com uma armadura de gelo empunhando uma espada flamejante, lutando sozinho contra as hordas de mortos-vivos, matando repetidas vezes sua própria família, entes queridos e irmãos. Essa pessoa seria sem dúvida um problema para os Outros. Ou eles podem ter visto a visão igualmente aterrorizante de Melisandre sobre Jon.
As chamas crepitavam suavemente, e em seu crepitar ela ouviu uma voz sussurrando o nome de Jon Snow. Seu rosto comprido flutuou diante dela, delineado em chamas vermelhas e laranja, aparecendo e desaparecendo novamente, meio escondido atrás de uma cortina esvoaçante. Primeiro ele era um homem, depois um lobo, no fim um homem novamente. Mas as caveiras estavam ali também, as caveiras estavam todas ao redor dele.
(ADWD, Melisandre I)
Jon e Waymar também incorporam traços clássicos do Último Herói, a pessoa que de alguma forma terminou a Longa Noite. Waymar até parece animado quando percebe que os invasores podem ter sido mortos pelos Outros. Conforme a Velha Ama,
[…] o último herói decidiu procurar os filhos da floresta, na esperança de que sua antiga magia pudesse reconquistar aquilo que os exércitos dos homens tinham perdido. Partiu para as terras mortas com uma espada, um cavalo, um cão e uma dúzia de companheiros. Procurou durante anos, até perder a esperança de chegar algum dia a encontrar os filhos da floresta em suas cidades secretas. Um por um os amigos morreram, e também o cavalo, e por fim até o cão, e sua espada congelou tanto que a lâmina se quebrou quando tentou usá-la. E os Outros cheiraram nele o sangue quente e seguiram-lhe o rastro em silêncio, perseguindo-o com matilhas de aranhas brancas, grandes como cães de caça…
(AGOT, Bran IV)
A missão Outros pode ser tão simples quanto garantir que o Último Herói nunca chegue aos Filhos da Floresta novamente, que não haverá salvação para os homens desta vez. Eles também cercaram a caverna de Corvo de Sangue, talvez como mais uma defesa contra o Herói que se aproximava deles. Enquanto os humanos consideram o Último Herói como uma lenda de grandes realizações, para os Outros ele seria o Grande Outro, a versão deles do Rei da Noite. Um demônio que acabou com suas ambições, um monstro com uma espada que os destrói com um toque e é incansável, destemido. Faz sentido que, se pensassem que haviam encontrado essa pessoa, eles trariam um grande número de si mesmos para o duelo. É o medo que os fez ser tão cautelosos com Waymar. Medo de terem encontrado seu verdadeiro inimigo mais uma vez. O demônio da estrela que sangra, um monstro feito de fumaça e sal com uma espada flamejante.
E a pergunta permanece: quando eles finalmente encontrarem essa pessoa, o que farão com ela? Vimos alguém falhar nos testes, que teve uma morte rápida e brutal. E se ocorrer um sucesso? Eles vão matá-lo de novo? Manterão Jon refém? Irão convertê-lo em seu novo rei do inverno? Desfilarão seu corpo eterno na frente de seus exércitos? Ainda podemos descobrir quando os Ventos do Inverno soprarem e o lobo branco finalmente uive.
TL;DR - Waymar foi morto porque Craster o achou muito parecido com um jovem e bem nascido patrulheiro Stark, um perfil que combina com Jon Snow. Os Outros podem até estar procurando especificamente Jon Snow por visões ou sonhos verdes com o mesmo empenho com que o mundo dos vivos está procurando por Azor Ahai e o Príncipe Prometido.
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2020.07.23 10:09 diplohora Mes estudos para o CACD - Bruno Pereira Rezende

Livro do diplomata Bruno Pereira Rezende
INTRODUÇÃO
📷📷Desde quando comecei os estudos para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), li dezenas de recomendações de leituras, de guias de estudos extraoficiais, de dicas sobre o concurso, sobre cursinhos preparatórios etc. Sem dúvida, ter acesso a tantas informações úteis, vindas de diversas fontes, foi fundamental para que eu pudesse fazer algumas escolhas certas em minha preparação, depois de algumas vacilações iniciais. Mesmo assim, além de a maioria das informações ter sido conseguida de maneira dispersa, muitos foram os erros que acho que eu poderia haver evitado. Por isso, achei que poderia ser útil reunir essas informações que coletei, adicionando um pouco de minha experiência com os estudos preparatórios para o CACD neste documento.
Além disso, muitas pessoas, entre conhecidos e desconhecidos, já vieram me pedir sugestões de leituras, de métodos de estudo, de cursinhos preparatórios etc., e percebi que, ainda que sempre houvesse alguma diferenciação entre as respostas, eu acabava repetindo muitas coisas. É justamente isso o que me motivou a escrever este documento – que, por não ser (nem pretender ser) um guia, um manual ou qualquer coisa do tipo, não sei bem como chamá-lo, então fica como “documento” mesmo, um relato de minhas experiências de estudos para o CACD. Espero que possa ajudar os interessados a encontrar, ao menos, uma luz inicial para que não fiquem tão perdidos nos estudos e na preparação para o concurso.
Não custa lembrar que este documento representa, obviamente, apenas a opinião pessoal do autor, sem qualquer vínculo com o Ministério das Relações Exteriores, com o Instituto Rio Branco ou com o governo brasileiro. Como já disse, também não pretendo que seja uma espécie de guia infalível para passar no concurso. Além disso, o concurso tem sofrido modificações frequentes nos últimos anos, então pode ser que algumas coisas do que você lerá a seguir fiquem ultrapassadas daqui a um ou dois concursos. De todo modo, algumas coisas são básicas e podem ser aplicadas a qualquer situação de prova que vier a aparecer no CACD, e é necessário ter o discernimento necessário para aplicar algumas coisas do que falarei aqui a determinados contextos. Caso você tenha dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade e envie-as para [[email protected] ](mailto:[email protected])(se, por acaso, você tiver outro email meu, prefiro que envie para este, pois, assim, recebo tudo mais organizado em meu Gmail). Se tiver comentários ou correções acerca deste material, peço, por favor, que também envie para esse email, para que eu possa incluir tais sugestões em futura revisão do documento.
Além desta breve introdução e de uma também brevíssima conclusão, este documento tem quatro partes. Na primeira, trato, rapidamente, da carreira de Diplomata: o que faz, quanto ganha, como vai para o exterior etc. É mais uma descrição bem ampla e rápida, apenas para situar quem, porventura, estiver um pouco mais perdido. Se não estiver interessado, pode pular para as partes seguintes, se qualquer prejuízo para seu bom entendimento. Na segunda parte, trato do concurso: como funciona, quais são os pré-requisitos para ser diplomata, quais são as fases do concurso etc. Mais uma vez, se não interessar, pule direto para a parte seguinte. Na parte três, falo sobre a preparação para o concurso (antes e durante), com indicações de cursinhos, de professores particulares etc. Por fim, na quarta parte, enumero algumas sugestões de leituras (tanto próprias quanto coletadas de diversas fontes), com as devidas considerações pessoais sobre cada uma. Antes de tudo, antecipo que não pretendo exaurir toda a bibliografia necessária para a aprovação, afinal, a cada ano, o concurso cobra alguns temas específicos. O que fiz foi uma lista de obras que auxiliaram em minha preparação (e, além disso, também enumerei muitas sugestões que recebi, mas não tive tempo ou vontade de ler – o que também significa que, por mais interessante que seja, você não terá tempo de ler tudo o que lhe recomendam por aí, o que torna necessário é necessário fazer algumas escolhas; minha intenção é auxiliá-lo nesse sentido, na medida do possível).
Este documento é de uso público e livre, com reprodução parcial ou integral autorizada, desde que citada a fonte. Sem mais, passemos ao que interessa.
Parte I – A Carreira de Diplomata
INTRODUÇÃO
Em primeiro lugar, rápida apresentação sobre mim. Meu nome é Bruno Rezende, tenho 22 anos e fui aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) de 2011. Sou graduado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (turma LXII, 2007-20110), e não tinha certeza de que queria diplomacia até o meio da universidade. Não sei dizer o que me fez escolher a diplomacia, não era um sonho de infância ou coisa do tipo, e não tenho familiares na carreira. Acho que me interessei por um conjunto de aspectos da carreira. Comecei a preparar-me para o CACD em meados de 2010, assunto tratado na Parte III, sobre a preparação para o concurso.
Para maiores informações sobre o Ministério das Relações Exteriores (MRE), sobre o Instituto Rio Branco (IRBr), sobre a vida de diplomata etc., você pode acessar os endereços:
- Página do MRE: http://www.itamaraty.gov.b
- Página do IRBr: http://www.institutoriobranco.mre.gov.bpt-b
- Canal do MRE no YouTube: http://www.youtube.com/mrebrasil/
- Blog “Jovens Diplomatas”: http://jovensdiplomatas.wordpress.com/
- Comunidade “Coisas da Diplomacia” no Orkut (como o Orkut está ultrapassado, procurei reunir todas as informações úteis sobre o concurso que encontrei por lá neste documento, para que vocês não tenham de entrar lá, para procurar essas informações):
http://www.orkut.com.bMain#Community?cmm=40073
- Comunidade “Instituto Rio Branco” no Facebook: http://www.facebook.com/groups/institutoriobranco/
Com certeza, há vários outros blogs (tanto sobre a carreira quanto sobre a vida de diplomata), mas não conheço muitos. Se tiver sugestões, favor enviá-las para [[email protected].](mailto:[email protected])
Além disso, na obra O Instituto Rio Branco e a Diplomacia Brasileira: um estudo de carreira e socialização (Ed. FGV, 2007), a autora Cristina Patriota de Moura relata aspectos importantes da vida diplomática daqueles que ingressam na carreira. Há muitas informações desatualizadas (principalmente com relação ao concurso), mas há algumas coisas interessantes sobre a carreira, e o livro é bem curto.
A DIPLOMACIA E O TRABALHO DO DIPLOMATA
Com a intensificação das relações internacionais contemporâneas e com as mudanças em curso no contexto internacional, a demanda de aprimoramento da cooperação entre povos e países tem conferido destaque à atuação da diplomacia. Como o senso comum pode indicar corretamente, o
diplomata é o funcionário público que lida com o auxílio à Presidência da República na formulação da política externa brasileira, com a condução das relações da República Federativa do Brasil com os demais países, com a representação brasileira nos fóruns e nas organizações internacionais de que o país faz parte e com o apoio aos cidadãos brasileiros residentes ou em trânsito no exterior. Isso todo mundo que quer fazer o concurso já sabe (assim espero).
Acho que existem certos mitos acerca da profissão de diplomata. Muitos acham que não irão mais pagar multa de trânsito, que não poderão ser presos, que nunca mais pegarão fila em aeroporto etc. Em primeiro lugar, não custa lembrar que as imunidades a que se referem as Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e sobre Relações Consulares só se aplicam aos diplomatas no exterior (e nos países em que estão acreditados). No Brasil, os diplomatas são cidadãos como quaisquer outros. Além disso, imunidade não é sinônimo de impunidade, então não ache que as imunidades são as maiores vantagens da vida de um diplomata. O propósito das imunidades é apenas o de tornar possível o trabalho do diplomata no exterior, sem empecilhos mínimos que poderiam obstar o bom exercício da profissão. Isso não impede que diplomatas sejam revistados em aeroportos, precisem de vistos, possam ser julgados, no Brasil, por crimes cometidos no exterior etc.
Muitos também pensam que irão rodar o mundo em primeira classe, hospedar-se em palácios suntuosos, passear de iate de luxo no Mediterrâneo e comer caviar na cerimônia de casamento do príncipe do Reino Unido. Outros ainda acham que ficarão ricos, investirão todo o dinheiro que ganharem na Bovespa e, com três anos de carreira, já estarão próximos do segundo milhão. Se você quer ter tudo isso, você está no concurso errado, você precisa de um concurso não para diplomata, mas para marajá. Obviamente, não tenho experiência suficiente na carreira para dizer qualquer coisa, digo apenas o que já li e ouvi de diversos comentários por aí. É fato que há carreiras públicas com salários mais altos. Logo, se você tiver o sonho de ficar rico com o salário de servidor público, elas podem vir a ser mais úteis nesse sentido. Há não muito tempo, em 2006, a remuneração inicial do Terceiro-Secretário (cargo inicial da carreira de diplomata), no Brasil, era de R$ 4.615,53. Considerando que o custo de vida em Brasília é bastante alto, não dava para viver de maneira tão abastada, como alguns parecem pretender. É necessário, entretanto, notar que houve uma evolução significativa no aspecto salarial, nos últimos cinco anos (veja a seç~o seguinte, “Carreira e Salrios). De todo modo, já vi vários diplomatas com muitos anos de carreira dizerem: “se quiser ficar rico, procure outra profissão”. O salário atual ajuda, mas não deve ser sua única motivação.
H um texto ótimo disponível na internet: “O que é ser diplomata”, de César Bonamigo, que reproduzo a seguir.
O Curso Rio Branco, que frequentei em sua primeira edição, em 1998, pediu-me para escrever sobre o que é ser diplomata. Tarefa difícil, pois a mesma pergunta feita a diferentes diplomatas resultaria, seguramente, em respostas diferentes, umas mais glamourosas, outras menos, umas ressaltando as vantagens, outras as desvantagens, e não seria diferente se a pergunta tratasse de outra carreira qualquer. Em vez de falar de minhas impressões pessoais, portanto, tentarei, na medida do possível, reunir observações tidas como “senso comum” entre diplomatas da minha geraç~o.
Considero muito importante que o candidato ao Instituto Rio Branco se informe sobre a realidade da carreira diplomática, suas vantagens e desvantagens, e que dose suas expectativas de acordo. Uma expectativa bem dosada não gera desencanto nem frustração. A carreira oferece um pacote de coisas boas (como a oportunidade de conhecer o mundo, de atuar na área política e econômica, de conhecer gente interessante etc.) e outras não tão boas (uma certa dose de burocracia, de hierarquia e dificuldades no equacionamento da vida familiar). Cabe ao candidato inferir se esse pacote poderá ou não fazê-lo feliz.
O PAPEL DO DIPLOMATA
Para se compreender o papel do diplomata, vale recordar, inicialmente, que as grandes diretrizes da política externa são dadas pelo Presidente da República, eleito diretamente pelo voto popular, e pelo Ministro das Relações Exteriores, por ele designado. Os diplomatas são agentes políticos do Governo, encarregados da implementação dessa política externa. São também servidores públicos, cuja função, como diz o nome, é servir, tendo em conta sua especialização nos temas e funções diplomáticos.
Como se sabe, é função da diplomacia representar o Brasil perante a comunidade internacional. Por um lado, nenhum diplomata foi eleito pelo povo para falar em nome do Brasil. É importante ter em mente, portanto, que a legitimidade de sua ação deriva da legitimidade do Presidente da República, cujas orientações ele deve seguir. Por outro lado, os governos se passam e o corpo diplomático permanece, constituindo elemento importante de continuidade da política externa brasileira. É tarefa essencial do diplomata buscar identificar o “interesse nacional”. Em negociações internacionais, a diplomacia frequentemente precisa arbitrar entre interesses de diferentes setores da sociedade, não raro divergentes, e ponderar entre objetivos econômicos, políticos e estratégicos, com vistas a identificar os interesses maiores do Estado brasileiro.
Se, no plano externo, o Ministério das Relações Exteriores é a face do Brasil perante a comunidade de Estados e Organizações Internacionais, no plano interno, ele se relaciona com a Presidência da República, os demais Ministérios e órgãos da administração federal, o Congresso, o Poder Judiciário, os Estados e Municípios da Federação e, naturalmente, com a sociedade civil, por meio de Organizações Não Governamentais (ONGs), da Academia e de associações patronais e trabalhistas, sempre tendo em vista a identificação do interesse nacional.
O TRABALHO DO DIPLOMATA
Tradicionalmente, as funções da diplomacia são representar (o Estado brasileiro perante a comunidade internacional), negociar (defender os interesses brasileiros junto a essa comunidade) e informar (a Secretaria de Estado, em Brasília, sobre os temas de interesse brasileiro no mundo). São também funções da diplomacia brasileira a defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior, o que é feito por meio da rede consular, e a promoção de interesses do País no exterior, tais como interesses econômico-comerciais, culturais, científicos e tecnológicos, entre outros.
No exercício dessas diferentes funções, o trabalho do diplomata poderá ser, igualmente, muito variado. Para começar, cerca de metade dos mil1 diplomatas que integram o Serviço Exterior atua no Brasil, e a outra metade nos Postos no exterior (Embaixadas, Missões, Consulados e Vice-Consulados). Em Brasília, o diplomata desempenha funções nas áreas política, econômica e administrativa, podendo cuidar de temas tão diversos quanto comércio internacional, integração regional (Mercosul), política bilateral (relacionamento do Brasil com outros países e blocos), direitos humanos, meio ambiente ou administração física e financeira do Ministério. Poderá atuar, ainda, no Cerimonial (organização dos encontros entre autoridades brasileiras e estrangeiras, no Brasil e no exterior) ou no relacionamento do Ministério com a sociedade (imprensa, Congresso, Estados e municípios, Academia, etc.).
No exterior, também, o trabalho dependerá do Posto em questão. As Embaixadas são representações do Estado brasileiro junto aos outros Estados, situadas sempre nas capitais, e desempenham as funções tradicionais da diplomacia (representar, negociar, informar), além de promoverem o Brasil junto a esses Estados. Os Consulados, Vice-Consulados e setores consulares de Embaixadas podem situar-se na capital do país ou em outra cidade onde haja uma comunidade brasileira expressiva. O trabalho nesses Postos é orientado à defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior. Nos Postos multilaterais (ONU, OMC, FAO, UNESCO, UNICEF, OEA etc.), que podem ter natureza política, econômica ou estratégica, o trabalho envolve, normalmente, a representação e a negociação dos interesses nacionais.
O INGRESSO NA CARREIRA
A carreira diplomática se inicia, necessariamente, com a aprovação no concurso do Instituto Rio Branco (Informações sobre o concurso podem ser obtidas no site http://www2.mre.gov.birbindex.htm). Para isso, só conta a competência – e, talvez, a sorte – do candidato. Indicações políticas não ajudam.
AS REMOÇÕES
Após os dois anos de formação no IRBr , o diplomata trabalhará em Brasília por pelo menos um ano. Depois, iniciam-se ciclos de mudança para o exterior e retornos a Brasília. Normalmente, o diplomata vai para o exterior, onde fica três anos em um Posto, mais três anos em outro Posto, e retorna a Brasília, onde fica alguns anos, até o início de novo ciclo. Mas há espaço para flexibilidades. O diplomata poderá sair para fazer um Posto apenas, ou fazer três Postos seguidos antes de retornar a Brasília. Isso dependerá da conveniência pessoal de cada um. Ao final da carreira, o diplomata terá passado vários anos no exterior e vários no Brasil, e essa proporção dependerá essencialmente das escolhas feitas pelo próprio diplomata. Para evitar que alguns diplomatas fiquem sempre nos “melhores Postos” – um critério, aliás, muito relativo – e outros em Postos menos privilegiados, os Postos no exterior estão divididos em [quatro] categorias, [A, B, C e D], obedecendo a critérios não apenas de qualidade de vida, mas também geográficos, e é seguido um sistema de rodízio: após fazer um Posto C, por exemplo, o diplomata terá direito a fazer um Posto A [ou B], e após fazer um Posto A, terá que fazer um Posto [B, C ou D].
AS PROMOÇÕES
Ao tomar posse no Serviço Exterior, o candidato aprovado no concurso torna-se Terceiro-Secretário. É o primeiro degrau de uma escalada de promoções que inclui, ainda, Segundo-Secretário, Primeiro-
-Secretário, Conselheiro, Ministro de Segunda Classe (costuma-se dizer apenas “Ministro”) e Ministro de Primeira Classe (costuma-se dizer apenas “Embaixador”), nessa ordem. Exceto pela primeira promoção, de Terceiro para Segundo-Secretário, que se dá por tempo (quinze Terceiros Secretários são promovidos a cada semestre), todas as demais dependem do mérito, bem como da articulação política do diplomata. Nem todo diplomata chega a Embaixador. Cada vez mais, a competição na carreira é intensa e muitos ficam no meio do caminho. Mas, não se preocupem e também não se iludam: a felicidade não está no fim, mas ao longo do caminho!
DIRECIONAMENTO DA CARREIRA
Um questionamento frequente diz respeito à possibilidade de direcionamento da carreira para áreas específicas. É possível, sim, direcionar uma carreira para um tema (digamos, comércio internacional, direitos humanos, meio ambiente etc.) ou mesmo para uma região do mundo (como a Ásia, as Américas ou a África, por exemplo), mas isso não é um direito garantido e poderá não ser sempre possível. É preciso ter em mente que a carreira diplomática envolve aspectos políticos, econômicos e administrativos, e que existem funções a serem desempenhadas em postos multilaterais e bilaterais em todo o mundo, e n~o só nos países mais “interessantes”. Diplomatas est~o envolvidos em todas essas variantes e, ao longo de uma carreira, ainda que seja possível uma certa especialização, é provável que o diplomata, em algum momento, atue em áreas distintas daquela em que gostaria de se concentrar.
ASPECTOS PRÁTICOS E PESSOAIS
É claro que a vida é muito mais que promoções e remoções, e é inevitável que o candidato queira saber mais sobre a carreira que o papel do diplomata. Todos precisamos cuidar do nosso dinheiro, da saúde, da família, dos nossos interesses pessoais. Eu tentarei trazem um pouco de luz sobre esses aspectos.
DINHEIRO
Comecemos pelo dinheiro, que é assunto que interessa a todos. Em termos absolutos, os diplomatas ganham mais quando estão no exterior do que quando estão em Brasília. O salário no exterior, no entanto, é ajustado em função do custo de vida local, que é frequentemente maior que no Brasil. Ou seja, ganha-se mais, mas gasta-se mais. Se o diplomata conseguirá ou não economizar dependerá i) do salário específico do Posto , ii) do custo de vida local, iii) do câmbio entre a moeda local e o dólar, iv) do fato de ele ter ou não um ou mais filhos na escola e, principalmente, v) de sua propensão ao consumo. Aqui, não há regra geral. No Brasil, os salários têm sofrido um constante desgaste, especialmente em comparação com outras carreiras do Governo Federal, frequentemente obrigando o diplomata a economizar no exterior para gastar em Brasília, se quiser manter seu padrão de vida. Os diplomatas, enfim, levam uma vida de classe média alta, e a certeza de que não se ficará rico de verdade é compensada pela estabilidade do emprego (que não é de se desprezar, nos dias de hoje) e pela expectativa de que seus filhos (quando for o caso) terão uma boa educação, mesmo para padrões internacionais.
SAÚDE
Os diplomatas têm um seguro de saúde internacional que, como não poderia deixar de ser, tem vantagens e desvantagens. O lado bom é que ele cobre consultas com o médico de sua escolha, mesmo que seja um centro de excelência internacional. O lado ruim é que, na maioria das vezes, é preciso fazer o desembolso (até um teto determinado) para depois ser reembolsado, geralmente em 80% do valor, o que obriga o diplomata a manter uma reserva financeira de segurança.
FAMÍLIA : O CÔNJUGE
Eu mencionei, entre as coisas n~o t~o boas da carreira, “dificuldades no equacionamento da vida familiar”. A primeira dificuldade é o que fará o seu cônjuge (quando for o caso) quando vocês se mudarem para Brasília e, principalmente, quando forem para o exterior. Num mundo em que as famílias dependem, cada vez mais, de dois salários, equacionar a carreira do cônjuge é um problema recorrente. Ao contrário de certos países desenvolvidos, o Itamaraty não adota a política de empregar ou pagar salários a cônjuges de diplomatas. Na prática, cada um se vira como pode. Em alguns países é possível trabalhar. Fazer um mestrado ou doutorado é uma opção. Ter filhos é outra...
Mais uma vez, não há regra geral, e cada caso é um caso. O equacionamento da carreira do cônjuge costuma afetar principalmente – mas não apenas – as mulheres, já que, por motivos culturais, é mais comum o a mulher desistir de sua carreira para seguir o marido que o contrário2.
CASAMENTO ENTRE DIPLOMATAS
Os casamentos entre diplomatas não são raros. É uma situação que tem a vantagem de que ambos têm uma carreira e o casal tem dois salários. A desvantagem é a dificuldade adicional em conseguir que ambos sejam removidos para o mesmo Posto no exterior. A questão não é que o Ministério vá separar esses casais, mas que se pode levar mais tempo para conseguir duas vagas num mesmo Posto. Antigamente, eram frequentes os casos em que as mulheres interrompiam temporariamente suas carreiras para acompanhar os maridos. Hoje em dia, essa situação é exceção, não a regra.
FILHOS
Não posso falar com conhecimento de causa sobre filhos, mas vejo o quanto meus colegas se desdobram para dar-lhes uma boa educação. Uma questão central é a escolha da escola dos filhos, no Brasil e no exterior. No Brasil, a escola será normalmente brasileira, com ensino de idiomas, mas poderá ser a americana ou a francesa, que mantém o mesmo currículo e os mesmos períodos escolares em quase todo o mundo. No exterior, as escolas americana e francesa são as opções mais frequentes,
podendo-se optar por outras escolas locais, dependendo do idioma. Outra questão, já mencionada, é o custo da escola. Atualmente, não existe auxílio-educação para filhos de diplomatas ou de outros Servidores do Serviço Exterior brasileiro, e o dinheiro da escola deve sair do próprio bolso do servidor.
CÉSAR AUGUSTO VERMIGLIO BONAMIGO - Diplomata. Engenheiro Eletrônico formado pela UNICAMP. Pós- graduado em Administração de Empresas pela FGV-SP. Programa de Formação e Aperfeiçoamento - I (PROFA -
I) do Instituto Rio Branco, 2000/2002. No Ministério das Relações Exteriores, atuou no DIC - Divisão de Informação Comercial (DIC), 2002; no DNI - Departamento de Negociações Internacionais, 2003, e na DUEX - Divisão de União Europeia e Negociações Extrarregionais. Atualmente, serve na Missão junto à ONU (DELBRASONU), em NYC.
2 Conforme comunicado do MRE de 2010, é permitida a autorização para que diplomatas brasileiros solicitem passaporte diplomático ou de serviço e visto de permanência a companheiros do mesmo sexo. Outra resolução, de 2006, já permitia a inclusão de companheiros do mesmo sexo em planos de assistência médica.
Para tornar-se diplomata, é necessário ser aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), que ocorre todos os anos, no primeiro semestre (normalmente). O número de vagas do CACD, em condições normais, depende da vacância de cargos. Acho que a quantidade normal deve girar entre 25 e 35, mais ou menos. Desde meados dos anos 2000, como consequência da aprovação de uma lei federal, o Ministério das Relações Exteriores (MRE/Itamaraty3) ampliou seus quadros da carreira de diplomata, e, de 2006 a 2010, foram oferecidas mais de cem vagas anuais. Com o fim dessa provisão de cargos, o número de vagas voltou ao normal em 2011, ano em que foram oferecidas apenas 26 vagas (duas delas reservadas a portadores de deficiência física4). Para os próximos concursos, há perspectivas de aprovação de um projeto de lei que possibilitará uma oferta anual prevista de 60 vagas para o CACD, além de ampliar, também, as vagas para Oficial de Chancelaria (PL 7579/2010). Oficial de Chancelaria, aproveitando que citei, é outro cargo (também de nível superior) do MRE, mas não integra o quadro diplomático. A remuneração do Oficial de Chancelaria, no Brasil, é inferior à de Terceiro-Secretário, mas os salários podem ser razoáveis quando no exterior. Já vi muitos casos de pessoas que passam no concurso de Oficial de Chancelaria e ficam trabalhando no MRE, até que consigam passar no CACD, quando (aí sim) tornam-se diplomatas.
Para fazer parte do corpo diplomático brasileiro, é necessário ser brasileiro nato, ter diploma válido de curso superior (caso a graduação tenha sido realizada em instituição estrangeira, cabe ao candidato providenciar a devida revalidação do diploma junto ao MEC) e ser aprovado no CACD (há, também, outros requisitos previstos no edital do concurso, como estar no gozo dos direitos políticos, estar em dia com as obrigações eleitorais, ter idade mínima de dezoito anos, apresentar aptidão física e mental para o exercício do cargo e, para os homens, estar em dia com as obrigações do Serviço Militar). Os aprovados entram para a carreira no cargo de Terceiro-Secretário (vide hierarquia na próxima seç~o, “Carreira e Salrios”). Os aprovados no CACD, entretanto, não iniciam a carreira trabalhando: há, inicialmente, o chamado Curso de Formação, que se passa no Instituto Rio Branco (IRBr). Por três semestres, os aprovados no CACD estudarão no IRBr, já recebendo o salário de Terceiro-Secretário (para remunerações, ver a próxima seç~o, “Hierarquia e Salrios).
O trabalho no Ministério começa apenas após um ou dois semestres do Curso de Formação no IRBr (isso pode variar de uma turma para outra), e a designação dos locais de trabalho (veja as subdivisões do MRE na página seguinte) é feita, via de regra, com base nas preferências individuais e na ordem de classificação dos alunos no Curso de Formação.
3 O nome “Itamaraty” vem do nome do antigo proprietrio da sede do Ministério no Rio de Janeiro, o Bar~o Itamaraty. Por metonímia, o nome pegou, e o Palácio do Itamaraty constitui, atualmente, uma dependência do MRE naquela cidade, abrigando um arquivo, uma mapoteca e a sede do Museu Histórico e Diplomático. Em Brasília, o Palácio Itamaraty, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1970, é a atual sede do MRE. Frequentemente, “Itamaraty” é usado como sinônimo de Ministério das Relações Exteriores.
4 Todos os anos, há reserva de vagas para deficientes físicos. Se não houver número suficiente de portadores de deficiência que atendam às notas mínimas para aprovação na segunda e na terceira fases do concurso, que têm caráter eliminatório, a(s) vaga(s) restante(s) é(são) destinada(s) aos candidatos da concorrência geral.
O IRBr foi criado em 1945, em comemoração ao centenário de nascimento do Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira. Como descrito na página do Instituto na internet, seus principais objetivos são:
harmonizar os conhecimentos adquiridos nos cursos universitários com a formação para a carreira diplomática (já que qualquer curso superior é válido para prestar o CACD);
desenvolver a compreensão dos elementos básicos da formulação e execução da política externa brasileira;
iniciar os alunos nas práticas e técnicas da carreira.
No Curso de Formação (cujo nome oficial é PROFA-I, Programa de Formação e Aperfeiçoamento - obs.: n~o sei o motivo do “I”, n~o existe “PROFA-II”), os diplomatas têm aulas obrigatórias de: Direito Internacional Público, Linguagem Diplomática, Teoria das Relações Internacionais, Economia, Política Externa Brasileira, História das Relações Internacionais, Leituras Brasileiras, Inglês, Francês e Espanhol. Há, ainda, diversas disciplinas optativas à escolha de cada um (como Chinês, Russo, Árabe, Tradução, Organizações Internacionais, OMC e Contenciosos, Políticas Públicas, Direito da Integração, Negociações Comerciais etc.). As aulas de disciplinas conceituais duram dois semestres. No terceiro semestre de Curso de Formação, só há aulas de disciplinas profissionalizantes. O trabalho no MRE começa, normalmente, no segundo ou no terceiro semestre do Curso de Formação (isso pode variar de uma turma para outra). É necessário rendimento mínimo de 60% no PROFA-I para aprovação (mas é praticamente impossível alguém conseguir tirar menos que isso). Após o término do PROFA-I, começa a vida de trabalho propriamente dito no MRE. Já ouvi um mito de pedida de dispensa do PROFA I para quem já é portador de título de mestre ou de doutor, mas, na prática, acho que isso não acontece mais.
Entre 2002 e 2010, foi possível fazer, paralelamente ao Curso de Formação, o mestrado em diplomacia (na prática, significava apenas uma matéria a mais). Em 2011, o mestrado em diplomacia no IRBr acabou.
Uma das atividades comuns dos estudantes do IRBr é a publicação da Juca, a revista anual dos alunos do Curso de Formação do Instituto. Segundo informações do site do IRBr, “[o] termo ‘Diplomacia e Humanidades’ define os temas de que trata a revista: diplomacia, ciências humanas, artes e cultura. A JUCA visa a mostrar a produção acadêmica, artística e intelectual dos alunos da academia diplomática brasileira, bem como a recuperar a memória da política externa e difundi-la nos meios diplomático e acadêmico”. Confira a página da Juca na internet, no endereço: http://juca.irbr.itamaraty.gov.bpt-bMain.xml.
Para saber mais sobre a vida de diplomata no Brasil e no exterior, sugiro a conhecida “FAQ do Godinho” (“FAQ do Candidato a Diplomata”, de Renato Domith Godinho), disponível para download no link: http://relunb.files.wordpress.com/2011/08/faq-do-godinho.docx. Esse arquivo foi escrito há alguns anos, então algumas coisas estão desatualizadas (com relação às modificações do concurso, especialmente). De todo modo, a parte sobre o trabalho do diplomata continua bem informativa e atual.
MEUS ESTUDOS PARA O CACD – http://relunb.wordpress.com
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2020.07.22 22:01 Henryttwoshoes A História de Cazum BeastHunger(Dwarf Fortress modo Aventura)

Cazum BeastHunger(nome real Cazum Ferkokash) foi um Elfo Caçador que usava uma besta que viajou pelas terras do mundo de Buzong Sun, O Mundo dos Oracúlos(mesmo mundo onde o meu primeiro forte foi criado, aquele que eu contei a história de como ele foi destruído). Ele nasceu no Forte de Tomerasp um lugar afastado das grandes civilizações, o tempo passou até que no dia 14 de Granite de 156 ele pega suas coisas e decide começar sua aventura pelo mundo acompanhado de 2 Cães de Caça como seus companheiros.
E então Cazum andou pelas terras ao noroeste de Temorasp. E acabou conhecendo vários tipos de seres e civilizações, no caminho ele abateu vários animais para assim tirar uma graninha vendendo os corpos para diversos aldeões pelo mundo.

Aventuras

1.

Enquanto andava pelas terras montanhosas perto do forte de Zafaluzol ele acabou por ouvir sobre que em uma floresta Elfica conhecida como Rootforest haviam várias Tavernas e pessoas no qual ele poderia contar suas histórias. Motivado pelo desejo de beber um bom Vinho, ele foi a caminho de viajar até lá.
Chegando lá ele acabou por se deparar com Confusas Estradas Elficas como ele nunca havia pisado em território elfo antes, ele acabou por não encontrar nada de Tavernas ou residências lá. Frustrado pra caralho, ele decidiu voltar à Zafaluzol.

2.

Depois de chegar em Zafaluzol ele prepara algumas coisas e decide explorar o Leste, indo em direção para As Colinas dos Palácios. Chegando perto, ele se depara com uma civilização de Humanos chamada Ancientlabored falando com os moradores de lá, ele descobre que uma guilda de Bandidos chamada A Guilda da Paz***(The Guild of Peace)*** estava aterrorizando os moradores que passavam pelas estradas das Colinas dos Palácios. Visto isso, Cazum então decide investigar a situação para terminar com os bandidos de uma vez por todas e para ajudar em sua jornada, ele conhece um Humano Espadachin chamado Tekud Washedscrubs. Os dois então começam uma longa investigação das estradas.
Alguns dias se passam e Cazum acaba por domesticar um Cavalo, o nomeando de Cristovão. Fazendo dele uma Montaria para viajar por ai.
Depois de procurarem pra CARALHO os dois descobrem uma pequena casa isolada nas colinas, no qual possuía uma Elfa como dona e 3 Guardas para protege-la. Em um ato de loucura, Cazum deixa seu cavalo esperando fora da casa e entra junto de Tekud. E então Cazum dispara uma flecha em um guardas como um inicio de uma tentativa para matar todos na casa, Mas algo acontece...
No exato momento em que Cazum acerta o Guarda, Tekud vira com sua Espada para cima de Cazum. O Apunhalando pelas costas, Tekud joga Cazum contra o chão, o Estraçalhando até a Morte.
Fim.
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2020.07.19 06:40 enzobuilder O Anão Melancólico, O Elfo Impetuoso

O Anão Melancólico, O Elfo Impetuoso
"Em Opath, todos temos uma melancolia. Algo que é maior que nós, que nos impede de viver felizes e nos lembra constantemente do nosso passado e nossas dádivas. Anões como eu foram amaldiçoados por um ser que tinha grande poder: um Dragão Vermelho. Agora tudo que produzo, cultivo e construo está fadado a virar pó. Armas quebram, laços se rompem.
Alguns sofrem com Ímpetos. Esse tipo de característica é um vício dado por seres mais fortes que criaram as outras criaturas. O ímpeto é algo maior que aqueles que o possuem, alguns não podem controlar. Outros, se mordem e se destroem procurando impedir que eles se realizem. Mas, já vi muitos elfo, gnomos e até Urodelos se deixando vencer por tão pouco.
A beleza é relativa. Os elfos podem achar belo muitas coisas, mas um tipo de beleza é o que chama mais atenção. Desde belas flores num jardim, até sangue derramado na calçada fazendo padrões e figuras estranhas. Elfos são estranhos, dizem que são aliens que viram para Opath. Não sei se acredito nisso. Sempre me dizem para desafiar o que foi escrito."
"Nos anões não vemos muita beleza nas coisas que acontecem na nossa vida. Somos obrigados a não criar relacionamentos com as coisas. Por isso, eu faço essa diáspora. A barba não pode crescer, o cabelo não pode estar ali. Mas como invejo todos esses Pequeninos, Humanis e Orcs com suas barbas trançadas, cabelos com exuberantes jubas. Queria poder ter cabelos para entrelaçar meus dedos, barba para acariciar quando estivesse em dúvida. Por que não posso nem ter isso?
Já havia cavado o buraco quando percebi que o machado estava sem fio. Tive que voltar até Alberich, comprar um machado furreco de três pilas e continuar a quinta diáspora do mês. Cortei o rosto com a lâmina, abri um corte no topo da cabeça e chorei em mais um diáspora pelas coisas que deixava para trás. Eu sou um péssimo anão."
"Meu pai devia me dizer algo sobre não fazer amigos. Ele não queria me ver desgraçando a vida de alguém, mas não não podia evitar. Qual o sentido de viver uma vida fria assim? Por que não podemos evitar essa certeza de que tudo que fazemos caíra ao pó? Foi por causa dos dizeres dum Dragão Vermelho? Cuspia no chão sempre que pensava na imagem daquela atrocidade. Dragões só acham que podem fazer o que quiser conosco por conta das Deusas não poderem descer aqui de novo. Se eu estou errado, que as quedas caiam em cima de mim!"
"Desde que voltei à Alberich e comprei o machado, tenho esse elfo atrás de mim. Ele me segue, me observa. Dia e noite, dia e noite. Quando ele cansa de me olhar, começa a escrever num livro. Ele não fala, não interage. Apenas fica ali, anotando e observando. Melhor assim. Gosto de companhia agradável e ele é chato. É um sistema de defesa bom. Assim não crio laços com ele e assim eu não me culpo por mais pó que jogo no mundo."
"Caminhava para a Espinha de Vorax. Sodori é a Capital mais próxima e preciso me encontrar com um barco para ir até Huma. Nunca fui para lá, e acho que nunca vou conseguir falar com ninguém de lá, os Sombrios me dão medo.
Enquanto eu andava pela estrada, percebia de canto de olho o elfo. Maldito era ele, que me seguia. Andava de capa que cobria o corpo todo, mas não parecia querer esconder as mãos que anotavam incansavelmente mais sobre o que quer que ele tivesse visto em mim."
"Na última lua comecei a questionar sobre a sanidade dele. Não era possível que ele não percebeu que eu era um anão numa diáspora. O que ele queria de alguém como eu?
Eu não tinha nada, mal tinha roupas costuradas, não tinha mais nenhum pila no bolso, então criminoso ou ladrão ele não era. Pensei se ele podia ser da acadêmia, mas não tinha porte de estudioso. Ele era magro por causa de fome, não tinha mochila, não tinha carroça... Pra falar a verdade, percebi que não tinha nem sombra."
https://preview.redd.it/8iqvctbetqb51.jpg?width=428&format=pjpg&auto=webp&s=7969a84133913ca3ed66454a9cc7f747a6df484b
"Será prudente pedir para ele me explicar o que tanto escrevia nas folhas do livro? Não. Se eu falar com ele, do jeito que sou, posso fadar ele ao pó, como tudo que toco. Será que ele é louco? Ou será que eu sou? Me preocupei com ele e dividi um ensopado de água, terra e vegetais. Metade da panela foi monte a baixo, quando fui servir. O meu companheiro elfo achou engraçado e riu. Nunca fui bom com risadas."
"Durante aquela noite, nós conversamos sobre mim. Quando procurava saber mais sobre ele, desviava o assunto. Ele sabia no que se metia, mas ainda assim continuava a conversar comigo. Não tocou naquele livro pelo resto da noite. Achei que ele ia escrever o que eu dizia, mas não foi isso que ele procurava."
"Na manhã seguinte, partimos eu e o anão. O coitado foi ligeiro pegar a panela no pé da montanha e escrevi o que lembrava da última noite. Sentia medo do dia seguinte, pois criamos um laço enquanto o céu de estrelas nos abrigava."
"Seguimos indo em frente, o caminho não ia se encurtar se ficássemos parados. O elfo ficou a uma distância segura de mim, enquanto escrevia, novamente, naquele livro. Estava começando a nevar e subíamos um caminho estreito. Um ex-amigo Tatsunoko me falou dum caminho que eles faziam pela Espinha para chegar em Sodori, e assim seguimos por lá."
"Os flocos de neve faziam meu corpo tremer de frio. Estava ficando difícil de se mover. O elfo estava com a cara enterrada no livro, escrevendo e não percebeu quando um pedaço do desfiladeiro acima de nós começou a ruir e cair em cima dele.
Enquanto via, lentamente, aquela enorme pedra cair sobre meu companheiro, lembrei da frase que foi impregnada no nosso sangue. 'Agora tudo que vocês cultivam e amam está fadado a se transformar em pó. As armaduras, armas e ferramentas forjadas irão se quebrar. Os laços de amizade e amor irão se romper. Suas casas e lares irão ruir perante o tempo, pois tudo que vocês tocam e tem parte, se tornará pó.'
Não podia deixar aquilo acontecer novamente."
"É salgado sentir isso. Toda vez. Todos dia. Confesso que ao criar um laço com o elfo, prometi a mim mesmo ser como os Urodelos e proteger ao que me fosse importante. Prometi que como um Gnomo, colecionaria amizades. Prometi que como um Elfo, veria a felicidade na vida. Mas tudo isso. As promessas que fiz, viraram pó. Um pó amargo, seco. E como se eu lambesse uma pedra azeda eu chamei ela:
— Sombra.
— Olá, Senhor Anão. Me chamou?
— Sim.
— E o que quer de mim?
— Aquele elfo. Ele deve sair vivo daqui. Continuar vivo e ser feliz.
— E quer que eu tire ele dali? É algo fácil de fazer.
— Eu sei. Mas quem quer ajudá-lo sou eu.
— Não compreendo para que me chamou, então...
— Estou fraco. Não consigo salvá-lo a tempo. Eu dou a minha sombra inteira. Mas preciso ter certeza de que ele esteja à salvo.
— Temos um trato? A segurança dele pela sua sombra?"
"E rapidamente o anão surgiu na minha frente, num enorme salto feito junto às sombras do desfiladeiro. Empurrou-me para trás e caí longe do impacto. O que parecia uma enorme pedra caiu sobre ele e seu corpo sangrou até tingir a neve branca de rubro."
"E me deleitei com aquilo. A sensação era única e num prazer imensurável, usei o que podia para voltar escrevendo essa história."
"Como amo ver esses pobres coitados se esforçando para ser diferente, mas sempre acabando sendo iguais aos demais. São tolos, todos eles. Mas é isso que me deixa repleto de prazer. Pintei um quadro com a inspiração que recebi. Afinal, fui abençoado com esse ímpeto de achar bonito todo o sofrer das dadivas desse mundo de Op. Escrevo essas memórias de Pequeninos presos em Saletas, Anões em seus sofreres por relacionamentos e Kias presos se tornando corais. Escrevo tudo isso, pois sei, que quando eu abrir esse livro, só hei de me deleitar com tanta melancolia."

"Amo o gosto do agridoce"
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2020.07.17 20:46 Henryttwoshoes A História de Cazum BeastHunger(Dwarf Fortress modo Aventura)

Cazum BeastHunger(nome real Cazum Ferkokash) foi um Elfo Caçador que usava uma besta que viajou pelas terras do mundo de Buzong Sun, O Mundo dos Oracúlos(mesmo mundo onde o meu primeiro forte foi criado, aquele que eu contei a história de como ele foi destruído). Ele nasceu no Forte de Tomerasp um lugar afastado das grandes civilizações, o tempo passou até que no dia 14 de Granite de 156 ele pega suas coisas e decide começar sua aventura pelo mundo acompanhado de 2 Cães de Caça como seus companheiros.
E então Cazum andou pelas terras ao noroeste de Temorasp. E acabou conhecendo vários tipos de seres e civilizações, no caminho ele abateu vários animais para assim tirar uma graninha vendendo os corpos para diversos aldeões pelo mundo.

Aventuras

1.

Enquanto andava pelas terras montanhosas perto do forte de Zafaluzol ele acabou por ouvir sobre que em uma floresta Elfica conhecida como Rootforest haviam várias Tavernas e pessoas no qual ele poderia contar suas histórias. Motivado pelo desejo de beber um bom Vinho, ele foi a caminho de viajar até lá.
Chegando lá ele acabou por se deparar com Confusas Estradas Elficas como ele nunca havia pisado em território elfo antes, ele acabou por não encontrar nada de Tavernas ou residências lá. Frustrado pra caralho, ele decidiu voltar à Zafaluzol.

2.

Depois de chegar em Zafaluzol ele prepara algumas coisas e decide explorar o Leste, indo em direção para As Colinas dos Palácios. Chegando perto, ele se depara com uma civilização de Humanos chamada Ancientlabored falando com os moradores de lá, ele descobre que uma guilda de Bandidos chamada A Guilda da Paz(The Guild of Peace) estava aterrorizando os moradores que passavam pelas estradas das Colinas dos Palácios. Visto isso, Cazum então decide investigar a situação para terminar com os bandidos de uma vez por todas e para ajudar em sua jornada, ele conhece um Humano Espadachin chamado Tekud Washedscrubs. Os dois então começam uma longa investigação das estradas.
Alguns dias se passam e Cazum acaba por domesticar um Cavalo, o nomeando de Cristovão. Fazendo dele uma Montaria para viajar por ai.
Depois de procurarem pra CARALHO os dois descobrem uma pequena casa isolada nas colinas, no qual possuía uma Elfa como dona e 3 Guardas para protege-la. Em um ato de loucura, Cazum deixa seu cavalo esperando fora da casa e entra junto de Tekud. E então Cazum dispara uma flecha em um guardas como um inicio de uma tentativa para matar todos na casa, Mas algo acontece...
No exato momento em que Cazum acerta o Guarda, Tekud vira com sua Espada para cima de Cazum. O Apunhalando pelas costas, Tekud joga Cazum contra o chão, o Estraçalhando até a Morte.

Fim.

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2020.07.16 16:28 fobygrassman ENCONTRE MULHERES CASADAS, PORÉM CARENTES ESTA NOITE

ENCONTRE MULHERES CASADAS, PORÉM CARENTES ESTA NOITE Descubra como acessar e conhecer mulheres casadas porém carentes em apenas 10 minutos
Casadas Carentes: As 5 melhores maneiras de conhecer casadas carentes em menos de 2 horas Escrito por uma dona de casa traidora real.
Casadas carentes são mulheres presas em relacionamentos de longo prazo não satisfeitas com o atual companheiro. O marido não a dá a atenção que ela merece, não a faz se sentir sexy, desejada, ou como um dia a fez sentir. Ela carece afeto, tesão, ou mimos. Elas sentem falta destas coisas, e tem desejos de procurar homens que ajudem a satisfazer estas necessidades para ela.
O QUE FAZ UMA MULHER CASADA SER CARENTE?
Há vários fatores que levam ao sentimento de carência de mulheres que conseguiram se manter em relacionamentos por tempos prolongados. Alguns destes fatores são:
• Vida sexual insatisfatória, onde não há tesão ou paixão. O marido não se preocupa com o que a mulher sente, só pensa em si, sem romance, sem preliminares, e sem posições diferentes. Parece um ato que tem como finalidade apenas fazer o marido se satisfazer, depois virar para o lado e dormir. • O homem não parece mais ter tempo para a esposa. Trabalha muito, chega em casa tarde, e está cansado demais para qualquer coisa nova, diferente ou divertida. Arruma tempo para jogar futebol com os amigos no final de semana, vai a bares com os colegas depois do serviço e chega em casa tarde e vai direto para a cama. A mulher não se sente mais importante.
• Não é tratada bem pelo marido. Não é apenas deixada de lado, mas ainda é ofendida por certas atitudes do marido. Ele briga, xinga e a ofende. Não a respeita, como deveria, e ela sente aquela vontade de sentir aquilo que um dia ele ofereceu: carinho e afeto.
• Ela quer novidade. Ela ficou com o mesmo homem por muito tempo, e já sabe tudo que ele faz e vai fazer. Na cama é tudo rotina, o beijo é sempre o mesmo, a cama é sempre a mesma, as personalidades são sempre as mesmas. Ela só quer sentir alguma coisa diferente depois de tantos anos, precisa de algo que a lembre que está viva.
COMO CONHECER CASADAS CARENTES?
Agora que você sabe como casadas carente se sintam, você deve estar se perguntando como conseguir encontrar uma, para a ajudar a satisfazer suas necessidades. Será que há algum lugar onde elas ficam mais concentradas, dispostas a serem abordadas por um estranho? Será que dá para encontrar alguma em algum bar pela cidade, pronta para ser conquistada? Boa sorte, mas isto vai ser difícil desta maneira.
Mulheres nesta situação, mesmo que carentes e com vontade de experimentar coisas novas, ela não quer se colocar em posições comprometedoras ou em risco de ser pega ou descoberta pelo seus maridos. Elas geralmente são mais tímidas, e não teriam tanta coragem, pois são mulheres que geralmente estão em relacionamentos com mais de 5 anos, e está fora do jogo de namoro há muito.
Mas vamos dizer que ela tivesse a coragem de ir na cidade e ir para algum bar, para ver se algum homem a abordasse. Como você distinguiria uma casada carente e uma que simplesmente quer se divertir no bar com as amigas, ou apenas beber. É muito risco para você como um homem abordar uma mulher de aliança.
Existe um local perfeito para encontrar casadas carentes: Ashley Madison. Site reconhecido internacionalmente como melhor ferramenta de traição.
ASHLEY MADISON
O que a Ashley Madison oferece que outras alternativas não oferecem para encontrar casadas carentes? Será que casadas carentes realmente usariam um site deste?
A Ashley Madison é uma gigante no oferecimento de oportunidades para traição. Já reuniu mais de 50 milhões de usuários em todo mundo, um dos sites mais populares do mundo. Isto não é só no mundo, no Brasil também tem uma presença muito grande, chegando a quase 2 milhões de usuários, esperando outros 1 milhão até 2020.
Tem duas coisas que a Ashley Madison oferece que garante a vinda de casadas carentes. Primeiramente é a discrição. Como foi explicado anteriormente, mulheres nesta posição não querem ser colocadas em situações comprometedoras, nem em risco desnecessário. A Ashley Madison tem múltiplas ferramentas inovadoras que oferecem uma discrição garantida como: não precisar confirmar seu e-mail no cadastro, assistente de fotos patenteado que permite borrar fotos públicas, permitindo a visualização de uma galeria privada a apenas pessoas que elas concederem acesso, podendo ser revogado a qualquer momento.
Outra coisa muito atraente a mulheres é o custo para elas. A Ashley Madison concede acesso gratuito às mulheres. Elas tem acesso a toda função do site, sem ter que pagar. É óbvio que isso chamaria a atenção de casadas carentes. Elas não teriam que justificar gastos a seus maridos posteriormente.
DICAS PARA CONHECER CASADAS CARENTES NA ASHLEY MADISON
Segue as seguintes dicas, e você vai se ver encontrando múltiplas mulheres desejando atenção ou outras coisas que você pode oferecer a elas.
  1. Inscreva-se! Uma ferramenta reconhecido pelo mundo todo como forma eficiente de encontrar parceiros para traição. Junte-se a Ashley Madison e tenha acesso a uma multidão de mulheres casadas e carentes.
  2. Navegue pelo site, e por todas as mulheres no site, procurando alguma que te interesse. Veja o perfil dela e inicie uma conversa, de forma adequada, gentil e cavaleira. Não seja agressivo, nem estranho, nem genérico. Deixe claro suas intenções e a dá a atenção que ela carece. Preste atenção no que ela diz e o que ela deseja, e a partir das reações dela, vê como pode prosseguir. Se quiser deixar a conversa mais sexual, tenha moderação. Não comece de forma sexual, vai elevando o calor da conversa de forma gradual, sempre levando em consideração a reação dela.
  3. Monte um perfil decente. Dedique bastante tempo a seu perfil, ele será uma das primeiras impressões dela de você. Quanto mais tempo e atenção der ao seu perfil, maior a chance de casadas carentes se interessarem em você.
Agora que você sabe como encontrar e conhecer mulheres casadas carentes perto de você, entra na Ashley Madison e encontre uma em até 10 minutos!
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2020.06.15 15:53 majinmattossj2 Assisti o filme do Heleno de Freitas

Decidi assistir hoje esse filme (tem no youtube) produzido pela Globo em 2011 com o Rodrigo Santoro no papel de Heleno. E porra, que cara perna, babaca e completamente louco
Pra quem nunca ouviu falar, Heleno foi um grande jogador, playboyzão, boêmio/mulherengo e marrento pra caralho. Só q do jeito q ele falava dele próprio, e até do q vc ouve falar dele hoje em dia, vc até pensa q ele era o fodão dos anos 40 do futebol. Por isso decidi ver o filme dele, e após umas pesquisas, concluí que nao eh justo colocar um babaca desses nos holofotes só por ele ter sido louco, pegador e polêmico. Era muito bom jogador, mas longe de ser o melhor
Ele eh considerado o grande craque do Botafogo antes de Garrincha. Jogou lá entre 1940-48, fez 200 gols em 230 jogos, e nunca foi campeão carioca (4 vices). Inclusive, foi só ele sair de lá em 1948 que o Botafogo finalmente conseguiu ser campeão, sem ele, em 1948. Foi pro Boca Juniors e fracassou em 1948. Voltou pro Vasco e foi campeão carioca em 1949, seu único título, mas também aquele Vasco era um dos melhores times do mundo, com ou sem Heleno
O filme mostra o enorme narcisismo dele, alem de viver aloprando seus companheiros de time no Botafogo, chamando de ruins e dizendo que ele nunca é campeao por causa deles. Ele era tao louco e patético, que ao nao ser convocado pra Copa de 50, ao encontrar o treinador, sacou uma arma e conseguiu ser desarmado, alem de apanhar do cara (o filme mostra isso)
Vivia falando merda, dizia q com ele o Brasil seria campeao em 50, que perderam por serem frouxos. Só que num ataque que tinha Zizinho, Ademir de Menezes, Jair e Chico, ele nunca seria titular
Acho zuado ele ter tanto holofote, enquanto jogadores como esses q eu citei (e muitos outros) sao menos divulgados. Mas o cara eh polemico né? Renato Gaúcho e Romário tbm sao marrentíssimos, mas venciam, venciam e venciam de novo no futebol. Heleno não venceu
Ele morreu aos 39 anos com sífilis cerebral, num manicômio, no seu estado natal em Minas Gerais
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